Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo desta quinta-feira.

    Trump “desapontado” com Moscovo por ter lançado rockets durante negociações com Kiev

    Continue, por favor, a acompanhar-nos neste novo artigo. Muito obrigado!

  • O que aconteceu até agora:

    • Volodymyr Zelensky criticou a Rússia, acusando Moscovo de estar a prolongar a guerra e sublinhando que apenas a força militar é eficaz para pressionar o Kremlin. Zelensky também acusou a Rússia de falta de transparência nas negociações, mencionando que um “memorando” prometido por Moscovo ainda não foi partilhado com a Ucrânia ou com outros parceiros internacionais.
    • O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se para discutir o aumento das hostilidades na Ucrânia em 2025, destacando que o número de mortes civis subiu drasticamente em comparação com o ano anterior. A subsecretária-geral para Assuntos Políticos da ONU, Rosemary DiCarlo, lamentou que a esperança diplomática tenha sido substituída por uma intensificação dos ataques russos, que resultaram em altas vítimas civis.
    • A Alemanha comprometeu-se a fornecer à Ucrânia um pacote de ajuda militar no valor de cinco mil milhões de euros, incluindo investimentos na indústria de defesa ucraniana. No entanto, não foram mencionados os mísseis Taurus, que poderiam ter um impacto estratégico significativo em alvos na Crimeia.
    • A Rússia está a preparar-se para instalar sistemas de mísseis Oreshnik na Bielorrússia até ao final de 2025. Este movimento foi confirmado pelo secretário de Estado do Conselho de Segurança da Bielorrússia, sublinhando que os locais para instalação já foram determinados, embora não se especifique a quantidade exata de mísseis a serem implementados.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 2.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui.]

  • Zelensky rebate acusações de "clareza" russa e afirma que ninguém leu memorando russo

    Volodymyr Zelensky voltou a criticar a postura de Moscovo no que toca às negociações para a paz, acusando a Rússia de estar a “arrastar a guerra” e insistindo que apenas a força militar funciona para pressionar o Kremlin, não as “palavras”.

    “Mesmo o chamado ‘memorando’, que prometeram e alegadamente passaram uma semana a preparar — ainda ninguém o viu. Não foi partilhado com a Ucrânia. Não foi partilhado com os nossos parceiros. Ainda nem partilharam a nova agenda com a Turquia — o país que recebeu a primeira reunião”, criticou Zelensky no seu discurso diário.

    As acusações vão de encontro às críticas que o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo deixou hoje à tarde, em que a porta-voz defendeu o oposto: que a Rússia está a assumir uma posição mais “clara” que Kiev.

  • Civis mortos no 1.º trimestre 59% maior que em 2024 na Ucrânia

    A segurança na Ucrânia está a mostrar-se “significativamente pior” em 2025 do que no ano passado, com o número de mortes civis no primeiro trimestre de 2025 59% superior ao período homólogo de 2024, indicou hoje a ONU.

    Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU convocada pela Dinamarca, França, Grécia, Eslovénia e Reino Unido para uma atualização sobre os acontecimentos políticos e humanitários na Ucrânia, a subsecretária-geral para Assuntos Políticos e Consolidação da Paz lamentou que a “cautelosa esperança” registada há um mês em torno do fim dos combates tenha dado lugar a um “aumento brutal de ataques russos”.

    “Há exatamente um mês, havia uma cautelosa esperança de progresso na frente diplomática para interromper os combates. Lamentavelmente, em vez de medidas em direção à paz, testemunhamos um aumento brutal de ataques russos em larga escala em todo o país”, afirmou Rosemary DiCarlo.

    Por três noites consecutivas no último fim de semana, as Forças Armadas russas atacaram cidades e vilas ucranianas com números recorde de mísseis de longo alcance e drones, matando e ferindo dezenas de civis.

    No total, desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, pelo menos 13.279 civis, incluindo 707 crianças, foram mortos.

    O número confirmado de civis feridos é de 32.449, incluindo 2.068 crianças, reportou hoje a ONU.

    “A situação geral da segurança até ao momento em 2025 é significativamente pior do que no mesmo período do ano passado. O número de mortes de civis no primeiro trimestre deste ano é 59% maior do que no mesmo período de 2024”, assinalou DiCarlo.

    No último mês, também as regiões russas que fazem fronteira com a Ucrânia relataram baixas civis.

    De acordo com Moscovo, nove civis foram mortos e 117 ficaram feridos em decorrência dos ataques ucranianos realizados entre 19 e 25 de maio, com as Nações Unidas a frisarem que não podem verificar esses números.

  • Zelensky felicita Montenegro e diz que "valoriza profundamente apoio firme e amizade constante de Portugal"

    Volodymyr Zelensky felicitou Luís Montenegro depois de ter sido novamente indigitado como primeiro-ministro de Portugal. “A Ucrânia valoriza profundamente o apoio firme e a amizade constante de Portugal face à brutal agressão russa”, escreveu o Presidente ucraniano numa mensagem deixada nas suas redes sociais em três línguas: inglês, ucraniano e português.

    O chefe de Estado ucraniano deixou ainda desejos para que os dois países continuem a colaborar e a “fortalecer” a sua “estreita e frutuosa cooperação”. A mensagem de Zelensky termina com “votos de muito sucesso”.

  • Rússia mantém mesma equipa para segunda ronda de negociações e acusa Kiev de não ter posição clara

    A posição de Kiev sobre um nova ronda de negociações continua “sem ser clara”, acusou hoje a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo. “Não há claridade na posição [ucraniana]. Perguntou-me todos as questões sobre a posição russa — datas, composição, formatos — tudo foi apresentado”, declarou Maria Zakharova, em entrevista ao canal de televisão Russia-1. A porta-voz argumentou que a posição transparente do Kremlin é distinta da “histeria” do “outro lado”, voltando a acusar o Presidente ucraniano de estar “focado em aplausos e nas reações externas”.

    Como prova da clareza com que caracteriza a posição russa, Zakharova confirmou que as negociações da próxima segunda-feira em Istambul — que Moscovo propôs e Kiev não recusou — contariam com a mesma equipa que o encontro do passado dia 16 de maio, que não conta com nenhum dos pesos-pesados da diplomacia do Kremlin.

  • NATO irá pedir mais 40 mil soldados à Alemanha

    Os ministros da Defesa da Aliança Atlântica reúnem-se na próxima semana para definir novas metas relativos ao número de tropas e armamento. O encontro deverá incluir um pedido para que a Alemanha contribua com sete novas brigadas — o que equivale a cerca de 40 mil soldados, avançaram três fontes com conhecimento do tema à Reuters.

    A contribuição alemã faz parte de um investimento “ambicioso” para aumentar as capacidade de defesa europeia, que tem vindo a ser desenvolvido desde que a Rússia invadiu a Ucrânia. Apesar de as metas da NATO serem confidenciais, um oficial sénior relatou à agência noticiosa que, atualmente, a Aliança tem cerca de 80 brigadas e pretende passar a ter entre 120 e 130.

    Estas sete brigadas acrescem ao compromisso de dez novas brigadas — cada uma com cerca de 5 mil soldados — que Berlim já tinham assumido com os Aliados em 2021, até 2030.

  • Ucrânia-Rússia. "Entendimento é praticamente nulo"

    Nuno Amaral Jerónimo afirma que Zelensky e Putin pedem demais em relação ao que outro quer dar. No Médio Oriente, Netanyahu está cada vez mais isolado perante oposição que diz ser preciso parar.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    Ucrânia-Rússia. “Entendimento é praticamente nulo”

  • Ex-político pró-russo assassinado em Madrid teve encontros com membros do regime ucraniano

    O antigo alto funcionário ucraniano AndriyPortnov, antigo assessor de Viktor Yanukovych (presidente pró-russo da Ucrânia entre 2010 e 2014) encontrou-se na Ucrânia com Oleh Tatarov, chefe-adjunto do Gabinete Presidencial de Zelensky, e Oleksii Sukhachov, diretor do Departamento Estatal de Investigação, dias antes de ser morto em Madrid.

    A notícia foi avançada pelo jornal Ukrainska Pravda nesta quinta-feira, com base em fontes não divulgadas.

    Portnov foi morto a 21 de maio por vários agressores não identificados que o alvejaram em frente à Escola Americana, em Madrid. Duas ou três pessoas terão estado envolvidas no ataque, embora nenhuma detenção tenha sido feita até ao momento.

    Quatro fontes confirmaram ao Ukrainska Pravda que Portnov esteve na Ucrânia entre 17 e 18 de maio e manteve reuniões com altos funcionários que supervisionam as agências policiais da Ucrânia, incluindo Tatarov e Sukhachov.

    Investigado por traição, alvo de sanções e considerado pró-russo. Quem era Andriy Portnov, o ucraniano morto a tiro em Madrid?

    Portnov serviu no governo do Presidente pró-Kremlin Viktor Yanukovych, entre 2010 e 2014. Após a Revolução EuroMaidan, viveu alternadamente no estrangeiro e na Ucrânia e foi sancionado pelos EUA em 2021 por alegações de envolvimento em corrupção.

  • "Só haverá paz justa quando Putin não estiver no poder na Rússia", diz Zelensky

    “Só haverá paz justa [na Ucrânia] quando Putin não estiver no poder na Rússia“, afirmou Volodymyr Zelensky numa entrevista à televisão alemã RTL. A entrevista, concedida pelo Presidente ucraniano durante a recente visita à Alemanha, que terminou com um acordo para Berlim entregar mais cinco mil milhões de euros em ajuda militar a Kiev.

    “Uma paz justa virá certamente, provavelmente depois de Putin”, afirmou Volodymyr Zelensky. “Mas uma paz que comece com um cessar-fogo e depois avance, passo a passo, em direção a uma paz duradoura, poderá começar já amanhã”, afirmou o Presidente da Ucrânia.

  • Ucrânia recusa participar nos mundiais de judo por estarem atletas bielorrussos

    A Ucrânia não irá participar no Campeonato do Mundo de Judo, agendado para junho em Budapeste, na Hungria. A decisão foi tomada devido à participação da Bielorrússia na competição, anunciou a Federação Ucraniana de Judo nesta quinta-feira.

    O Comité Executivo da Federação Internacional de Judo (FIJ) tinha confirmado, após uma questão colocada por Kiev, que os atletas bielorrussos estão autorizados a participar em todas as competições internacionais (usando os seus símbolos nacionais) a partir de 1 de junho de 2025.

    A Ucrânia tem insistido na proibição de atletas russos e bielorrussos participarem em competições internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos de Paris de 2024. Em alguns casos, os atletas foram autorizados a competir apenas como “atletas neutros individuais” em modalidades individuais, sem utilizar quaisquer símbolos nacionais relacionados com os seus países.

    Embora a Bielorrússia, aliada da Rússia, não esteja a participar diretamente na guerra, permitiu ao Kremlin utilizar o seu território como base para as suas operações contra a Ucrânia.

  • Alemanha promete mais cinco mil milhões em ajuda à Ucrânia (mas sem mísseis Taurus)

    A Alemanha anunciou nesta quinta-feira mais um pacote de ajuda militar à Ucrânia, avaliado em cinco mil milhões de euros, depois de o chanceler Friedrich Merz e o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky se terem reunido em Berlim.

    O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, e o ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, assinaram esse acordo no Bendlerblock, em Berlim, a sede do Ministério da Defesa alemão. Em causa estão investimentos alemães na indústria de defesa da Ucrânia e um tratado mais amplo entre Kiev e os fabricantes de armas alemães.

    No novo acordo, a Alemanha vai ajudar a financiar a produção de sistemas de armas de longo alcance na Ucrânia — aproveitando a capacidade industrial e a conhecimento técnico existentes no país, segundo o comunicado que foi emitido.

    “Agradecemos sinceramente aos nossos parceiros pela sua liderança e apoio consistente à Ucrânia na resistência à agressão russa”, escreveu o ministro ucraniano nas redes sociais.

    Não existe qualquer referência explícita, porém, a uma cedência por parte da Alemanha de mísseis Taurus que poderiam permitir que a Ucrânia derrubasse a Ponte da Crimeia, o que seria um enorme golpe para a Rússia.

  • Merz promete defender Europa forte e capaz de restabelecer a paz e defendê-la

    O chanceler alemão, Friedrich Merz, defendeu nesta quinta-feira que a tarefa mais importante para a Europa é torná-la tão forte que seja capaz de restabelecer a paz e assegurá-la a longo prazo.

    Ao mesmo tempo, prometeu, a Alemanha “estará à frente desse objetivo”, disse Merz na cerimónia de entrega do Prémio Carlos Magno, na cidade alemã de Aquisgrana, à presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen.

    “A nossa tarefa histórica é tornar a Europa tão forte que possa restabelecer a paz no nosso continente e assegurá-la a longo prazo. Quero dizer-vos hoje: a Alemanha está disposta a assumir a liderança desta tarefa, em estreita coordenação com os nossos parceiros e vizinhos europeus”, disse Merz.

    O chanceler alemão salientou que, devido à ofensiva da Rússia na Ucrânia, desde o regresso da guerra à Europa, os europeus têm experimentado “de uma forma verdadeiramente existencial” o quanto está ameaçado o que o continente construiu no projeto europeu: a democracia e a liberdade.

    “Vale a pena defender com determinação a liberdade e a democracia e, se necessário, lutar para as preservar”, sublinhou.

  • Rússia destaca dezenas de milhares de tropas para perto da região de Sumy. Ucrânia receia ataque no verão

    As forças armadas russas concentraram na região de Kursk (Rússia) forças suficientes para potencialmente lançar um ataque à região de Sumy, na Ucrânia, afirmou um porta-voz do Serviço de Guarda de Fronteiras, Andrii Demchenko, nesta quinta-feira.

    A declaração, citada pelo jornal Kyiv Independent, foi feita numa altura em que se admite uma possível nova ofensiva russa neste próximo verão. Por outro lado, a Rússia tem-se tornado cada vez mais ativa na região de Sumy, depois de expulsar as forças ucranianas da região de Kursk.

    Já foi confirmado pelas autoridades ucranianas que as forças russas recapturaram quatro aldeias da região de Sumy junto à fronteira: Novenke, Zhuravka, Veselivka e Basivka.

    Demchenko explicou, na entrevista citada pelo Kyiv Independent, que a Rússia começou a acumular forças naquela região e a Ucrânia deteta periodicamente “uma certa alteração no número de soldados e equipamento nesta área”.

    A Rússia juntou ali (na região de Kursk) forças suficientes para realizar operações contra a nossa fronteira e tentar atacar o território ucraniano”, avisou.

    Os comentários surgem depois de Volodymyr Zelensky, o Presidente da Ucrânia, ter dito que a Rússia está a concentrar 50 mil soldados perto da região de Sumy, no nordeste da Ucrânia, com o objetivo de criar uma buffer zone, uma zona de proteção, com uma largura de 10 quilómetros.

  • Kremlin diz que ainda não recebeu resposta de Kiev sobre reunião a 2 junho

    O Kremlin diz que ainda não recebeu uma resposta de Kiev, relativamente à proposta de um encontro em Istambul, na Turquia, a 2 de junho.

    Fonte oficial do regime russo acrescentou, também, que não existem neste momento planos para que Trump e Putin possam falar um com o outro.

  • Paz na Ucrânia? "Trump está preparado para uma guerra neocolonial"

    Numa altura em que Putin “joga muito bem” e a paz na Ucrânia parece longe, Orlando Samões sublinha: “Trump está a olhar para o horizonte”. Afinal, o fim da guerra também não está nos planos dos EUA?

    Paz na Ucrânia? “Trump está preparado para uma guerra neocolonial”

  • Rússia deve colocar mísseis Oreshnik na Bielorrússia ainda neste ano

    Moscovo está a planear implantar vários sistemas de mísseis Oreshnik na Bielorrússia até ao final de 2025, confirmou o secretário de Estado do Conselho de Segurança da Bielorrússia, Alexander Volfovich, na quarta-feira.

    Este é um tipo de míssil balístico de alcance intermédio (IRBM) que a Rússia diz ser uma arma experimental capaz de contornar os sistemas avançados de defesa anti-aérea. No final do ano passado, Alexander Lukashenko, o Presidente bielorrusso, pediu ao Kremlin que colocasse 10 sistemas Oreshnik no país.

    De acordo com Alexander Volfovich, “os locais para a implantação já foram determinados”, sem esclarecer exatamente quantos sistemas de mísseis vão ser colocados na Bielorrússia.

  • Bom dia.

    Vamos concentrar neste artigo liveblog todas as últimas notícias relacionadas com a guerra na Ucrânia, ao longo desta quinta-feira.

    Deixamos, aqui, a ligação para o liveblog de ontem, quarta-feira, que terminou com a informação de que Trump admitiu estar disponível para se sentar com Zelensky e Putin.

    Muito obrigado por nos acompanhar.

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