Momentos-chave
- Zelensky explica porque aceitou discutir referendo e eleições em tempo de guerra
- Zelensky: "Se isto pode ser feito assim a ditadores, então os EUA sabem o que devem fazer a seguir"
- Zelensky: Acordo de paz deve incluir presença militar estrangeira na Ucrânia
- Zelensky anuncia reunião com equipa de Trump em Paris
- Zelensky nomeia novo vice-chefe do Gabinete do Presidente
- Zelensky propõe ex-primeiro-ministro da Ucrânia para ministério da Energia
- Conselheiros de segurança já estão em Kiev
- 1% de território ucraniano conquistado em 2025
- Reunião de segurança em Kiev
Histórico de atualizações
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Zelensky explica porque aceitou discutir referendo e eleições em tempo de guerra
Depois do encontro com conselheiros de segurança de diferentes países parceiros — muitos deles europeus — Zelensky explicou que aceitou discutir a possibilidade de realizar eleições e um referendo em tempo de guerra para que os EUA não o possam acusar de falta de comprometimento com a procura de uma solução de paz.
“Quanto às eleições e a um referendo. Em primeiro lugar, tenho dito reiteradamente que é extremamente difícil realizar eleições durante uma guerra por causa das restrições legais e de segurança. Mas não pode haver razões que nos travem na via diplomática. Não quero que os norte-americanos façam acusações contra nós de que a Rússia está a fazer certos compromissos, mas a Ucrânia não”, disse, citado pelo Ukrainska Pravda.
“Por isso (…) estamos preparados para realizar eleições”. No entanto, o Presidente da Ucrânia diz que se a ida às urnas ocorrer durante a guerra, o país precisará de apoio para as infraestruturas e para um cessar-fogo que permita a mobilização dos votantes. “Há mais perguntas do que respostas, é por isso que eu digo aos nossos deputados: ‘Devem preparar [eleições]’. Isso não significa que vão acontecer, mas precisamos de prepará-las”.
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Zelensky: "Se isto pode ser feito assim a ditadores, então os EUA sabem o que devem fazer a seguir"
Acompanhe aqui o artigo em direto sobre a situação na Venezuela
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também já reagiu à operação na Venezuela, aproveitando para relembrar a situação na Ucrânia. “O que posso dizer?”, questionou-se. “Se isto pode ser feito assim a ditadores, então os Estados Unidos da América sabem o que devem fazer a seguir.”
Nicolás Maduro aterrou nos Estados Unidos, rodeado de dezenas de agentes
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Zelensky: Acordo de paz deve incluir presença militar estrangeira na Ucrânia
Volodymyr Zelensky defende que as garantias de segurança para o futuro da Ucrânia devem incluir a presença de tropas em solo ucraniano, sobretudo as tropas francesas e britânicas, cuja presença na Ucrânia é descrita como obrigatória.
“Sem dúvida, a presença [militar] é importante para nós. E, sem dúvida, nem todo o mundo está pronto para isso… mas a presença é um dos fatores mais importantes, e até mesmo a existência da Coligação das Vontades depende da vontade deles em intensificar a sua presença”, diz, citado pelo Kyiv Independent.
Apesar de o líder ucraniano admitir que alguns países podem não acompanhar essa intenção, há outros que vê como essenciais. “O Reino Unido e a França são as bases [da Coligação das Vontades]. A presença militar deles é obrigatória. (…) Há uma dimensão parlamentar, porque mesmo que um líder esteja pronto para tomar certas decisões, mesmo que os militares estejam prontos para estar presentes na Ucrânia, o apoio parlamentar ainda é necessário de acordo com as Constituições de muitos países europeus”.
Assim, Zelensky acrescenta que a lista final de países dispostos a colocar tropas na Ucrânia depende da vontade dos parlamentos dos vários países europeus. As declarações foram proferidas pelo Presidente da Ucrânia depois de uma reunião de conselheiros de segurança em Kiev.
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Zelensky anuncia reunião com equipa de Trump em Paris
Volodymyr Zelensky revelou que a Ucrânia vai reunir-se com uma equipa do Presidente dos EUA nos encontros que já estavam marcados para a próxima segunda-feira, em Paris. “Teremos reuniões em Paris com os americanos”, admitiu, citado pela Interfax.
De acordo com o Presidente da Ucrânia, durante essas reuniões anunciadas por Emmanuel Macron o objetivo principal será finalizar “o documento sobre as garantias de segurança”.
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Zelensky nomeia novo vice-chefe do Gabinete do Presidente
Volodymyr Zelensky anunciou este sábado que Sergiy Kyslytsya — até agora vice-ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano — “será nomeado vice-chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia”.
Ao mesmo tempo, Kyslytsya “continuará a trabalhar no processo de negociação” da paz na Ucrânia, escreveu Zelensky nas redes sociais. “Tive um encontro com o Sergiy Kyslytsya. Discutimos em detalhe o nosso trabalho diplomático e as maneiras de reforçar esta área”.
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Zelensky propõe ex-primeiro-ministro da Ucrânia para ministério da Energia
O Presidente da Ucrânia sugeriu a nomeação de Denys Shmyhal para liderar o ministério da Energia. Além de ocupar, neste momento, o cargo de ministro da Defesa, o político de 50 anos foi primeiro-ministro da Ucrânia entre 2020 e 2025.
Esta sugestão segue uma reorganização política levada a cabo pelo líder ucraniano, avança o Kyiv Independent.
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Conselheiros de segurança já estão em Kiev
Vários conselheiros de segurança europeus chegaram a Kiev este sábado para participar numa série de reuniões da chamada “Coligação das Vontades” — que reúne cerca de 30 países, sobretudo europeus, dispostos a fornecer apoio às Forças Armadas ucranianas, ou mesmo a enviar soldados para a Ucrânia assim que se alcance um cessar-fogo com Moscovo.
O encontro surge depois de Volodymyr Zelensky ter anunciado, através de um comunicado, várias reuniões no início de janeiro — entre as quais uma reunião em Kiev e outra em França. “Espera-nos um dia de trabalho agitado”, resumiu Rustem Umerov, o principal negociador ucraniano.
O ministro detalhou ao Kyiv Independent que estarão representados conselheiros da Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Letónia, Estónia, Lituânia, Polónia, Finlândia, Canadá, Holanda, Suécia e Noruega — além de representantes da NATO, do Conselho Europeu e da Comissão Europeia.
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1% de território ucraniano conquistado em 2025
A reunião acontece quando uma análise da AFP baseada em dados do Institute for the Study of War mostra que as conquistas de território por parte da Rússia na Ucrânia no ano passado foram os mais elevados desde 2022.
O exército russo capturou mais de 5.600 quilómetros quadrados, ou quase 1% do território ucraniano, em 2025. A área conquistada é superior à dos dois anos anteriores juntos, embora fique muito aquém dos mais de 60.000 quilómetros quadrados que a Rússia ocupou em 2022.
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Reunião de segurança em Kiev
Cerca de 15 países vão participar, este sábado, em conversações de segurança em Kiev, na mais recente de uma série de iniciativas para pôr fim à guerra, que dura há quase quatro anos.
A reunião contará com representantes da União Europeia e da NATO. Uma delegação dos Estados Unidos participará por videoconferência.
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Bom dia! Neste liveblog vamos atualizar ao minuto todas os acontecimentos relacionados com a guerra na Ucrânia. Pode recordar o que aconteceu ontem, sexta-feira, dia 2 de janeiro, neste outro artigo, agora encerrado. Obrigado!