Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador já abriu um novo para continuar a acompanhar os desenvolvimentos da política nacional ao longo desta quarta-feira. Pode segui-lo aqui.

    Presidente da República recebe esta quarta-feira Iniciativa Liberal e Livre

  • Mariana Vieira da Silva trava Carneiro e diz-se "disponível a ajudar o PS, das mais diversas formas, a encontrar caminho de união"

    Mariana Vieira da Silva avisou esta noite que José Luís Carneiro não tem “um direito reforçado ou prioritário de ser líder do PS” e continua a não rejeitar estar “disponível para ajudar o PS, das mais diversas formas, a encontrar um caminho que seja de união”.

    Na pergunta estava a disponibilidade para ela própria se candidatar à liderança, mas a socialista falou na existência de “múltiplas possibilidades” no PS e que “nunca excluiu, “mas isso não significa que a notícia seja: Mariana Vieira da Silva não exclui”.

    “Estou disponível para ajudar o PS a voltar a ter a confiança dos portugueses e isso significa participar nas conversas das várias tendências para ver quem está disponível” e “encontrar um caminho que seja de união”, disse ainda sobre este assunto.

    Foi mais clara na defesa de “tempo” para o partido reflectir sobre o resultado de domingo, e atirou ao candidato que já se posiciona, José Luís Carneiro: “Não podemos considerar que só porque alguém já estava a pensar candidatar-se ao próximo congresso do PS tem um direito reforçado ou prioritário de ser líder do PS”

    “Para a profunda e reflexão, o PS precisa de tempo e estes primeiros dias serem marcados pela pressa não é útil”, disse ainda pedindo ao PS que “assuma que esse tempo é necessário”. E que isso não é compatível com “cada um apresentar-se autonomamente e esperar que daí decorra um processo de união e reflexão do PS”.

  • Rejeição do programa de governo do PCP "não foi uma surpresa" nem afeta reuniões com partidos, diz Marcelo

    O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou à CNN que acredita que a apresentação da rejeição do programa de governo feita pelo PCP não irá afetar as conversações com os partidos.

    Marcelo disse que a posição tomada “não foi uma surpresa” pois “o Partido Comunista Português tem sempre mantido posições deste teor”.

    “Nem é um problema que afete quer as reuniões com o PCP quer com os outros partidos que faltam”, acrescentou.

    O Presidente da República voltou também a dizer que os partidos recebidos esta terça-feira — PSD, PS e Chega — têm “posições diferentes” mas convergem numa ideia: a “procura de estabilidade”, ainda que com “perspetivas diferentes”.

  • "Não é não" cai? Chega é ameaça para AD — Extra

    Primeiro destrona PS como segunda força política. O que se segue com o partido de André Ventura? Luís Montenegro deve apostar em entendimentos com o Chega? Com que riscos?

    “Não é não” cai? Chega é ameaça para AD — Extra

  • “A conversa com os três partidos continua para a semana”, diz Marcelo, que acredita que haverá "estabilidade"

    “Não posso estar a comentar publicamente aquilo que é um encontro privado com cada partido e faltando ainda sete partidos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, depois de esta terça-feira se ter reunido com Luís Montenegro, Pedro Nuno Santos e André Ventura. Ainda assim, mostrou-se confiante no futuro político: “Vamos ter estabilidade”.

    Questionado sobre ter recebido o líder demissionário do PS, o Presidente da República respondeu: “Acha que me vou pronunciar sobre a vida interna de um partido!?”

    “A conversa com os três continua para a semana”, avançou ainda Marcelo, em declarações aos jornalistas no percurso entre o Palácio de Belém e o Museu dos Coches, em passo apressado. Já tinha referido na segunda-feira que os encontros com os três principais partidos se iriam repetir na semana que vem.

  • Rangel rejeita coligação com Chega e diz que Governo terá abertura para falar com todos

    O dirigente social-democrata Paulo Rangel rejeitou nesta terça-feira a criação de uma coligação pós-eleitoral com o Chega, mas reconheceu a possibilidade de negociações diploma a diploma com todos os partidos representados no parlamento.

    “Os resultados eleitorais são o que são e temos de respeitar a vontade dos eleitores”, disse Paulo Rangel, à margem de uma reunião ministerial em Bruxelas, na Bélgica, em que participou enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros.

    O vice-presidente social-democrata disse que é conhecida “a posição que a Aliança Democrática tomou há muito tempo sobre a feitura ou não de coligações com outros partidos”.

    “Isto não significa que, dossier a dossier, como aconteceu no último ano […], pode haver muitas situações em que há convergência sobre medidas concretas”, comentou.

    Na legislatura anterior “houve abertura para falar com todos”, insistiu Paulo Rangel.

  • Legislativas. PCP vai apresentar moção de rejeição do programa do Governo

    O PCP vai apresentar uma moção de rejeição do programa do Governo, anunciou o secretário-geral do partido nesta terça-feira, considerando que não é preciso esperar pelo documento para saber que vai conter ataques aos serviços públicos e direitos dos trabalhadores.

    “Não podemos ficar à espera e temos de fazer tudo o que está ao nosso alcance para travar o desmantelamento do SNS, o assalto à Segurança Social, às alterações laborais, o processo de privatizações que está em curso. E a primeira iniciativa para travar isso é a apresentação de uma moção de rejeição ao programa do Governo”, anunciou Paulo Raimundo em conferência de imprensa na sede nacional do PCP, em Lisboa, após uma reunião do Comité Central do partido.

  • Ventura: Chega vai ser "líder da oposição e preparar alternativa de Governo", mas não quer "nova crise política"

    André Ventura sai agora da reunião com o Presidente da República, que durou 40 minutos — tal como o PS e o PSD, a delegação do Chega não usou as duas horas que o Presidente tinha reservado para estas audiências. No final, não esclarece se planeia ou não viabilizar o próximo Governo.

    “Tivemos oportunidade de transmitir várias coisas”, diz, começando por dizer que agradeceu a Marcelo Rebelo de Sousa a preocupação e atenção com a sua saúde “e dizer com alguma ironia que ele tinha alguma razão quando na noite de quarta para quinta-feira disse que deveria ter ficado fora da campanha”. “Não segui esse conselho”, recorda Ventura. “À parte a política, há seres humanos que se respeitam”.

    Acrescenta que o Chega vai aguardar pelos resultados da imigração, porque podem mudar “completamente” o xadrez político e definir quem será o líder da oposição. “Todos os dados indicam que o Chega terá a vitória nesses círculos, mas os dados estão por confirmar”.

    “O Chega está confiante de que será o segundo partido português e isso mudará completamente, de forma evidente, o xadrez político”.

    Ventura transmitiu a Marcelo que nesse caso o Chega assumirá o seu papel de liderança da oposição e de uma alternativa de Governo. Diz que o reforço dos votos do Chega veio da defesa de pilares de que não abdica, como o combate à corrupção, a um país “de portas abertas” e à “subsidiodependência”. “São linhas que nos separam dos dois partidos principais do sistema português”.

    Isto não quer dizer, prossegue, que o Chega não veja a fragmentação política e que não seja capaz de ser “responsável nos momentos em que é preciso”: “O país não quer mais eleições, precisa de ter um rumo e uma ordem”. Esse caminho deve ser de combate à corrupção, dignidade para quem trabalha e uma mudança real no país, sem “descontrolo” em várias áreas.

    Isto significa, diz, que não se pode alongar quando a decisões finais mas que transmitiu ao Presidente que apesar deste “mar de diferença” que o separa de PS e de PSD e que apesar da “vitória histórica” que ainda não o colocou no Governo, procurará ser “farol de esperança e estabilidade”, pensando mais no povo português do que em quem apresenta as medidas e aprovando medidas boas.

    “Não posso ainda dar grandes detalhes” sobre governabilidade, diz. Porque há uma mudança que “nunca houve”, de ser líder da oposição, que deve “escrutinar, fiscalizar e apresentar alternativa de Governo”.

    “O Governo de Montenegro escolheu governar com o PS. O que os eleitores disseram nestas eleições, acho que isso é partilhado entre mim e o PR, é que este é o primeiro-ministro que temos neste momento e que conseguiu reforçar a votação, mas o partido que escrutinou, fez oposição e lutou foi premiado”. Por isso, o Chega deve ser “líder da oposição” e ter “um Governo alternativo pronto a governar a qualquer momento”.

    “Se tudo se confirmar, o Chega será líder da oposição, apresentará um Governo alternativo mas não deixaremos que o país caia numa nova crise política”. Não quer “estabilidade a qualquer custo”, mas que sirva para promover as bandeiras que nomeou e o crescimento do país.

    “O Chega nunca será uma força de bloqueio”, promete. Mas deixa mais detalhes para depois da confirmação dos votos da imigração. Comprometeu-se a ter nova conversa sobre governabilidade com Marcelo Rebelo de Sousa depois disso. “O Chega vai aprimorar a luta contra a corrupção e aqueles que tentam manipular o povo. O que foi feito nos últimos dias, também em televisões e jornais, foi tentar virar o povo contra um líder, e o povo não gosta disso. O país mudou”.

    Ventura acrescenta que é “humilde” para perceber onde erra e diz que começa uma nova fase agora. “Bem sei que parte do país foi movido a ódio e tentativa de destruição e aniquilação contra mim. O povo saiu de casa para dizer que não queria isso”.

    “É preciso que percebam que o país virou. Os que foram levados ao colo durante anos desapareceram. É tempo de uma mudança profunda e eu espero ser a alternativa responsável, firme e forte”.

  • Ventura chega atrasado e irrita-se com jornalistas: "Não sejam assim, façam jornalismo"

    André Ventura chegou ao Palácio de Belém, vinte minutos depois da hora marcada para a audiência com o Presidente da República (17h), e não gostou de que os jornalistas registassem o atraso. Depois de o jornalista da SIC ter relatado, enquanto o presidente do Chega passava, que estava a chegar “com 21 minutos de atraso”, Ventura irritou-se e atirou: “Não sejam assim. Façam jornalismo”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

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  • Alexandra Leitão focada nas autárquicas em Lisboa não será candidata a líder do PS

    A líder parlamentar socialista, Alexandra Leitão, disse nesta terça-feira à Lusa que decidiu não se candidatar à liderança do PS porque está focada na corrida autárquica à Câmara de Lisboa, assumindo que os resultados eleitorais foram difíceis e merecem reflexão.

    “Neste momento a única coisa que posso adiantar é que eu própria não me candidatarei ao lugar de secretária-geral porque tenho o foco na cidade de Lisboa e nas eleições autárquicas”, adiantou Alexandra Leitão, em declarações à Lusa.

    Na opinião da candidata do PS à Câmara de Lisboa, as eleições autárquicas são “fundamentais para o PS”, e o partido “tem que ganhar e vai ganhar”.

    “E o meu foco agora é a minha candidatura à Câmara de Lisboa”, insistiu.

  • Pedro Nuno esteve apenas 20 minutos com Marcelo. "Desejo que situação do país seja clarificada"

    Acabou ainda mais rapidamente a reunião entre a delegação do PS e Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém. Pedro Nuno Santos e Carlos César estiveram na sala com o Presidente da República, que lhes tinha reservado duas horas, apenas vinte minutos.

    À saída, Pedro Nuno Santos diz que a reunião foi também de “despedida” e que preservou sempre muito boas relações institucionais e boa convivência com o Presidente, e que já existia como membro do Governo. “Vou guardar com boa memória”.

    O próprio PS também sempre preservou essa relação, frisa. Neste momento, diz querer dizer apenas que desejar que “a situação política estabilize” e “seja clarificada”. “Ficava-me apenas por esta declaração. Foi uma boa reunião, um bom encontro. Prezamos muito as relações institucionais com a Presidência”. “Falaremos noutras alturas”, remata.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

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  • Pedro Nuno Santos já está reunido com Marcelo

    Pedro Nuno Santos já chegou a Belém, a poucos minutos da hora marcada (15h) para a audiência com o Presidente da República. Vem acompanhado pelo presidente do PS, Carlos César, e a presidente da JS, Sofia Pereira.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

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  • Montenegro sai de Belém uma hora depois e sem fazer declarações aos jornalistas

    Uma hora depois de ter entrado, Luís Montenegro saiu da sala em que se encontrou com Marcelo Rebelo de Sousa sem fazer qualquer à declaração à imprensa. Com um “boa tarde, bom trabalho” e atirando que a reunião foi “normal”, a delegação do PSD saiu de Belém sem ocupar as duas horas que o Presidente da República tinha reservado para se reunir com cada partido.

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  • Luís Montenegro já está reunido com Marcelo Rebelo de Sousa em Belém

    A delegação do PSD já está reunida com Marcelo Rebelo de Sousa em Belém. Dentro da sala, com o Presidente da República, estão Luís Montenegro, Leonor Beleza, Hugo Soares e a vice-presidente Inês Palma Ramalho.

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  • Autárquicas. PSD aposta no médico José Luís Nunes para a Câmara do Funchal

    O médico e atual presidente da Assembleia Municipal do Funchal, José Luís Nunes, é a escolha do PSD para encabeçar a lista candidata à Câmara Municipal do Funchal nas autárquicas, anunciou esta terça-feira o presidente dos sociais-democratas madeirenses, Miguel Albuquerque.

    “Neste momento, a aposta do PSD será em José Luís Nunes e vai ser, com certeza, uma candidatura que irá abarcar transversalmente todos os militantes e todas as sensibilidades do Funchal”, afirmou Albuquerque aos jornalistas, à margem da sessão de abertura da II Madeira Maritime Week.

    Miguel Albuquerque considerou que José Luís Nunes é “uma pessoa afetiva, competente, uma pessoa com experiência de vida” e que “tem toda a capacidade para liderar uma equipa, para dar continuidade ao trabalho excecional que tem sido feito”.

  • Viseu. PSD destaca reconhecimento do distrito a Montenegro

    O presidente da distrital do PSD em Viseu, Carlos Silva Santiago, disse esta terça-feira que a subida da AD no círculo para quatro deputados é uma forma de reconhecimento do trabalho do primeiro-ministro.

    “Recuperámos e reforçámos a nossa votação e isso diz bem do reconhecimento que o distrito tem para com o primeiro-ministro, governantes e os deputados da Assembleia da República que representam esta Aliança Democrática”, considerou o presidente da distrital, Carlos Silva Santiago.

    O distrito de Viseu elegeu quatro deputados pela AD, mais um do que em 2024. No domingo, a AD atingiu 42,73% da votação, com 88.374 votos, e elegeu António Leitão Amaro, Pedro Alves, Inês Domingos e Carlos Silva Santiago.

    Para o líder da distrital, o reconhecimento traduzido em votos deve-se ao “trabalho que foi feito em 11 meses” depois de uma “dedicação extrema ao distrito que esteve parado oito anos, porque não teve um tostão de investimento” dos governos do PS.

  • Miguel Pinto Luz. PS ou Chega? "AD não deve ter parceiro preferencial"

    O atual ministro pede ao PS e Chega que sejam “adultos” nesta legislatura. Miguel Pinto Luz não comenta eventual revisão constitucional e espera que sucessor de Pedro Nuno Santos seja mais “moderado”.

    Ouça aqui o Explicador

    Miguel Pinto Luz. PS ou Chega? “AD não deve ter parceiro preferencial”

  • Autárquicas. Jurisdição da distrital de Aveiro do PS anula candidatura de Luís Canelas a Espinho

    A Comissão de Jurisdição da distrital de Aveiro do PS anulou a eleição concelhia que indicou Luís Canelas como candidato à Câmara nas eleições autárquicas de Espinho, revelou esta terça-feira fonte socialista, indicando que o processo terá que ser repetido.

    Em declarações à Lusa, o presidente da Comissão de Jurisdição, Jorge Almeida, explicou que a deliberação de segunda-feira se deveu ao facto de a votação realizada em fevereiro pelos militantes de Espinho alegadamente não ter recolhido o mínimo de 50% dos votos contabilizados, como é requerido pelos estatutos do partido.

    Já na jurisdição distrital, a decisão de anular a escolha de Luís Canelas foi unânime, como realçou Jorge Almeida: “Os membros da Comissão de Jurisdição são eleitos pelo método de Hondt, pelo que representam todas as fações dentro do partido, e tomaram a decisão por unanimidade. Todos votaram a favor da nulidade da eleição da concelhia”.

    Segundo o advogado, há agora as seguintes alternativas: ou a votação é repetida na concelhia de Espinho, o que Jorge Almeida considera improvável dado que essa estrutura “é presidida por Luís Canelas e ele não quererá correr o risco de ver outro candidato ser eleito”, ou segue recurso para a Comissão Nacional de Jurisdição do PS, sendo que, “nesse caso, a decisão final pode demorar imenso tempo e não ser tomada a tempo das eleições”.

  • Que Governo vamos ter e a ameaça do Chega ao PSD

    A AD vence as eleições e Montenegro deverá mexer na composição do executivo. O Chega alcança o PS e o PSD poderá ser o próximo? Miguel Santos Carrapatoso, editor adjunto de Política, é o convidado.

    Que Governo vamos ter e a ameaça do Chega ao PSD

  • Marcelo conta com César para conseguir dar posse a Montenegro e ter Governo antes de 10 de junho

    Presidente reúne esta 3.ª feira com partidos, mas espera fechar condições para Governo só na próxima semana. Confia que mudanças de sábado no PS vão ajudar a solução. E não tira Chega da equação.

    Marcelo conta com César para conseguir dar posse a Montenegro e ter Governo antes de 10 de junho

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