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Seguimos na Guerra Traduzida com a jornalista Diana Rosa, agora com a imprensa da Ucrânia. Para começar, os apagões de emergência que afetaram todo o país.
Foram registados em várias cidades ucranianas como Mykolaiv, Kiev, Cherkasy, Sumy, Zhytomyr, Kirovohrad e Kharkiv. É o que avança a agência de notícias ucraniana Suspilne. A Ukrenergo, a operadora de energia estatal, decidiu impor apagões de emergência em todo o país devido à ameaça de ataques russos contra infraestruturas energéticas críticas. A decisão surgiu depois da Força Aérea Ucraniana ter emitido um alerta aéreo a nível nacional, na sequência do envio de bombardeiros estratégicos por parte de Moscovo. Já nas regiões de Kiev, Dnipropetrovsk, Donetsk e Odessa, os cortes de energia foram, entretanto, cancelados.
E numa altura em que a Rússia faz avanços recorrentes em Donetsk, no leste da Ucrânia, o exército de Putin está a ensaiar uma incursão em Kurakhove, na mesma região.
Estão mais próximos os militares russos, que têm realizado ataques ocasionais com artilharia a esta cidade. É o que adianta um militar que ali opera ao Ukrainska Pravda. As forças ucranianas mantêm o controle firme da cidade enquanto as tropas russas tentam alcançar os arredores. É isso que garante o soldado. No entanto, há ataques intensos contra a região com recurso a bombas teleguiadas e artilharia.
A Rússia, entretanto, atacou a cidade natal de Zelenskyy, Kryvyi Rih. Pelo menos sete pessoas ficaram feridas e o presidente da Ucrânia já reagiu.
Moscovo lançou um ataque com mísseis contra um edifício residencial de cinco andares. Os apartamentos do primeiro ao quinto andar foram destruídos ou pelo menos amplamente danificados. Entre os feridos estão duas crianças. A operação de resgate está ainda em andamento, porque acredita-se que pode haver pessoas sob os escombros. O presidente ucraniano reagiu nas redes sociais. Disse que todos os dias, todas as noites, a Rússia exerce o mesmo terror, atacando um número crescente de objetos civis. Para Zelenskyy, a Rússia procura apenas continuar esta guerra e cada um dos golpes refuta quaisquer declarações sobre a suposta diplomacia russa. O chefe de Estado acrescenta que a Ucrânia precisa de armas para se defender contra o terror e de um apoio à paz mais forte para tornar a diplomacia, de facto, real. É uma notícia do Kyiv Post.
Falamos agora de um veterano de guerra, Yevhen Dykyy, diz que a Ucrânia está à beira de um desastre militar.
Numa entrevista à Rádio NV, New Voice of Ukraine, o militar ucraniano explica que o fracasso da mobilização na Ucrânia está a forçar os soldados a recuar sob a pressão russa nas linhas da frente. Yevhen Dykyy afirma que não há reservas, não há militares de reserva, porque na retaguarda não há angariação de combatentes, mas acrescenta que apesar de esse ser um problema militar, não é criado pelo exército. A culpa não é do exército. Este militar descreve a situação como a vê. Diz que não há como reforçar a linha da frente com falta de soldados, porque pura e simplesmente não existem em número suficiente. Deixa ainda farpas a quem critica a ineficácia do exército ucraniano. Diz que é fácil criticar quando se está sentado num café e com coisas mais importantes para fazer. Yevhen Dykyy é claro quanto ao que diz ser uma realidade trágica para a Ucrânia. O país está realmente à beira de um desastre militar.
E para fechar, o primeiro-ministro da Polónia quer falar com os líderes do Reino Unido, de França e da NATO sobre a proteção da Ucrânia depois da vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos da América.
A Polónia quer construir uma aliança com o Reino Unido. O objetivo é garantir que a Ucrânia continue a ser ajudada, mesmo com o republicano de regresso à Casa Branca. Donald Tusk diz hoje ao The Times, citado pelo Kyiv Independent, que pretende encontrar-se com Keir Starmer nos próximos dias. Quer também reunir-se com o presidente Emmanuel Macron e Mark Rutte, secretário-geral da NATO. Para Donald Tusk, o novo cenário político é um sério desafio para todos, especialmente no contexto de um possível fim de guerra como resultado. E esta que é a nuance de um acordo entre o presidente da Rússia e o novo presidente dos Estados Unidos.
A imprensa da Ucrânia na Guerra Traduzida.