Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou a sua disponibilidade para mediar uma reunião direta entre os líderes da Rússia e da Ucrânia, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky. Trump expressou a sua intenção de evitar a imposição de sanções adicionais a Moscovo para preservar as chances de alcançar um acordo de paz, apesar de admitir o seu desapontamento com os recentes ataques russos na Ucrânia.
    • A Rússia propôs a realização de uma segunda ronda de negociações de paz com a Ucrânia em Istambul, no dia 2 de junho, como parte dos esforços para resolver o conflito. Tanto o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, quanto o negociador do Kremlin, Vladimir Medinsky, confirmaram esta iniciativa, destacando a disposição de Moscovo para retomar o diálogo após negociações anteriores terem sido interrompidas.
    • A Alemanha decidiu apoiar a Ucrânia, financiando a produção conjunta de mísseis de longo alcance, uma ação que o Kremlin descreveu como uma provocação irresponsável no contexto da guerra. Esta decisão reflete o compromisso da Alemanha em fornecer assistência militar à Ucrânia, apesar das críticas russas às ações de apoio a Kiev.
    • A ONU concluiu que os ataques com drones russos na província ucraniana de Kherson constituem crimes contra a humanidade e crimes de guerra. Estes ataques são descritos como parte de uma política planeada para espalhar o terror entre a população civil, com alvos frequentes incluindo civis e ambulâncias, destacando uma violação clara do direito internacional humanitário.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 2.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui.]

  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, quarta-feira.

    Rússia deve colocar mísseis Oreshnik na Bielorrússia até final do ano

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • Ucrânia "não se opõe" a reunião com a Rússia em Istambul na segunda-feira

    Moscovo passou a bola para o lado de Kiev, com a proposta de uma segunda reunião na próxima segunda-feira, dia 2 de junho, em Istambul. Em resposta, o ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov, revelou que “não se opõe” a este encontro, mas quer que a Rússia “cumpra os acordos estabelecidos”.

    “Estamos à espera do memorando russo para garantir que a reunião não é vazia e que seja possível chegarmos mais perto do fim do conflito”, admite o oficial ucraniano, que deu um prazo de quatro dias aos seus homólogos russos para a transferência dos documentos, para que possam ser analisados antes da viagem para a Turquia.

    “Os encontros entre as duas partes têm de produzir resultados. É por isso que cada reunião tem de ser devidamente preparada”, acrescenta Umerov, citado pela Interfax, apelando ao lado de Moscovo que não torne a reunião “destrutiva” e se comprometa a enviar os termos desejados para o fim do conflito.

  • Trump admite estar disponível para se sentar com Zelensky e Putin

    O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, admitiu que “não consegue dizer ao certo” se Vladimir Putin quer terminar com a guerra na Ucrânia, mas que antecipa descobrir “daqui a cerca de duas semanas”, cita a Sky News.

    “Vamos descobrir se ele está ou não a dar-nos graxa e, se estiver, responderemos de forma um pouco diferente”, disse Trump aos jornalistas na Casa Branca. Contudo, o Chefe de Estado norte-americano diz que não quer “estragar” as hipóteses de se chegar a um acordo de paz entre os dois países e que, por isso, não vai aplicar sanções adicionais a Moscovo — apesar de estar “desapontado” com os mais recentes ataques russos na Ucrânia.

    Donald Trump mostrou também estar disponível para mediar presencialmente uma reunião entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, se necessário.

  • Lavrov esclarece: Rússia quer encontro com Ucrânia no dia 2 de junho, em Istambul

    Confirmando as afirmações do responsável do Kremlin pelas negociações sobre uma segunda ronda de negociações entre a Rússia e Ucrânia, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov diz que Moscovo está a apontar para uma reunião no dia 2 de junho (próxima segunda-feira), em Istambul, na Turquia, cita a agência TASS.

  • Rússia propõe data e local para segunda ronda de negociações com a Ucrânia

    Depois de um primeiro encontro na Turquia, a Rússia está pronta para se voltar a sentar à mesa de negociações com a Ucrânia, tendo proposto uma segunda conversa em data e local ainda não divulgados. A informação foi confirmada pelo negociador do Kremlin, Vladimir Medinsky, numa nota enviada no Telegram.

    Medinsky confessa estar ainda à espera da resposta da delegação ucraniana, confirmando ter conversado com o ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov. Segundo a Sky News, que cita as declarações do oficial russo, Moscovo já rejeitou o Vaticano enquanto palco para o diálogo de resolução do conflito, e o porta-voz do Kremlin adiantou que Istambul poderá ser a localização utilizada para as próximas reuniões.

  • Lavrov diz que Trump está a receber "informação filtrada". Moscovo compromete-se a "corrigir a situação"

    Numa altura em que a Casa Branca e o Kremlin trocam críticas sobre a conduta negocial de Vladimir Putin e Donald Trump, respetivamente, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, acredita que o Presidente dos Estados Unidos da América está a receber “informação filtrada” e que “não lhe está a ser comunicado tudo”.

    Em declarações citadas pela RIA/Novosti, o chefe da diplomacia da Rússia diz que Moscovo vai “tentar corrigir a situação”, de modo a evitar retrocessos no caminho até à resolução do conflito na Ucrânia.

    Sobre as recentes declarações do chanceler alemão Friedrich Merz, Lavrov reforçou a posição previamente apresentada pelo porta-voz do Kremlin, referindo estar à espera que “os políticos responsáveis na Alemanha parem com a loucura de envolver o país no conflito”.

  • Ataques russos com drones contra civis em Kherson são crime contra humanidade

    A comissão internacional independente de inquérito da ONU sobre a Ucrânia concluiu que os ataques sistemáticos com drones levados a cabo pela Rússia na província ucraniana de Kherson constituem crimes contra a humanidade e crimes de guerra contra civis.

    Numa conferência de imprensa realizada esta quarta-feira em Genebra, na Suíça, para apresentar o seu mais recente relatório sobre os ataques russos nesta região ucraniana — que terão feito já perto de 150 mortos entre a população civil —, os membros da comissão independente estimaram que este padrão de ataques parecem obedecer a uma política planeada que “tem como objetivo principal espalhar o terror entre a população civil, em violação do direito internacional humanitário”.

    “Desde julho de 2024, os operadores de drones militares russos, baseados na margem oposta do rio, têm atingido sistematicamente pessoas civis, em várias circunstâncias, principalmente ao ar livre, enquanto caminham ou utilizam transportes. Também visaram ambulâncias, que têm uma proteção especial ao abrigo do direito internacional humanitário, impedindo-as frequentemente de chegar às vítimas”, denunciou o relatório.

    A comissão de inquérito, que entrevistou perto de uma centena de vítimas e testemunhas na região de Kherson e geolocalizou mais de 120 vídeos de ataques divulgados publicamente, indicou ter documentado “ataques com ‘drones’ contra civis na cidade de Kherson e em 16 outras localidades que se estendem por mais de 100 quilómetros em zonas ribeirinhas sob controlo do Governo ucraniano”.

    A comissão independente salientou ainda que “vários canais de Telegram russos com ligações às unidades militares perpetradoras, alguns dos quais com milhares de seguidores, divulgaram centenas de vídeos dos ataques a partir das imagens originais dos drones”, que “mostram que os perpetradores podiam ver claramente as vítimas e não deixam dúvidas de que a sua intenção era atingir civis”, além de a publicação de vídeos de civis mortos e feridos constituir “um crime de guerra de ultraje à dignidade pessoal”.

    “Os ataques individuais com drones constituem crimes de guerra, por se dirigirem intencionalmente contra civis. A recorrência destes ataques durante mais de 10 meses, contra múltiplos alvos civis e numa vasta área geográfica, demonstra que são generalizados e sistemáticos e foram planeados e organizados, exigindo a mobilização e a afetação dos recursos necessários”, rematam.

  • A posição “irresponsável” da Alemanha é “mais uma provocação de guerra", acusa Kremlin

    Moscovo reagiu agora à decisão da Alemanha de apoiar a Ucrânia com financiamento para mísseis de longo alcance. O Kremlin descreveu esta decisão como uma nova provocação à guerra na Ucrânia.

    Dmitry Peskov, porta voz do Kremlin, acrescentou: “Esta é uma tendência muito perigosa, é uma posição irresponsável a que a Alemanha está a tomar”.

  • Rússia diz ter capturado duas regiões na Ucrânia

    A Rússia afirma que as tropas tomaram o controlo da povoação de Kostyantynivka, na região de Sumy, no nordeste da Ucrânia. O Ministério da Defesa do Kremlin também afirma ter tomado o controlo da aldeia de Zelene Pole, na região oriental de Donetsk, reporta a Sky News.

    Esta terça-feira, o governador de Sumy, Oleh Hryhorov, disse que as forças russas tinham capturado quatro aldeias na região. Segundo este, as aldeias de Novenke, Basivka, Veselivka e Zhuravka foram ocupadas.

    A região foi utilizada pelas forças ucranianas para conquistar uma parte da região russa de Kursk, numa ofensiva surpresa no ano passado, antes de ser em grande parte expulsa em abril.

  • Alemanha e Ucrânia vão produzir em conjunto mísseis de longo alcance para Kiev

    Friedrich Merz, o chanceler alemão, deu uma conferência de imprensa com Volodymyr Zelensky após as conversações com o líder ucraniano em Berlim.

    Merz anuncia que a Alemanha vai financiar os mísseis de longo alcance fabricados na Ucrânia, mas que não entregará especificamente os mísseis alemães Taurus que Zelensky há muito reclama. A informação está a ser reportada pela Sky News.

    Quando questionado sobre os mísseis Taurus, Merz diz que a Alemanha quer permitir uma produção conjunta de mísseis de longo alcance, mas não revela pormenores publicamente.

    “Não vou entrar em pormenores, mas permitam-me que diga que o apoio militar vai continuar e que vamos aumentar o apoio para que a Ucrânia possa continuar a defender-se”.

    “Gostaria de sublinhar algo novo. Iremos financiar uma quantidade considerável de Starlinks e os nossos ministérios da defesa irão assinar um memorando sobre mísseis de longo alcance. Sem restrições de alcance, a Ucrânia pode defender-se para além das suas fronteiras”.

    “A Alemanha quer uma paz permanente para a Ucrânia”, acrescentou.

  • Papa pede cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e apelou à paz na Ucrânia

    O Papa pediu nesta quarta-feira um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e apelou também à paz na Ucrânia, dizendo que os seus pensamentos se voltam frequentemente para “o povo ucraniano afetado por novos ataques graves contra civis e infraestruturas”.

    “Prometo a minha proximidade e as minhas orações por todas as vítimas, especialmente crianças e famílias”, declarou.

    Leão XIV afirmou ser necessário “parar a guerra e apoiar todas as iniciativas de diálogo e paz” e pediu aos fiéis “que se unam em oração pela paz na Ucrânia e onde quer que as pessoas estejam a sofrer devido à guerra”.

    O Papa afirmou ainda que “a compaixão é uma questão de humanidade” e que “antes de sermos crentes, somos chamados a ser humanos.

  • Reunião Putin-Trump-Zelensky só após “acordos concretos” com Kiev

    Uma reunião entre os presidentes russo, Vladimir Putin, norte-americano, Donald Trump, e ucraniano, proposta por Volodymyr Zelensky, só será possível após “acordos concretos” entre a Rússia e a Ucrânia, advertiu hoje o Kremlin.

    “Uma reunião deste tipo deve ser o resultado de acordos concretos entre as duas delegações” da Rússia e da Ucrânia, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na tradicional conferência de imprensa diária.

    Hoje, Zelensky, propôs a realização de uma reunião trilateral com os homólogos norte-americano e russo, apelando ao mesmo tempo a novas sanções contra Moscovo.

    Segundo o chefe de Estado ucraniano, a proposta pretende fazer avançar as conversações de paz sobre a guerra na Ucrânia.

  • Rússia deve anunciar conversações diretas com a Ucrânia num “futuro muito próximo", diz Lavrov

    O Kremlin anunciará num “futuro muito próximo” a próxima ronda de conversações diretas entre a Rússia e a Ucrânia, declarou Sergei Lavrov numa cimeira de segurança em Moscovo, após semanas de negociações de paz paralisadas. A informação é reportada pela Sky News.

  • Zelensky propõe conversações com Putin e Trump

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, propôs a realização de uma reunião trilateral com os homólogos norte-americano, Donald Trump, e russo, Vladimir Putin, apelando ao mesmo tempo a novas sanções contra Moscovo, visando especialmente os setores energético e bancário.

    Segundo o chefe de Estado ucraniano, a proposta pretende fazer avançar as conversações de paz sobre a guerra na Ucrânia.

    “Estamos prontos para nos encontrarmos a nível de dirigentes. O lado americano sabe disso e o lado russo sabe disso. Estamos prontos para o formato ‘Trump, Putin e eu’, e estamos prontos para o formato Trump-Putin, Trump-Zelensky, e depois nós os três”, disse Zelensky, reporta o Kyiv Independent, que cita a televisão pública ucraniana, Suspilne.

    Na mesma declaração, Zelensky acrescentou que está disposto a alargar o formato da reunião, com a participação dos Estados Unidos, porque o chefe de Estado russo não se sente confortável com uma reunião bilateral.

    Para Zelensky as sanções devem ser aplicadas porque Moscovo “ainda não” aceitou a proposta de cessar-fogo.

  • Rússia reúne 50 mil soldados na fronteira norte da Ucrânia, diz Zelensky

    A Rússia reuniu 50 mil soldados perto da região de Sumy, no norte da Ucrânia, diz Volodymyr Zelensky.

    O líder ucraniano diz que as “forças mais fortes” do Kremlin estão atualmente na linha da frente em Kursk, no oeste da Rússia, acrescentando que acredita que a Rússia quer criar uma zona tampão na região. Zelensky acrescentou que Kiev tem tomado medidas para impedir Moscovo de conduzir uma ofensiva em grande escala nessa zona.

    “As suas maiores e mais fortes forças estão atualmente na frente de Kursk para empurrar as nossas tropas para fora da região de Kursk e para preparar ações ofensivas contra a região de Sumy”, disse Zelenskyy aos jornalistas ontem, antes de viajar para Berlim para conversações hoje.

    A região de Sumy fica do outro lado da fronteira com a região russa de Kursk. Recentemente, a Rússia capturou pelo menos quatro aldeias fronteiriças na região e tem tentado ganhar terreno.

  • Rússia propôs Bielorrússia como local para as conversações de paz, diz Zelensky

    O presidente ucraniano afirmou que a Rússia ofereceu a Bielorrússia como local para as conversações de paz, uma proposta que Zelensky disse ser impossível, reporta a Sky News.

    A Bielorrússia, uma antiga república soviética, é governada por Alexander Lukashenko desde 1994. Lukashenko é frequentemente referido como o último ditador da Europa e é um forte aliado de Vladimir Putin.

    Em 2022, a Bielorrússia permitiu que o seu território fosse utilizado pelo exército russo para lançar ataques no norte da Ucrânia, no âmbito da invasão russa da Ucrânia.

  • "Rússia assinala que vai reagir com mais força"

    Jorge Rodrigues destaca que a utilização de armas de longo alcance pela Ucrânia tem impacto militar, mas sobretudo político. Ainda, anexação da Cisjordânia dá oportunidade à Europa para ser assertiva.

    “Rússia assinala que vai reagir com mais força”

  • EUA: Rússia deveria concentrar-se no fim da guerra e menos nas redes sociais de Trump

    A Rússia deveria concentrar-se menos nas mensagens do presidente Donald Trump nas redes sociais e mais em acabar com a guerra contra a Ucrânia, disse ontem à noite a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tammy Bruce. As declarações são citadas por vários meios internacionais como o The Independent.

    “Se os russos se preocupassem com a natureza da forma como [os esforços de paz estão] a decorrer, estariam a pensar menos nas [declarações do presidente] e mais no que poderiam fazer — o que está nas suas mãos — para parar a carnificina e o massacre que está a acontecer neste momento”, disse Bruce numa conferência de imprensa.

    Os comentários do Departamento de Estado norte-americano surgem pouco depois de o Kremlin ter atribuído as recentes declarações de Trump sobre Vladimir Putin a uma “sobrecarga emocional”.

    Trump disse que o presidente russo ficou “absolutamente louco” após o bombardeamento da Ucrânia no fim de semana, que matou pelo menos 12 pessoas.

  • 296 drones ucranianos foram abatidos na Rússia durante a noite

    Um total de 296 drones ucranianos foram abatidos na Rússia, informou o ministério da defesa russo, reporta a Sky News.

    Os drones foram abatidos em 13 regiões, acrescentou. Anteriormente, o ministério havia dito que as defesas aéreas tinham destruído 112 drones ucranianos num ataque que durou três horas. A maioria dos drones foi interceptada nas regiões central e sul do país.

    O ataque surge depois de a Rússia ter desencadeado três noites de ataques aéreos maciços contra a Ucrânia durante o fim de semana.

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