Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora:

    • O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que irá visitar a Venezuela em breve, destacando a sua relação “muito boa” com a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Trump afirmou que os EUA já reconheceram o executivo de Delcy como o governo oficial do país e que estão a trabalhar em estreita colaboração com o governo venezuelano, especialmente na questão do petróleo.
    • Os Estados Unidos aliviaram sanções impostas à Venezuela, permitindo que empresas petrolíferas internacionais retomem operações no país. O Departamento do Tesouro dos EUA emitiu licenças para que empresas como Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol possam explorar petróleo e gás natural e negociar contratos de investimento na Venezuela.
    • Na esfera internacional, a próxima ronda de negociações entre os EUA, a Rússia e a Ucrânia está agendada para os dias 17 e 18 de fevereiro em Genebra. Esta será a primeira vez que as negociações ocorrerão em solo europeu, com a delegação russa a ser liderada por Vladimir Medinsky.
    • No contexto europeu, desenvolvem-se discussões sobre segurança e defesa autónomas, com Alemanha e França a liderar diálogos sobre um potencial escudo nuclear europeu. Este movimento visa construir um pilar europeu de defesa dentro da NATO, sem desconsiderar a aliança, mas reforçando a autossuficiência do continente em resposta a ameaças percebidas.

    [Gregorian Bivolaru dá todos os passos do manual de manipulação. Mas quem vive no interior da seita vai demorar a perceber. Ouça o terceiro episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio e o aqui o segundo.]

  • Bom dia.

    Encerramos aqui este liveblog.

    Pode continuar a acompanhar as tensões geopolíticas e militares mundiais neste outro liveblog.

    Rubio diz que destino dos EUA “estará sempre entrelaçado” com o da Europa. Marinha norte- americana destrói embarcação nas Caraíbas e faz 3 mortos

  • Pentágono usou ferramenta de IA Claude para capturar Nicolás Maduro

    O Claude, ferramenta de inteligência artificial, foi usada pelo Pentágono para capturar o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro no ataque ao país, noticiou o jornal Wall Street Journal, que conversou com fontes próximas do tema, que indicaram que o uso deste tipo de ferramentas está a crescer.

    O uso do Claude, da empresa Anthropic, é proibido para “facilitar violência, desenvolver armas ou fazer vigilância”.

    “Não podemos comentar se Claude, ou qualquer outro modelo de IA, foi usado para qualquer operação específica, classificada ou não”, disse um porta-voz da empresa.

    “Qualquer uso do Claude, seja no setor privado ou no governo, deve estar em conformidade com as nossas Políticas de Uso, que regem como o Claude pode ser implementado. Trabalhamos em estreita colaboração com os nossos parceiros para garantir a conformidade”, acrescentou.

  • Forças armadas dos EUA estão preparadas para "operações de várias semanas" no irão

    As forças armadas dos Estados Unidos estão se a preparar para eventuais “operações prolongadas por várias semanas” no Irão, caso Donald Trump dê a ordem para atacar o país, noticiou a Reuters, citando dois oficiais norte-americanos.

    Os dois oficiais falaram sob anonimato e indicaram que o conflito pode ser bem mais intenso do que foi vivido até agora nos dois países.

    Questionada sobre estes planos, a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, diz que “Trump tem todas as opções em cima da mesa no que toca ao Irão”.

    “Ele ouve uma variedade de perspetivas sobre qualquer assunto, mas toma a decisão final com base no que é melhor para o nosso país e para a segurança nacional”, acrescentou.

  • António Costa vai a Kiev dia 24 de fevereiro, data do quarto aniversário da invasão da Rússia

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou esta sexta-feira que iria visitar a capital ucraniana, Kiev, no próximo dia 24 de fevereiro.

    A visita servirá para “marcar o aniversário do início da guerra de agressão da Rússia”, escreveu Costa numa publicação na rede social X, onde disse ainda que iria estar, nesse dia, ao lado de Zelensky na praça Maidan, localizada no centro de Kiev.

  • Kiev novamente sob ataque. Autarca relata "explosões na capital"

  • Automonia da Europa na Defesa? "Esse passo tem de ser dado"

    Hostilizar os EUA ou “colocar paninhos quentes” em Donald Trump? UE quer reforçar Defesa autónoma e serviços de informação. Bernardo Valente explica as hipóteses para que União consiga fazê-lo. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Automonia da Europa na Defesa? “Esse passo tem de ser dado”

  • Com Cuba em plena crise energética, um incêndio deflagra numa refinaria de Havana

    Um incêndio deflagrou numa refinaria na capital de Cuba, Havana, numa altura em que o país insular está em plena crise energética causada pelo bloqueio norte-americano ao país.

    Segundo a agência espanhola EFE, a refinaria Ñico López ficou envolvida numa “densa coluna de fumo negro”, causada por um “incêndio de grande magnitude”.

    A agência menciona que as autoridades cubanas ainda não tinham informado sobre “eventuais causas e alcance” desta ocorrência. Também não se sabe se causou danos àquela que é uma de três refinarias da ilha.

  • Trump diz que mudança de regime no Irão "parece ser o melhor que podia acontecer"

    Questionado pelos jornalistas na base de Fort Bragg sobre se queria uma mudança de regime no Irão, o Presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu que “parece ser o melhor que podia acontecer”.

    “Por 47 anos, eles têm estado a falar e a falar. Entretanto, perdemos muitas vidas enquanto falam”, acrescentou Trump, abrindo o jogo para o futuro: “Veremos o que acontece”.

  • Macron pede "respeito" dos EUA e "audácia" aos europeus

    No seu discurso, Marcou pediu “audácia” aos Europeus para se afirmarem de forma “clara” no seu apoio à Ucrânia e a uma paz sustentável.

    Virando-se para os EUA, o líder francês sublinhou que uma Europa que se auto-afirma “vai ser um bom aliado e um parceiro para os Estados Unidos”.

    “Vai ser um parceiro que é respeitado e nós temos de ser respeitados. Temos feito muito e vamos fazer muito mais”, sublinhou.

  • Arundhati Roy cancela ida à Berlinale pela recusa do júri em condenar genocídio em Gaza

    A escritora e ativista indiana Arundhati Roy anunciou hoje que cancelou a presença na Berlinale, após um comentário do presidente do júri do festival, Wim Wenders, que na véspera se recusara a condenar a ação de Israel na Faixa de Gaza.

    A autora de O Deus das Pequenas Coisas manifestou-se particularmente surpreendida com declarações feitas pelos membros do júri numa conferência de imprensa realizada na quinta-feira.

    “Ouvi-los dizer que a arte não deve ser política é espantoso. É uma forma de silenciar uma conversa sobre um crime contra a humanidade enquanto este se desenrola diante de nós em tempo real, quando artistas, escritores e cineastas deveriam estar a fazer tudo o que é possível para o travar”, afirmou.

    O realizador alemão Wim Wenders, numa resposta que gerou polémica no Festival Internacional de Cinema de Berlim, declarou que os cineastas não podem entrar verdadeiramente no domínio da política e que devem manter-se à margem.

  • Ataque com míssil a região russa de Belgorod mata duas pessoas, segundo governador

    Um ataque ucraniano à cidade fronteiriça russa de Belgorod matou duas pessoas e fez três feridos esta sexta-feira, segundo o governador Vyacheslav Gladkov, citado pela Reuters.

    O ataque com mísseis feriu ainda duas pessoas na cidade, um deles grave. As três mortes ocorreram num local de infraestruturas, indicou ainda o representante.

    O ataque terá causado “ganos graves às infraestruturas energéticas”, tendo cortado o aquecimento e o fornecimento de água à cidade.

  • Macron diz Europa tem retomar contatos diplomáticos com a Rússia

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a Europa tem de reestabelecer contactos diplomáticos com a Rússia para garantir que os europeus tenham uma voz nas negociações de paz para a Ucrânia e não deixem outros gerirem as conversas, nomeadamente os EUA.

    Falando na Conferência de Segurança de Munique, o líder diz que não pode haver paz sem a participação europeia. “Pode-se negociar sem os europeus, se se preferir, mas não trará paz para em cima da mesa”, afirmou.

    O líder apelou ainda a que não se assumisse “um discurso derrotista sobre a Ucrânia e que o líderes que o fazem, “superestimando a Rússia nesta guerra”, estão a cometer “um enorme erro estratégico porque não é a realidade”.

    Mas, para Macron, o papel da Europa tem de ser, também, o de começar a negociar como se poderá viver para lá da guerra com a Rússia, especialmente em questões de segurança.

    “Temos de ser nós a negociar esta nova arquitetura de segurança para a Europa do dia seguinte, porque a nossa geografia não vai mudar“, afirma.

  • Rubio e primeiros-ministros de Dinamarca e Gronelândia encontraram-se à margem da conferência de Munique

    Representantes dos EUA, da Gronelândia e da Dinamarca encontraram-se à margem da Conferência de Segurança de Munique.

    Numa publicação no X da primeira-ministra Mette Frederiksen, a chefe do executivo; o líder do governo gronelandês, Jens-Frederik Nielsen e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, encontraram-se para “conversas construtivas”.

    “Os trabalhos vão continuar no grupo de trabalho de alto nível, como foi acordado”, lê-se.

  • Trump diz que vai visitar a Venezuela mas "ainda não decidiram" quando

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse aos jornalistas esta sexta-feira que iria visitar a Venezuela. Porém “ainda não decidiram” quando é que isso iria acontecer.

    Segundo o líder, a relação com a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, é “muito boa” e estão a trabalhar “muito de perto” no que toca à questão do petróleo.

    “Diria que a relação que temos agora com a Venezuela é um 10”, continuou Trump, revelando à Reuters que reconheceram o executivo de Delcy como o governo oficial do país.

    “Estamos a negociar com eles e eles fizeram um grande trabalho”, continuou.

  • "Caso não haja acordo, vamos precisar dele". Trump confirma envio de um novo porta-aviões dos EUA para perto do Irão

    Falando aos jornalistas, o Presidente dos EUA, Donald Trump confirmou também o envio de um novo porta-aviões da marinha norte-americana para perto do Irão, pressionando para um acordo nuclear com o país.

    “Caso não conseguirmos fazer um acordo, vamos precisar dele“, justificou o líder, avançando que a embarcação “vai sair muito em breve”.

  • "Zelensky tem de agir" ou "vai perder uma grande oportunidade" para um acordo, diz Trump

    Questionado sobre progressos nas negociações, o Presidente dos EUA, Donald Trump, diz que “a Rússia quer chegar a um acordo” e que “Zelensky tem de começar a agir”.

    “Senão, vai perder uma grande oportunidade. Tem de agir”, continuou.

  • Zelensky encontrou-se com Reza Pahlavi, príncipe da coroa iraniana

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, encontrou-se esta sexta-feira com Reza Pahlavi, príncipe da coroa iraniana, em Munique.

    Na rede social X, o líder disse que a “Ucrânia apoia o povo iraniano enquanto estão a lutar pelo seu futuro” e demonstrou “solidariedade a todas as vítimas do regime iraniano”.

    “Durante a nossa conversa, focámo-nos na situação no Irão e nas áreas em que o povo iraniano precisa de apoio. Discutimos a importância de reforçar as sanções contra o regime iraniano e quaisquer outros regimes ditatoriais”, escreveu Zelensky na publicação, tendo condenado “a cooperação entre a Rússia e o Irão, em particular o fornecimento de «shaheds» pelo regime iraniano à Rússia e a concessão de licenças para a sua produção”.

    “Tal parceria representa uma ameaça real não só para a Ucrânia, mas para toda a região”, insistiu, expressando ainda o seu agradecimento “ao príncipe herdeiro do Irão por apoiar a integridade territorial da Ucrânia”

    “É vital fazer todos os esforços para proteger vidas humanas. A Ucrânia está pronta para ajudar da sua parte”, concluiu.

  • Estados Unidos levantam mais sanções à Venezuela e permitem investimentos de empresas estrangeiras

    Os Estados Unidos permitiram que uma série de empresas petrolíferas internacionais voltassem a poder operar na Venezuela, após um novo levantamento de sanções ao país, noticiou a Reuters.

    O Departamento do Tesouro norte-americano emitiu duas licenças que abrem as explorações de petróleo e gás natural e permite as empresas negociarem contratos de investimento, nomeadamente a norte-americana Chevron, a britânica BP, a italiana Eni, a britânica Shell e a espanhola Repsol.

  • Proíbição do grupo Palestine Action foi considerada ilegal. Tribunal diz que designação interfere com liberdade de expressão

    A proibição do grupo Palestine Action pelo governo britânico, que o tinha designado como organização terrorista, foi considerada ilegal pelo Tribunal Superior de Londres, que decidiu esta sexta-feira sobre um processo colocado pela fundadora Huda Ammori.

    A juíza Victoria Sharp deixou fortes críticas ao funcionamento da Palestine Action, tendo considerado que o grupo “promove a sua causa política através da criminalidade e da promoção da criminalidade”, referindo-se às medidas de “ação direta” levadas a cabo pela organização e que levaram a que ativistas pró-Palestina entrassem numa base da força aérea britânica no ano passado.

    Ainda assim, o tribunal considerou que a proibição pelo governo britânico foi “desproporcionada” e consistiu numa “interferência muito significativa” com a liberdade de expressão e liberdade de reunião.

    “Um número muito reduzido das atividades da Palestine Action constituiu atos de terrorismo, nos termos da definição da secção um da lei de 2000 [sobre terrorismo]”, ressalvou o tribunal, apontando que, para estes atos “a lei penal permanece disponível”.

    Porém, “a natureza e a escala das atividades da Palestine Action que se enquadram na definição de terrorismo ainda não atingiram o nível, a escala e a persistência necessários para justificar a proibição”.

    Apesar do julgamento, a proibição da organização continua vigente, já que o governo britânico, nomeadamente a ministra da Administração Interna, Shabana Mahmood, decidiu recorrer da decisão.

    Mahmood disse estar “desiludida” com a conclusão da justiça e prometeu “lutar contra a decisão” em recurso.

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