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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, o espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana, bem como da imprensa russa, hoje com edição do jornalista Martim Madeira. Boa noite, Martim.
Boa noite.
Falamos da Bélgica, que vai entregar três caças F-16 à Ucrânia, isto já até o final do ano.
É o destaque principal de hoje no jornal "The Kyiv Independent". O presidente ucraniano confirmou que a Bélgica vai transferir três aviões de combate F-16 para as Forças Armadas Ucranianas até ao final deste ano de 2026. Zelensky revelou ainda que a Ucrânia já recebeu os primeiros lotes de munições de emergência para estes caças, que foram enviados por outros países, como a Bélgica e Espanha, que são parceiros da Ucrânia. O reforço da frota aérea é visto por Kiev como um passo crucial pra tentar travar a intensidade dos bombardeamentos russos sobre as cidades e as infraestruturas do país.
E isto numa altura, Martim, em que unidades ucranianas estão neste momento a testar novos drones intercetores contra aeronaves a jato.
De acordo com o jornal "The New Voice of Ukraine", várias equipas de combate na linha da frente já estão a operar estes novos drones de interceção rápida. São dispositivos não tripulados, que foram desenvolvidos especificamente pra combater e abater os drones de ataque russo, que são movidos a propulsão a jato e que têm dado graves problemas às linhas da frente ucranianas. A introdução desta tecnologia no terreno surge numa altura em que analistas militares alertam para os riscos de um inverno difícil, com Moscou a intensificar os ataques aéreos a alta velocidade. Os militares ucranianos procuram assim uma solução mais barata e mais eficaz para proteger o espaço aéreo sem esgotar os mísseis e as defesas antiaéreas das baterias, especificamente as baterias Patriot, que são norte-americanas.
Nas últimas 24 horas, a ofensiva russa mantém-se. Desta vez, mísseis balísticos caíram junto a um prédio em Kiev, mas desta vez não detonaram.
É uma notícia que tá em destaque no jornal "Ukrainska Pravda". Durante a vaga de bombardeamentos noturnos promovidos pela Rússia contra a capital ucraniana, dois mísseis balísticos caíram nas imediações de edifícios de habitação no distrito de Holosiivskyi. Apesar da violência do impacto na zona urbana, estes dois explosivos acabaram por não detonar. As equipas especializadas na desativação de explosivos deslocaram-se rapidamente pro local e conseguiram neutralizar essas ogivas em segurança, evitando uma tragédia entre os moradores que tinham sido retirados do prédio.
Voltamos a falar de um país europeu, desta vez a Dinamarca, que aprovou um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia. Falamos, Martim, de 250 milhões de euros.
É o que avança o jornal "Holos Ukrayiny". O presidente do Parlamento Ucraniano esteve reunido com o homólogo dinamarquês para definir os termos deste novo pacote de assistência financeira e militar. A verba de 250 milhões de euros vai ser canalizada através do chamado modelo dinamarquês, que consiste no financiamento direto à produção de armas e equipamentos dentro da própria indústria de defesa ucraniana. Kiev considera este mecanismo de cooperação como um exemplo a seguir por outros países europeus para acelerar a entrega no terreno.
E é assim que terminamos este episódio da "Guerra Traduzida", versão Ucrânia. Voltamos já a seguir com os destaques da imprensa russa.