Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que o encontro com Vladimir Putin deverá ocorrer em Budapeste, após uma primeira reunião entre conselheiros de ambos os países. Trump afirma que espera pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, também tem estado envolvida nas negociações, recebendo agradecimentos de Putin pelo seu empenho no regresso de crianças ucranianas.
    • Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, já se encontra em Washington D.C. para se reunir com Donald Trump e representantes da indústria de defesa. Zelensky reforçou a sua postura contra a Rússia, sublinhando a necessidade de pressão contínua sobre Moscovo e comparando Putin ao grupo Hamas.
    • A Rússia lançou um considerável ataque aéreo sobre a Ucrânia, utilizando mais de 300 drones e 37 mísseis. As regiões de Vinnytsia, Sumy, Poltava, Chernihiv e Kharkiv foram particularmente visadas. Em resposta, Zelensky apela a sanções mais severas e a um aumento das capacidades de longo alcance para pressionar Moscovo.
    • O Parlamento Europeu votou a favor de suspender a importação de gás natural liquefeito da Rússia a partir de janeiro de 2026. Esta decisão visa proteger os interesses da União Europeia face à manipulação do fornecimento de energia pela Rússia, permitindo exceções apenas para contratos anteriormente estabelecidos.

    [Apesar da euforia em torno de Freitas, Soares recupera. O debate com Zenha será decisivo. Quando acabar, nunca mais serão amigos. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui e o segundo aqui]

  • Este liveblog fica por aqui. Continue a acompanhar toda a atualidade sobre a guerra na Ucrânia neste novo liveblog que agora abrimos.

    Até já.

    Zelensky reconhece que situação é “difícil”, mas expressa “confiança” na capacidade de Trump pressionar Putin

  • Trump diz que encontro entre altos representantes EUA-Rússia vai ser entre Marco Rubio e Sergey Lavrov

    Ainda na Casa Branca, o Presidente dos EUA avançou que os representantes que liderarão as delegações de ambos os países serão o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio e o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov.

    “Vão se encontrar muito em breve. Vão marcar um tempo e uma data”, acrescentou na Casa Branca, admitindo que isso já possa estar marcado pois já tinham falado.

  • Reunião entre Trump e Putin deve acontecer possivelmente "dentro de duas semanas", diz Presidente dos EUA

    Anunciada depois da chamada entre os Presidentes dos EUA e da Rússia, Donald Trump esclareceu que a reunião entre ambos os líderes deve acontecer possívelmente “dentro de duas semanas”

    Questionado sobre o assunto pelos jornalistas na Casa Branca, Trump confirmou o encontro e que iria “tomar uma decisão” depois.

    Sobre um potencial entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, Trump admitiu novamente que um encontro entre ambos era difícil já que “eles os dois não se dão muito bem”.

    “E às vezes é difícil ter uma reunião, por isso podemos fazer algo em que estão separados”, acrescentou.

  • Zelensky já chegou a Washington D.C.

    O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky já chegou a Washington D.C., informou o próprio na rede social X.

    Na capital norte-americana, o líder deve encontrar-se com o homólogo dos EUA, Donald Trump esta sexta-feira e vai reunir-se com representantes da indústria de defesa.

    “Esperamos que o impulso para conter o terrorismo e a guerra que teve sucesso no Médio Oriente ajude a pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia”, acrescentou, atacando Putin ao dizer que, certamente, “não é mais corajoso do que o Hamas ou qualquer outro terrorista”.

    “A linguagem da força e da justiça inevitavelmente também funcionará contra a Rússia. Já podemos ver que Moscovo está apressando-se para retomar o diálogo assim que ouve falar dos mísseis Tomahawk”, sublinhou.

  • Após duas horas de chamada Trump-Putin, porta-voz da Casa Branca acredita ainda ser possível encontro Putin e Zelensky

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, diz ainda achar possível um eventual encontro entre Putin e Zelensky, falando no rescaldo da chamada entre os líderes dos EUA e da Ucrânia.

    Segundo Leavitt, citada pela Sky News, a chamada entre os chefes de Estado durou duas horas e terá havido progressos sobre a guerra.

  • Putin agradeceu a Melania Trump pelo seu envolvimento na recuperação das crianças ucranianas

    O Presidente Vladimir Putin agradeceu à primeira-dama dos EUA, Melania Trump, por se ter envolvido nas negociações pra o regresso das crianças ucranianas, indicou Donald Trump na rede social Truth Social.

    “Ele ficou muito agradecido e disse que isso iria continuar”, acrescentou.

    “Também passámos muito tempo a falar sobre o comércio entre a Rússia e os Estados Unidos quando a guerra com a Ucrânia terminar”, relatou Trump.

  • Trump diz que se vai encontrar com Putin em Budapeste, depois de primeira reunião entre conselheiros na próxima semana

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que ambos os líder concordaram encontrar-se em Budapeste, depois de uma primeira reunião entre conselheiros dos dois países, na chamada entre ambos realizada esta quinta-feira.

    “O Presidente Putin e eu encontrar-nos-emos então em um local acordado, Budapeste, Hungria, para ver se podemos pôr fim a esta guerra ‘inglória’ entre a Rússia e a Ucrânia”, disse na Truth Social.

    “No final da chamada, concordámos que haverá uma reunião dos nossos conselheiros de alto nível na próxima semana”, lê-se ainda na publicação, revelando que Marco Rubio liderará a delegação dos EUA no encontro com localização a determinar.

  • Casa Branca diz que chamada Trump-Putin foi "boa e produtiva" e acordaram reunião entre staff de ambos os lados

    A Casa Branca relatou que a chamada entre Donald Trump e Vladimir Putin foi “boa e produtiva”, noticiou a Sky News.

    A porta-voz Karoline Leavitt indicou que os dois Presidentes concordaram numa reunião entre o staff de alto nível de ambos os lados. Eventualmente, indicou, ainda pode vir a ser realizada um encontro pessoal entre ambos os líderes.

  • Cortes de energia de emergência já foram aplicados, confirma empresa energética estatal

    A empresa energética estatal Ukrenergo confirmou que “foram aplicados cortes de energia de emergência” em “todas as regiões da Ucrânia”, algo já avançado pelo Ministério da Energia na quarta-feira.

    “Além disso, em todas as regiões, até ao final do dia de hoje, continuam em vigor os horários de restrição de potência para consumidores industriais”, lê-se no comunicado publicado Facebook.

    “Amanhã, 17 de outubro, a aplicação dos horários de restrição de potência para a indústria está prevista em todo o território da Ucrânia, no período das 07h00 às 22h00”, avisou ainda a empresa.

  • Porta-voz do Kremlin confirma que conversa ao telefone Putin-Trump está a decorrer

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que os Presidentes dos EUA e da Rússia estão ao telefone, segundo a agência RIA Novosti.

  • "A conversa é longa". Trump publica na Truth Social durante chamada com Putin

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, publicou durante a chamada com o homólogo russo na rede social Truth Social.

    Numa curta publicação, Trump indicou estar “a falar com o Presidente Putin neste momento”.

    “A conversa está em curso, é longa, e irei relatar o seu conteúdo, tal como o Presidente Putin [irá], quando terminar. Obrigado pela vossa atenção a este assunto!”, escreveu.

  • Conversa telefónica entre Trump e Putin já começou

    A CBS News está a avançar que a conversa entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, já começou.

  • Putin diz que rejeição da energia russa pela UE está a ter "consequências" na Europa

    Falando numa conferência em Moscovo, Vladimir Putin diz que a rejeição da energia russa por “muitos países europeus” foi feita “sob pressão política” e está a ter consequências nesses estados, noticiou a Sky News.

    “Na própria UE, assistimos a uma diminuição da produção industrial, ao aumento dos preços devido ao encarecimento do petróleo e do gás provenientes do outro lado do oceano, bem como a uma menor competitividade dos produtos europeus e da economia europeia no seu conjunto”, acrescentou, sublinhando que esta medida europeia incentivou a Rússia a procurar novos parceiros.

    “Aação da UE apenas acelerou a mudança dos nossos fornecimentos em favor de clientes mais promissores e confiáveis: países que conhecem os seus interesses e agem racionalmente com base nesses interesses”, acrescentou.

  • O que se sabe até agora:

    • Donald Trump comunicou que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, prometeu parar de importar petróleo russo, depois dos EUA terem imposto sanções adicionais ao país. Esta medida enquadra-se na pressão a Moscovo a acabar com a guerra na Ucrânia. Entretanto, o governo indiano não confirmou oficialmente esta medida, embora se saiba que refinarias indianas se preparam para reduzir gradualmente as importações de petróleo russo.
    • A Rússia lançou um ataque aéreo significativo sobre a Ucrânia, utilizando mais de 300 drones e 37 mísseis. As regiões de Vinnytsia, Sumy, Poltava, Chernihiv e Kharkiv foram especialmente afetadas, com particular ênfase em infraestruturas energéticas e civis. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou a sanções mais severas e ao aumento das capacidades de longo alcance para pressionar Moscovo.
    • O Parlamento Europeu votou para que a União Europeia deixe de importar gás natural liquefeito da Rússia até 1 de janeiro de 2026. A medida tem como objetivo proteger os interesses da UE contra a manipulação do fornecimento de energia por parte da Rússia. Exceções limitadas estariam disponíveis para contratos de duração curta e longa já estabelecidos antes de junho de 2025.
    • A Comissão Europeia apresentou um plano de defesa até 2030 como resposta à ameaça contínua da militarização russa. Este plano destaca a necessidade de investimentos conjuntos em armamento e interoperabilidade entre as forças armadas dos Estados-membros. O documento estabelece alvos de compras conjuntas de defesa e identifica áreas prioritárias, como defesa aérea, sistemas antimísseis, e cibernética.

  • Antes de encontro com Zelensky, Trump vai falar ao telefone com Putin esta quinta-feira

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, vai esta quinta-feira falar ao telefone com o seu hómologo russo, Vladimir Putin, avança o jornal Axios.

    A chamada telefónica ocorre antes do encontro entre Donald Trump e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Washington esta sexta-feira.

  • UE apresenta plano de preparação para a guerra. "O perigo não desaparecerá mesmo quando a guerra na Ucrânia terminar", defende Kallas

    Como tinha sido anunciado esta manhã, a Comissão Europeia propôs esta quinta-feira quatro importantes projetos assentes na defesa europeia, antecipando a continuação do clima bélico no continente mesmo após o eventual fim da guerra na Ucrânia.

    “O perigo não desaparecerá mesmo quando a guerra na Ucrânia terminar. É evidente que precisamos de reforçar as nossas defesas contra a Rússia”, afirmou a chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, numa conferência de imprensa, citada pela Reuters.

    Entre as medidas propostas estão a famosa “muralha anti-drones”, aqui descrita oficialmente como o “European Drone Defence Initiative” (“Iniciativa Europeia de Defesa com Drones”) e a Vigilância da Fronteira Oriental, que visa “fortalecer as fronteiras orientais da UE por terra, ar e mar”.

    Como tinha sido avançado pelo Politico, estas propostas surgem num roteiro de políticas de defesa a implementar até 2030, tendo em conta não apenas a ameaça de um conflito com a Rússia, mas também a postura dos EUA em relação ao financiamento da NATO.

    Kallas antecipou que ambos os projetos deverão estar na sua capacidade inicial até ao final do próximo ano, sendo se projeta que o sistema anti-drones esteja totalmente operacional um ano depois e a proteção fronteiriça atingir esse estatuto até ao final de 2028.

    Após a apresentação destas propostas, cabe agora aos líderes dos 27 estados-membros da UE decidir se aprovam as propostas e se chegam a acordo sobre quem irá gerir os projetos que receberem luz verde.

    De recordar que a UE prevê a alocação de 800 mil milhões de euros ao setor da defesa nos próximos anos, montante que inclui um pacote de 150 mil milhões de euros para projetos comuns de empréstimos (com quase seis mil milhões previstos para Portugal) e 650 mil milhões de euros estimados em gastos nacionais que não contam para os tetos das apertadas regras orçamentais comunitárias.

    Os países da NATO estabeleceram como meta alocar 3,5% do seu PIB em despesas tradicionais com equipamentos de defesa e 1,5% do PIB em investimento no setor até 2035.

  • Ucrânia diz ter atingido importante refinaria de petróleo russa durante a noite

    Segundo um comunicado publicado no canal de Telegram das Forças de Operações Especiais da Ucrânia, algumas das suas unidades conseguiram atingir com sucesso a refinaria de petróleo de Saratov.

    Trata-se de uma das mais antigas instalações russas de refinação de petróleo, detida pela empresa petrolífera estatal Rosneft, e já tinha sido alvo de outro ataque há um mês, a 16 de setembro.

    Esta, refere a nota, faz parte de um “conjunto de ações assimétricas” que a Ucrânia tem levado a cabo com “o objetivo de deter o inimigo”.

    O Estado-Maior ucraniano também já confirmou o ataque, adiantando que as suas forças armadas “estão a implementar consistentemente um conjunto de medidas para atingir elementos críticos da base militar-industrial da Federação Russa, a fim de privá-la da capacidade de continuar a agressão”.

  • Eurodeputados pedem que Portugal e outros países da UE deixem gás russo em 2026

    O Parlamento Europeu pediu hoje que a União Europeia deixe de importar gás natural liquefeito da Rússia a partir de 1 de janeiro de 2026, aplicando-se uma proibição gradual a Portugal e sete outros países que ainda compram.

    Em causa está um projeto de resolução hoje aprovado em Bruxelas pelos eurodeputados das comissões da Indústria, Investigação e Energia e do Comércio Internacional, no qual defendem planos preliminares para proibir as importações de gás russo — por gasoduto e gás natural liquefeito (GNL) — a partir de 1 de janeiro de 2026.

    O objetivo da iniciativa — aprovada por 83 votos a favor, nove contra e uma abstenção — é “proteger os interesses da União Europeia [UE] contra a instrumentalização do fornecimento de energia pela Federação Russa”, afirma a assembleia europeia em comunicado.

    Os eurodeputados admitem, porém, exceções limitadas para contratos de curta duração (até 17 de junho de 2026) e de longa duração (até 1 de janeiro de 2027), desde que celebrados antes de 17 de junho de 2025 e não alterados posteriormente.

    Os operadores energéticos poderiam invocar razões de força maior para rescindir contratos de importação de gás russo, dada a proibição legal.

    Os eurodeputados também propõem proibir o armazenamento temporário de gás natural de origem russa em instalações da UE a partir de 1 de janeiro de 2026 para evitar fugas legais e riscos de contorno.

    A partir da mesma data, o Parlamento Europeu quer proibir todas as importações de petróleo russo, incluindo produtos petrolíferos derivados de crude russo, exigindo autorização aduaneira prévia e verificação da origem.

    Serão agora iniciadas discussões com os Estados-membros no Conselho sobre esta proposta.

  • Chanceler alemão vai defender em encontro europeu para que se utilizem os ativos russos congelados para ajudar Ucrânia

    Friedrich Merz declarou esta quinta-feira perante o parlamento alemão que vai pedir à União Europeia para que recorra aos ativos russos congelados no Ocidente para conceder um empréstimo de 140 mil milhões de euros sem juros à Ucrânia para financiar os seus esforços de guerra na próxima cimeira da UE.

    O chanceler alemão, que já tinha revelado uma sugestão semelhante no final de setembro, garantiu na câmara baixa do Bundestag que vai formalizar o pedido no próximo Conselho da Europa.

    “Não queremos fazer isso para prolongar a guerra, mas para acabar com ela. Putin deve perceber que o nosso apoio à Ucrânia não diminuirá, mas aumentará, e que ele não pode contar com a possibilidade de nos superar”, afirmou Merz, citado pela Reuters.

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