Rádio Observador

Educação

O investimento mais importante

Autor
  • José Maria Campos André e José Miguel Pinto dos Santos
137

Será que um carro, ou uma casa, são mais importantes e me trazem mais felicidade que a realização pessoal e profissional só possíveis com uma boa educação? Diz-me no que investes e dir-te-ei quem és…

Para muitas famílias, os maiores investimentos, os que exigem maior esforço financeiro, são a casa, o carro e a educação. Todos eles são considerados tão fundamentais para uma sociedade humana e solidária que, durante o século passado, até nos países menos estatistas, era frequente o Estado providenciar para que ninguém ficasse sem teto, transporte ou uma formação básica.

No entanto, rapidamente se notou que, assim que podiam, as pessoas compravam mota ou carro e deixavam de usar o transporte público. Curiosamente, isto acontecia em quase todos os países, mesmo quando o nível de rendimentos era tão baixo que essas pessoas ainda eram “pobres”. Verificou-se também que, mal podiam, as pessoas compravam casa própria e deixavam a habitação social. Que haverá com a oferta estatal de transporte e de habitação, para que a maioria opte por alternativas privadas, assim que pode?

Interessantemente, também se nota que, na maioria dos países, são poucos os que prescindem da educação estatal em favor de escolas privadas. Porque será? Há duas respostas possíveis. A primeira é que a qualidade do sistema público de educação, ao contrário do que acontece com a habitação social e o transporte público, é suficientemente boa comparada com a das escolas privadas, especialmente tendo em conta o custo mais elevado que estas acarretam. O que será verdade nalguns países.

Outra possibilidade é que as pessoas dão mais importância ao carro e à casa que à educação própria e dos filhos. Isto pode dever-se a que a casa e o carro são tangíveis e têm um mercado secundário que permite transformá-los em liquidez, quando necessário, ou fazer um upgrade. Outra razão para valorizarem mais o carro e a casa pode ser as pessoas não estarem conscientes das vantagens de uma educação de qualidade, como meio de aumentar os rendimentos futuros, ou o bem-estar pessoal que uns horizontes mais alargados proporcionam. “Que prazer, estudar e poder aplicar o que se aprendeu!” já dizia Confúcio (Analectos1,1).

Infelizmente, qualquer destas atitudes dá mais importância a investimentos externos à pessoa, do que a investimentos que valorizam a própria pessoa. Será que um carro, ou uma casa, são mais importantes e me trazem mais felicidade que a realização pessoal e profissional? Diz-me no que investes e dir-te-ei que pessoa és…

José Miguel Pinto dos Santos, AESE Business School
José Maria Campos André, Instituto Superior Técnico

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Ministério da Educação

Um mau serviço à Educação

Carlos Fiolhais
1.005

Os governantes que na prática fecharam o Colégio da Imaculada Conceição, prestando um mau serviço à educação, desconhecem provavelmente os contributos dos Jesuítas para o ensino, a ciência e a cultura

Economia

Liderança: um diálogo pai-filho /premium

José Crespo de Carvalho
182

Podes ter a melhor das intenções, as características pessoais que achas apropriadas ou mais valorizas, a visão e a estratégia para o exercício da liderança. Mas a cultura, se não ajudar, estás morto.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)