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Segunda parte da Guerra Traduzida com a Diana Rosa. Continuamos a olhar agora para os jornais russos. Diana, o Kremlin volta a insistir que está pronto para uma próxima ronda de negociações de paz, mas acusa a Ucrânia de não estar com muita pressa.
Tem dito isso várias vezes nos últimos dias, Dmitry Peskov, a partir do momento em que se colocou a hipótese de os Estados Unidos voltarem a ajudar a Ucrânia, que a Rússia tem dito todos os dias que está pronta para uma próxima ronda de negociações. A Ucrânia, que tal como a Turquia e vários líderes da União Europeia, tem constatado que essas reuniões de pouco serviram, uma vez que a Rússia não quer baixar a guarda e faz exigências impossíveis de atender. Ora, nas últimas horas, o porta-voz do Kremlin diz que Kiev está claramente a demorar, que a Rússia ainda está à espera de propostas sobre os cronogramas que vão definir as várias fases de um acordo e que está preparada para uma terceira ronda em Istambul. O último encontro durou pouco mais de uma hora. As delegações comunicaram-se em russo. Houve muito poucos avanços, nada além do acordo sobre trocas de prisioneiros. As partes trocaram documentos que demonstravam as respectivas visões sobre vários aspectos da resolução do conflito. O assessor presidencial de Putin, Vladimir Medinsky, principal negociador da Rússia, afirmou que Moscovo submeteu um memorando em duas partes a Kiev, mas ainda não houve resposta. O caminho para a paz, até agora, Luís, nem vê-lo. Isto é uma notícia da TASS.
Diana, a Hungria recusa-se a financiar entregas de armas dos Estados Unidos à Ucrânia.
É o caso deste pacote que Washington vai enviar e de que há pouco falávamos, das armas que vão ser pagas a 100% pela NATO. O ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros, citado pela imprensa russa, espera ainda que o facto de os Estados Unidos voltarem a enviar armas para Kiev não signifique que estão a desistir dos esforços para resolver o conflito. Peter Szijjártó sublinha que dinheiro, armas e soldados húngaros não vão ser enviados para a Ucrânia, nada será enviado para lá. É precisamente desta forma que se manifesta o diplomata húngaro, que considera que ninguém faz tanto pela paz na Ucrânia quanto Donald Trump. Culpa os líderes europeus e ucranianos por tentar obstruir as ações do presidente norte-americano nos últimos meses. Isto, claro, segundo as alegações da Hungria, diz que estes esforços de paz podiam ter sido muito mais bem sucedidos. Peter Szijjártó acredita ainda que o encontro na Malásia entre o ministro russo dos Negócios Estrangeiros e Mark Rubio, o secretário de Estado norte-americano, é um bom sinal para todos.
E entretanto, Diana, os especialistas alemães dizem que o sistema de mísseis antiaéreos Patriot, que os Estados Unidos vão enviar à Ucrânia, é incapaz de resistir de forma independente aos ataques de drones russos.
Carlo Masala, especialista em defesa e professor de Política Internacional na Universidade de Munique, foi entrevistado pelo jornal Der Tagesspiegel, citado pelo Izvestia, diz que o Patriot sozinho não é suficiente para lidar com o grande número de drones utilizados pela Rússia. De acordo com o especialista, os equipamentos da Patriot devem ser acompanhados por investimentos em antidrones ucranianos. Por isso, juntamente com os sistemas de defesa aérea, devem ser enviados para a Ucrânia mísseis Spike, drones capazes de interceptar drones russos e também diversas munições para outros sistemas de defesa aérea.
E também a notícia, Diana, de que a Ucrânia matou os agentes russos responsáveis pelo assassinato de um oficial dos serviços secretos de Kiev.
As secretas ucranianas revelaram ontem que conseguiram localizar e matar os envolvidos nesse crime. O coronel Ivan Voronysh, oficial do SBU, referido aqui muitas vezes na Guerra Traduzida, foi morto a tiro em Kiev na quinta-feira. Os supostos assassinos, um homem e uma mulher, foram posteriormente localizados e mortos num tiroteio com forças ucranianas. A operação especial foi conduzida ontem durante a manhã, durante a qual os membros do grupo de agentes russos do FSB ofereceram resistência. Acabaram, portanto, por ser eliminados. A agência não especificou quantas pessoas foram mortas durante a operação, mas divulgou um vídeo em que aparecem dois corpos no local. De acordo com o SBU, a suposta equipa de assassinos tinha feito vigias ao coronel Voronysh e estudou a rotina diária deste militar antes do assassinato.
É notícia de fecho desta edição da Guerra Traduzida, que está de regresso amanhã.