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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Seguimos com a imprensa ucraniana, com a Diana Rosa, e começamos com a vaga de ataques russos a território ucraniano. Subiu para 26 o número de pessoas feridas.
O governador da região de Dnipropetrovsk indica que os ataques atingiram seis cidades e adianta que os militares russos utilizaram drones, artilharia e bombardeamentos aéreos. Além de Dnipropetrovsk, houve cidades como Kryvyi Rih, Silnyvnkyvne, Kamianske, Nikopol e Samaryvskyi que foram também atingidas. Entretanto, as Forças Armadas da Ucrânia disseram que as defesas aéreas interceptaram mais de 500 drones e quatro mísseis de cruzeiro durante a última noite. Por outro lado, as defesas aéreas russas abateram 50 drones ucranianos de longo alcance nas últimas horas, diz o Ministério da Defesa. De acordo com Moscovo, os aparelhos aéreos não tripulados foram abatidos sobre sete regiões russas. A península da Crimeia, anexada, e o mar de Azov também entram nestas contas.
E já houve resposta militar da Ucrânia a estes ataques.
A Ucrânia intensificou contra-ataques com drones relativamente a alvos energéticos russos. Kiev reivindica uma vaga de ataques bem-sucedidos contra infraestruturas petrolíferas e militares e descreve a operação como uma resposta directa e justificada às mais recentes agressões de Moscovo. Zelenskyy vai ao público sublinhar que as forças ucranianas estão totalmente legitimadas a atingir a máquina de guerra russa na sua origem. Fontes de segurança da Ucrânia garantem que a nova estratégia de retaliação com recurso à frota de drones de longo alcance está a surtir efeito, conseguindo perturbar a logística de combustível das tropas da Rússia. Os analistas internacionais admitem que esta escalada na capacidade de ataque profundo por parte de Kiev pode representar um ponto de viragem crucial no desenrolar do conflito, numa altura em que as defesas aéreas ucranianas continuam sob forte pressão e a exigir mais apoio do Ocidente.
E Zelenskyy apela a que a Europa nomeie um negociador único para eventuais conversações de paz com Moscovo.
O líder ucraniano defende que o continente europeu tem de mostrar uma voz firme e uma presença incontornável para evitar que o destino da Ucrânia seja decidido sem a participação directa dos principais blocos comunitários. O apelo surge num momento em que o Kremlin veio a público afirmar que o processo de paz está formalmente em pausa, embora Moscovo mantenha a expectativa de que os contactos possam ser retomados sob certas condições. Na perspectiva de Kiev, qualquer aproximação futura exige uma liderança europeia forte e coesa. Entretanto, nos bastidores da diplomacia regional, há sinais de reaproximação. Arranquem esta semana as conversações bilaterais entre Kiev e Budapeste sobre os direitos das minorias da Hungria e da Ucrânia. Este encontro é visto como um esforço crucial para redefinir as relações com a Hungria, depois de anos de tensões políticas com o anterior governo de Viktor Orbán, que ameaçavam bloquear o avanço da Ucrânia rumo à União Europeia.
E a Bielorrússia iniciou exercícios nucleares com a Rússia, dias depois de Zelensky alertar sobre ataques à Ucrânia e à NATO.
A Bielorrússia diz que esses exercícios servem para melhorar a prontidão das Forças Armadas no uso de meios modernos de destruição, incluindo munições especiais. Os exercícios ganham ainda mais importância porque ocorrem numa altura em que são crescentes os alertas de Kiev de que a Rússia está a tentar arrastar a Bielorrússia para uma situação ainda mais grave na guerra contra a Ucrânia. Minsk diz que a característica fundamental dos exercícios é testar a capacidade das Forças Armadas de conduzir operações de combate a partir de locais não planeados em todo o país.
E a "Guerra Traduzida" está de regresso amanhã.