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O que dizem, o que escrevem, o que comunicam os meios de comunicação social na Rússia e na Ucrânia. Isso é o que detalhamos sempre na Guerra Traduzida aqui na Rádio Observador. Hoje vamos começar com a imprensa da Rússia, neste dia 4 de abril, dia 771 da invasão russa à Ucrânia. É um trabalho do jornalista Rui Casanova e para começar temos uma declaração de Sergey Lavrov: o Ocidente quer que todos os membros da NATO ajudem a Ucrânia enquanto Kiev continuar a lutar contra a Rússia.
É uma crítica do ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia que surge neste dia da NATO. A Aliança Atlântica faz 75 anos e também numa altura em que os ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança estão reunidos em Bruxelas e o apoio à Ucrânia é precisamente um dos temas em cima da mesa. Ora, neste contexto, Sergey Lavrov afirma que estes países querem transformar a ajuda militar voluntária à Ucrânia em ajuda militar obrigatória sob os auspícios da NATO. São declarações do ministro que surgem numa reunião com embaixadores estrangeiros da Rússia, são citadas estas declarações pela agência TASS. Era mesmo a notícia que fazia manchete esta manhã nesta agência de notícias estatal russa. A TASS recorda ainda nesta notícia, neste artigo, que recentemente Putin afirmou que hoje o potencial militar e as capacidades de quase todos os principais membros da NATO estão a ser utilizados ativamente contra a Rússia.
E nesta sequência surge um aviso à NATO, desta vez do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros.
"Qualquer ameaça à segurança russa por parte dos países da NATO vai ter uma resposta". É o que afirma o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, em declarações à agência estatal RIA Novosti. Alexander Grushko alerta que a guerra pode ultrapassar as fronteiras geográficas com o resultado de, e passo a citar, "ações aventureiras de um ou dois países membros da NATO". Recordar que também recentemente as autoridades russas têm alertado que o envio de tropas da NATO para a Ucrânia, para o terreno de guerra, vai tornar inevitável o conflito entre a Aliança Atlântica e o Kremlin.
E hoje Vladimir Putin voltou a pronunciar-se sobre o ataque terrorista numa sala de espetáculos em Moscovo.
Um ataque que aconteceu faz amanhã duas semanas e que continua muito em destaque nos órgãos de informação estatais da Rússia. Ora, o presidente russo não tem dúvidas, o objetivo deste ataque foi prejudicar a união da Rússia. São declarações de Vladimir Putin, aqui citadas pelo canal estatal KP. De resto, o presidente da Rússia já prometeu que todos os envolvidos neste ataque vão ser punidos. Falamos de um ataque que aconteceu há quase duas semanas numa sala de espetáculos em Moscovo. Foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico. Putin, a Rússia, de forma geral, tem acusado a Ucrânia de estar envolvida. A Ucrânia nega. Certo é que pelo menos 144 pessoas morreram neste ataque, incluindo crianças.
Mudamos a agulha para a imprensa livre e independente da Rússia. Dentro do possível, claro. O canal Meduza tem hoje em destaque uma notícia sobre Alexei Navalny.
Que recebeu o Prémio Dresden. Esta notícia está em destaque no canal independente Meduza. Falamos do prémio internacional de paz atribuído a pessoas que fizeram contribuições notáveis nesse sentido, da paz mundial. A cerimónia da entrega de prémio, que vai ser entregue a título póstumo, vai acontecer precisamente em Dresden, na Alemanha, no dia 12 de maio. O prémio vai ser recebido pela viúva de Alexei Navalny, Yulia Navalnaya. O Prémio Dresden da Paz é concedido desde 2010. Vai ser agora entregue a título póstumo a Alexei Navalny, que morreu a 16 de fevereiro, este principal opositor do regime de Vladimir Putin. A prisão onde estava, as autoridades russas falam numa morte acidental. O Ocidente afirma que Vladimir Putin esteve envolvido na morte de Alexei Navalny, agora vai receber este título, este Prémio Dresden para a Paz.
São os destaques da imprensa russa.