Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Começa agora mais um episódio da "Guerra Traduzida", especial Irão, para acompanhar as guerras no Médio Oriente. Passamos em revista a imprensa internacional dos Estados Unidos e também do Médio Oriente. A edição de hoje é com o jornalista Carlos Pedro. Boa tarde, Carlos.
Boa tarde, Miguel.
Carlos, começamos com os Estados Unidos e o Irão que continuam em desacordo.
É destaque no site da agência Reuters o facto de Teerão e Washington não terem alcançado progressos para a retoma do acordo de paz provisório assinado no mês de junho. Era um acordo que previu cessar-fogo completo em 60 dias ou 60 dias depois da assinatura desse memorando, mas o processo decorre nesta altura sem qualquer tipo de avanço. Entre os motivos para o desacordo, continua a elaboração de um cronograma para a implementação dos compromissos de parte a parte, diz a Reuters, que cita uma fonte próxima das negociações. O impasse ganhou força ontem, quando Donald Trump voltou a atacar publicamente a liderança iraniana. "O Irão só fala e não age. O valentão do Médio Oriente não existe mais", foi o que escreveu o líder da Casa Branca na Truth Social. Este novo apontar de dedo volta a baixar as expectativas de uma saída negociada para esta crise.
Mas subsiste aqui a dúvida sobre se o memorando de entendimento estará ainda em vigor ou não.
E deverá estar presente essa dúvida na cabeça dos líderes de ambos os países, até porque há pouco mais de um mês Trump disse que o pacto estava encerrado. Isto já depois de os norte-americanos terem violado o acordo 48 horas depois do primeiro anúncio. Mais recentemente, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros referiu que este acordo estava suspenso. Do Irão veio também um desmentido após a agência turca Anadolu dizer que Teerão e Washington tinham acordado um prolongamento do prazo do período para implementação do acordo final, mas a agência Reuters cita uma fonte iraniana para dizer que o prolongamento do prazo não foi discutido por duas razões. Primeiro, o facto de o Irão considerar que este período ainda não começou e também por considerar que os norte-americanos se afastaram do acordo após os primeiros ataques que se seguiram à assinatura do memorando de entendimento. Ou seja, na prática, os iranianos parecem ter esquecido, de facto, o documento assinado há cerca de dois meses.
Prova disso, talvez, é que continuam os ataques aos navios nas rotas comerciais do Golfo, nomeadamente em Ormuz.
Era a principal entrada marítima do Golfo e concentrava cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Falando do petróleo Brent, referência europeia, desde fevereiro, o preço chegou aos $126 por barril, no pico dos preços do petróleo. Desde então, estes preços têm sido voláteis e para isso muito têm contribuído alguns episódios de tensão, nomeadamente em Ormuz, mas não só. Na terça-feira, um suposto ataque dos houthis do Iémen contra um pequeno navio cargueiro matou quatro tripulantes no estreito de Bab el-Mandeb e ainda um helicóptero da Marinha dos Estados Unidos que disparou dois mísseis para desativar o sistema de direção de um cargueiro com a bandeira do Panamá, isto de acordo com as Forças Armadas norte-americanas. Hoje, e falando novamente os preços do petróleo, os contratos futuros do Brent eram negociados ao início da manhã em torno dos $88 por barril, enquanto o petróleo norte-americano West Texas estava próximo dos $83 por barril.
Acabamos, Carlos, com uma troca de galhardetes entre Teerão e Washington. O Irão fez troça com o erro de Donald Trump.
Pior que notícias falsas é informação falsa. Na rede social X, Abbas Araghchi começou por escrever isto e depois que os Estados Unidos há muito tempo que trazem ou que fazem cálculos errados devido a falhas de informação. E se a guerra contra o Irão já foi um erro, diz este ministro iraniano, agora houve outro erro de cálculo ainda maior, acrescenta Abbas Araghchi. O governante refere-se à informação avançada por Donald Trump de que o estreito de Ormuz já estava sob o controlo total dos Estados Unidos, uma informação que foi, entretanto, desmentida pelo Irão.
Tudo dito no episódio de hoje da "Guerra Traduzida", especial Irão, sobre os conflitos no Médio Oriente. A "Guerra Traduzida" está de volta esta tarde. A edição de hoje foi com o jornalista Carlos Pedro.