Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu temporariamente por 90 dias as tarifas aduaneiras sobre mais de 75 países, incluindo os da União Europeia, enquanto tenta alcançar acordos comerciais favoráveis. Esta decisão gerou reações positivas nos mercados financeiros globais, como se verificou com ganhos significativos nas bolsas europeias e asiáticas.
    • A decisão de suspensão das tarifas por parte de Trump foi bem recebida pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que destacou a importância de condições comerciais estáveis para o funcionamento das cadeias de abastecimento. A União Europeia tinha planeado contramedidas a serem aplicadas já em abril, mas decidiu suspendê-las por 90 dias, esperando que as negociações possam ser bem-sucedidas durante este período.
    • Por outro lado, a China decidiu retaliar contra as tarifas norte-americanas ao aumentar as suas próprias tarifas sobre produtos dos Estados Unidos para 84% e ao reduzir a importação de filmes de Hollywood. Estas medidas marcam uma intensificação das tensões comerciais entre os dois países, com a China a acusar os Estados Unidos de “bullying económico” e extorsão.
    • Em Portugal, o Governo anunciou um pacote de apoio às empresas no valor de 10 mil milhões de euros, destinado a mitigar o impacto das tarifas aduaneiras impostas pelos Estados Unidos. Este pacote inclui medidas para compensar a competitividade das empresas, promover a internacionalização e apoiar investimentos, num esforço para proteger as empresas nacionais das repercussões comerciais internacionais.

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  • Encerramos aqui o liveblog desta quinta-feira. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos relativos às tarifas sobre as importações, impostas por Donald Trump, e as reações e respostas internacionais neste outro artigo em direto.

    Reserva Federal declara-se pronta para estabilizar mercados financeiros

  • Wall Street fecha em forte queda pressionada pelas incertezas comerciais

    A bolsa nova-iorquina encerrou esta quinta-feira em forte queda, pressionada pelos receios de uma escalada na guerra comercial entre Pequim e Washington e pelas incertezas, após a suspensão na quarta-feira de certas taxas alfandegárias pelo Presidente Donald Trump.

    Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average caiu 2,50%, o tecnológico Nasdaq caiu 4,31% e o abrangente S&P 500 caiu 3,46%.

    “Ontem [quarta-feira] foi um dia bastante extraordinário e, com este tipo de movimento, não é realmente surpreendente que o mercado esteja a perder alguns dos seus ganhos”, frisou à agência France-Presse (AFP) Tom Cahill, analista da Ventura Wealth Management.

  • Mercados em queda? Conselheiro de Trump desvaloriza: "É um retrocesso normal após um grande dia"

    Peter Navarro, conselheiro de Trump para os assuntos comerciais e um dos principais arquitetos da política de tarifas, desvalorizou o facto de os mercados estarem esta quinta-feira em queda (o Nasdaq caiu 4,31% e o S&P 500 3,46%).

    “Ontem, tivemos a maior subida da história do mercado de ações. É claro que vai haver um pequeno recuo. A questão é saber o que é que se vai fazer com esse recuo. É apenas um retrocesso normal após um grande dia. Não é nada de especial”, afirmou Navarro à CNN.

  • Casa Branca acusa democratas de "jogos partidários" após alegações de manipulação de mercados

    Legisladores democratas norte-americanos disseram suspeitar que Trump tivesse manipulado o mercado de ações. A Casa Branca respondeu e acusou os democratas de “jogos partidários”.

    “É da responsabilidade do Presidente dos Estados Unidos tranquilizar os mercados e os americanos sobre a sua segurança económica face ao medo incessante dos meios de comunicação social”, começou por responder Kush Desai, porta-voz da Casa Branca, em comunicado enviado à BBC.

    “Os democratas criticaram a batota da China durante décadas e agora estão a entrar em jogos partidários em vez de celebrarem a ação decisiva do Presidente Trump para finalmente encurralar a China”, salientou o porta-voz.

  • UE e Emirados Árabes Unidos iniciam conversações sobre comércio livre

    A União Europeia e os Emirados Árabes Unidos acordaram em iniciar conversações focadas no comércio de bens e serviços, no investimento e no aprofundar da cooperação em setores estratégicos, incluindo as energias renováveis, o hidrogénio verde e matérias-primas essenciais.

    Se a União Europeia divulgou os tópicos sobre os quais se vão centrar as conversas, os Emirados Árabes Unidos revelaram que o acordo tem como objetivo aprofundar as relações bilaterais e promover o crescimento económico, segundo o The Guardian.

  • Trump não exclui hipótese de prolongar suspensão de 90 dias das tarifas

    O Presidente norte-americano não exclui a possibilidade de prolongar a suspensão temporária de 90 dias das tarifas. “Teremos que ver o que acontece”, afirmou, após ser questionado por um jornalista, segundo a CNBC.

    Antes de admitir essa possibilidade, Trump também disse que se não conseguisse alcançar os acordos que pretendia durante a suspensão, as tarifas regressariam : “É isso que vai acontecer.”

  • Ventura diz que Governo agiu “tarde demais”

    O líder do Chega considerou esta quinta-feira que as medidas anunciadas pelo Governo para responder às tarifas aduaneiras impostas pelos Estados Unidos da América chegaram “tarde demais” e afirmou que a União Europeia deve defender os seus produtos.

    “Era evidente a qualquer pessoa do mundo que tivesse um bocadinho de cabeça que se a China, a Índia, os Estados Unidos, o Brasil, a América do Sul, impõem taxas sobre os nossos produtos, só havia uma solução, era proteger a nossa indústria e os nossos produtos. Agimos tarde demais, provavelmente vamos pagar um preço por isso”, afirmou, considerando que as medidas do Governo foram “decididas avulso” e não chegam.

    André Ventura falava aos jornalistas antes de percorrer algumas ruas do centro da cidade do Barreiro, já em clima de pré-campanha eleitoral para as legislativas de 18 de maio.

  • Trump acredita que EUA e China vão chegar a acordo sobre tarifas

    Durante a reunião com a restante administração norte-americana, Donald Trump mostrou-se otimista quanto à possibilidade de os Estados Unidos e a China chegarem a um acordo sobre as tarifas.

    “Veremos o que acontece com a China. Gostaríamos muito de poder chegar a um acordo. Eles [os chineses] aproveitaram-se do nosso país durante um longo período de tempo”, começou por dizer o líder norte-americano, segundo a CNN.

    “Tenho a certeza de que vamos conseguir dar-nos muito bem. Tenho um grande respeito pelo Presidente Xi [Jinping]. Ele tem sido, de facto, um amigo meu há muito tempo e penso que vamos acabar por chegar a um acordo que será muito bom para os dois países“, salientou Trump.

  • Trump admite que podem haver "problemas de transição"

    O Presidente norte-americano admitiu que podem existir “problemas de transição”, numa altura em que os mercados estão em queda devido à suspensão das tarifas. A CNN escreve que as declarações de Trump foram feitas numa altura em que o índice Dow Jones está em queda após ter sido registada uma recuperação histórica.

    “Ontem foi um grande dia. Haverá sempre dificuldades de transição — mas, na história, foi o maior dia da história, o dos mercados. Então, estamos muito, muito satisfeitos com a forma como o país está a funcionar. Estamos a tentar fazer com que o mundo nos trate de forma justa”, disse Trump no início de uma reunião com a restante administração norte-americana.

    “Achamos que estamos em muito boa forma. Pensamos que estamos a ir muito bem. Mais uma vez, haverá um custo de transição, problemas de transição, mas no final será uma coisa linda”, defendeu o líder norte-americano, segundo o The Guardian.

  • Democratas suspeitam que Trump manipulou mercados

    Legisladores democratas norte-americanos disseram suspeitar que o Presidente dos Estados Unidos manipulou o mercado de ações, ao encorajar a compra de ações antes de suspender as tarifas, o que fez Wall Street disparar.

    “O círculo íntimo de Donald Trump está a lucrar ilegalmente com estas grandes oscilações do mercado de ações através de negociação com informações privilegiadas?”, perguntou o senador democrata da Califórnia Adam Schiff, na conta na rede social X, referindo-se a milionários e bilionários próximos de Donald Trump.

    “O Congresso precisa de saber”, acrescentou, enquanto pediu uma investigação: “Chegaremos ao fundo disto para ver se as pessoas estão a lucrar com a dor do povo americano”.

    Por sua vez, a congressista democrata Alexandria Ocasio-Cortez defendeu que os membros do Congresso dos Estados Unidos que compraram ações nas últimas 48 horas devem tornar isso público. “Qualquer membro do Congresso que tenha comprado ações nas últimas 48 horas provavelmente devia divulgá-lo agora”, escreveu no X, acrescentando que tem ouvido “conversas interessantes”. “É altura de proibir o uso de informações privilegiadas no Congresso”, exigiu.

    O senador democrata Chris Murphy afirmou, num vídeo publicado na quarta-feira na mesma rede social, que o caso “podia ser um grande golpe”. “Esta Casa Branca é uma gigantesca operação de corrupção”, acusou.

  • Tavares acusa Governo de propaganda e alerta para necessidade de eventual Orçamento retificativo

    O Livre criticou hoje as medidas anunciadas pelo Governo para responder às tarifas aduaneiras impostas pelos Estados Unidos da América, acusando o primeiro-ministro de fazer propaganda e alertando para a eventual necessidade de um Orçamento retificativo.

    “Luís Montenegro tem muito jeito para a propaganda e foi isso que foi esta declaração após o Conselho de Ministros, porque anuncia um pacote de medidas de 10 mil milhões de euros em que na verdade não há dinheiro novo”, criticou Rui Tavares, em declarações aos jornalistas na sede nacional do partido, em Lisboa.

    Na opinião do Livre, um primeiro-ministro que “levasse a sério o seu cargo e que não utilizasse os Conselhos de Ministros para operações de propaganda”, estaria neste momento a dizer ao país que uma das primeiras tarefas, possivelmente, do próximo parlamento será a “negociação de um orçamento retificativo, precisamente no período em que acabam estes 90 dias de suspensão temporária das tarifas de Donald Trump”.

    O partido manifestou-se disponível para um “debate nacional” sobre este tema, e salientou que o país pode vir estar “em face de uma recessão equivalente” à da pandemia Covid-19.

    Rui Tavares defendeu que este eventual orçamento retificativo pode vir a ser necessário para introduzir mecanismos como um “lay-off” para empresas que face às taxas aduaneiras se vejam obrigados a despedir funcionários.

  • "Tarifas de Trump são a pior ferida autoinfligida que já vi", diz ex-secretária do Tesouro dos EUA

    Janet Yellen, antiga secretária de Estado do Tesouro dos Estados Unidos, mostrou-se contra as tarifas de Trump e descreveu-as como a “pior ferida autoinfligida” que já viu, “imposta a uma economia que funciona bem”.

    Em entrevista à CNN, a primeira que dá desde que Trump tomou posse enquanto Presidente norte-americano, Yellen diz que embora seja um “alívio” que as tarifas tenham sido temporariamente suspensas, “as economias dos EUA e do mundo sofreram um enorme choque protecionista”.

  • Afinal, as tarifas à China são de 145%

    A Casa Branca esclareceu esta quinta-feira que as tarifas impostas à China sobre todas as importações para os Estados Unidos são de 145%.

    Donald Trump tinha dito que ia aumentar as tarifas aplicadas à China para 125%. Contudo, segundo a CNBC, a Casa Branca explicou agora que a esse valor se somam os 20% que já tinham sido impostos sobre produtos provenientes de Pequim devido ao papel do país no fornecimento de fentanil aos norte-americanos.

  • "Não vai haver défice em Portugal, isso é claríssimo", diz ministro da Economia

    O ministro da Economia diz que “ninguém pode dar a garantia de que não há défice”, mas o Governo “tudo faz” para evitar que ele exista. Numa nota “completamente realista”, diz que tudo o que é protecionismo vai contra o investimento e que a economia se alimenta de previsibilidade.

    Mas volta a insistir: estaria muito mais preocupado com o défice se não existisse um programa como este. Insiste que a suspensão de 90 dias de Donald Trump não colocou em causa este programa e que este programa ou será prudente e uma “rede de segurança” ou colocará mais confiança na economia e dar-lhe-á “novas asas”, consoante as tarifas avancem ou não.

    Pedro Reis diz, em relação à antecipação da meta dos 2% do PIB na Defesa, que pela primeira vez vai ser integrado um valor acrescentado na economia portuguesa, incentivando a economia a transformar “despesa em investimento, obrigação em oportunidade”.

    “Não vai haver défice em Portugal, isso é claríssimo”, acaba por dizer, mesmo que haja uma “fase de volatilidade” e atribuindo isto à “preparação” que foi sendo feita. “Não está em causa o défice, mas o quanto conseguimos mitigar para crescer mais ou um pouco menos”.

  • Governo português "completamente de acordo" com resposta europeia aos EUA

    Pedro Reis diz não saber se o programa chegará a 300 mil empresas do universo português, mas atendendo a programas anteriores que isto se aplica a todo o setor exportador e a investidores novos que venham para Portugal.

    Sobre a suspensão da aplicação das tarifas, diz que as tarifas “claro que não são” boa perspetiva para a economia e podem “mitigar o crescimento da UE”, mas diz que o cenário final “não é claro”. Daí alguma “ponderação na calibração e intensidade” destas medidas.

    Sobre a posição europeia, diz que “é mesmo disto que precisamos”, de uma linha de negociação e de abrir mais mercados. “Estamos completamente de acordo com a política europeia”.

  • Pedro Reis: "Pacote vai ser implementado independentemente do que venha a acontecer nos próximos rounds de negociação"

    O pacote atual é “obviamente acelerado e reforçado” pelas decisões dos EUA, tendo sido “aditivado”, mas faz parte da estratégia de internacionalização e sustentabilidade da economia, diz Pedro Reis.

    Além disso, os últimos dias mostraram que “estamos longe da estabilização”, explica. “Este pacote vai ser implementado independentemente do que venha a acontecer nos próximos rounds de negociação” sobre as tarifas.

    Frisa que o que tem ouvido são precisamente pedidos de “negociação”, para proteger tanto importações como exportações. Quase todas as medidas estarão no próximo trimestre, frisa, e aplicam-se a todas as empresas com base em Portugal.

  • Os quatro eixos do programa do Governo para compensar "competitividade que se perde" com as tarifas dos EUA

    O ministro da Economia, Pedro Reis, explicou o programa Reforçar, que colocará 10 milhões em linhas de apoio e acelerar o programa de 2 mil milhões que já estava desenhado.

    O primeiro eixo do programa é compensar a “competitividade que se perde” por causa das tarifas e da sua repercussão noutros mercados. Por isso, é “fundamental” fazê-lo com custos de financiamento mais baixos e apoios ao investimento para as empresas, para protegerem as suas margens.

    Do outro lado existe o apoio à internacionalização, para compensar parte do mercado dos EUA que se pode perder com outros mercados. Há quatro medidas “mestre” com este objetivo.

    O primeiro eixo é uma linha do Banco de Fomento, que permite às empresas financiarem-se com garantias competitivas para poderem investir ou reforçar o fundo de maneio. Fala numa linha de mais de 5 mil milhões com candidaturas “fáceis”, que tem modelos de pré-aprovação e contratação automática.

    O Governo vai lançar uma nova linha de 3500 milhões de euros para suportar fundo de maneio e investimento (a quatro e a 12 anos), podendo parte dela ser convertida em fundo perdido e subvenções. “É quase um reforço de capital das empresas”, explica.

    O terceiro eixo é um reforço dos seguros de crédito, reivindicação antiga de empresas e associações, explica. O reforço será na ordem dos 1200 milhões de euros nos plafonds destes seguros, cobrindo não só os mercados emergentes, mas também os mercados mais tradicionais. Além disso, vão-se bonificar apólices e prémios destes seguros, “democratizando o acesso a estes seguros” para que apoios sejam dirigidos sobretudo às PME exportadoras.

    O quarto eixo da estratégia deste programa é a expansão dos projetos de apoio à internacionalização, que permitirá às empresas “irem a mais feiras rapidamente” ou desenvolver mais ações de marketing e promoção. “Pode fazer a diferença”, assegura. O Governo acredita que este programa responde “por inteiro” às necessidades que empresas e associações têm apontado nos últimos meses, e decidiu agora “aprofundar” o programa que já tinha pensado durante esse período.

  • Tarifas: Montenegro anuncia pacote de apoio de 10 mil milhões de euros às empresas

    Também no briefing que se seguiu ao Conselho de Ministros, o primeiro-ministro anunciou que, após ter ouvido várias associações empresariais nos últimos dias, o Governo preparou um conjunto medidas de apoio às empresas com um volume superior a 10 mil milhões de euros.

  • Macau atento ao impacto da guerra comercial China-EUA no turismo

    A diretora dos Serviços de Turismo de Macau (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, disse esta quinta-feira que a região está atenta ao potencial impacto na confiança dos turistas chineses das tarifas impostas pelos Estados Unidos.

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira uma suspensão de 90 dias daquilo a que chamou de “tarifas recíprocas”, incluindo uma tarifa-base de 10% para todos os países, exceto para a China, a que impôs tarifas totais de 125%.

    “De momento estamos a observar o que está a acontecer. Claro que temos que estar sempre muito atentos”, admitiu Senna Fernandes.

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