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Guerra traduzida na Rádio Observador. Seguimos com a imprensa ucraniana com a Diana Rosa. Volodymyr Zelensky confirma que as Forças de Defesa da Ucrânia atingiram com drones a refinaria de petróleo de Yaroslav, um território russo a cerca de 800 km da fronteira. O alvo estratégico foi a sexta maior refinaria da Rússia, com capacidade anual de 15 milhões de toneladas de crude.

Residentes locais relataram ter ouvido cerca de 20 explosões na área, que originaram um incêndio de grandes proporções. Devido à gravidade da situação, as autoridades encerraram temporariamente a autoestrada à saída de Yaroslav, em direção à capital, Moscovo, por razões de segurança. Volodymyr Zelensky sublinha que essas incursões profundas constituem sanções de longo alcance aplicadas pelas próprias forças ucranianas para asfixiar a capacidade financeira militar do inimigo. Kiev pretende continuar a trazer a guerra diretamente para o território russo, sabotando a cadeia de fornecimento de combustível das tropas ocupantes. O ataque demonstra a enorme vulnerabilidade das redes de energia profunda no coração do território russo.

E o secretário de Estado norte-americano, Mark Rubio, reconheceu que as negociações de paz mediadas por Washington entre a Ucrânia e a Rússia falharam e estão, neste momento, totalmente suspensas.

Depois de uma reunião da NATO na Suécia, Rubio admitiu de forma inédita que os contactos bilaterais e trilaterais dos últimos meses não registaram progressos significativos, nem produziram qualquer resultado palpável. O chefe da diplomacia de Washington garantiu que os Estados Unidos estão prontos para regressar à mesa de negociações se a dinâmica no terreno mudar, mas clarifica que não existe qualquer processo em curso actualmente. Em Kiev, a reação foi idêntica. O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano confirmou que o formato atual de mediação esgotou-se. Andriy Sybiha defende agora um novo impulso diplomático, sugerindo o envolvimento mais direto da Europa ou mesmo um encontro direto ao mais alto nível entre os dois presidentes, Zelensky e Putin, para tentar desbloquear o atual impasse político.

E o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, convidou formalmente Volodymyr Zelensky a participar na cimeira de líderes do pacto militar, que se vai realizar em Ankara, na Turquia, nos dias 7 e 8 de julho.

Rutte anunciou este convite durante uma conferência de imprensa em Helsinborg, na Suécia, depois da reunião dos Negócios Estrangeiros na Aliança. O secretário-geral manifestou inteira confiança na comparência presencial do chefe de Estado ucraniano. Rutte debateu antes desta conferência com o secretário de Estado norte-americano sobre o compromisso coletivo de aumentar rapidamente a produção industrial de defesa. Rubio indicou que o encontro em Ankara vai servir também para debater o descontentamento manifestado por Donald Trump relativamente ao funcionamento da NATO. Kiev encara a cimeira de Ankara como um palco essencial para blindar o apoio militar contínuo e garantir novos pacotes de ajuda face à agressão militar da Rússia.

E Diana, os bombardeamentos aéreos russos provocaram, pelo menos, cinco mortos e 52 feridos em várias regiões da Ucrânia nas últimas 24 horas.

Na cidade de Dnipro, um ataque maciço com drones kamikaze feriu 20 pessoas, incluindo duas crianças de nove meses e seis anos, além de um jovem de 13 anos que permanece hospitalizado em estado moderado. No total, as defesas aéreas ucranianas conseguiram abater 115 dos 124 aparelhos não tripulados lançados por Moscovo. Em paralelo, na cidade de Druzhkivka, em Donetsk, a aviação russa lançou três bombas guiadas, matou três homens e feriu outros quatro civis. Pouco depois, um drone russo atingiu diretamente um veículo civil em movimento na mesma cidade, provocando a morte instantânea de um habitante de 52 anos e ferindo gravemente o condutor.

A Guerra Traduzida está de regresso na próxima semana.