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Mais um episódio de Guerra Traduzida. Olhamos, como prometido, para a imprensa da Rússia neste dia 30 de novembro. É um trabalho do jornalista Rui Casanova, com a colaboração da Larissa Tovmazian. Rui, começamos com ataques em Donetsk. A Rússia afirma que só nas últimas 24 horas a Ucrânia perdeu uma centena de soldados.
É uma informação em destaque no canal KP. Várias unidades militares, em cooperação com a aviação e artilharia, derrotaram três brigadas das Forças Armadas Ucranianas. As perdas do lado da Ucrânia chegam aos 100 militares. Além disso, as Forças Armadas de Kiev perderam também um tanque, dois veículos de combate e três outros veículos. É o que indica um relatório do Ministério da Defesa, aqui citado pelo canal KP.
O jornal Izvestiya também tem atualizações do que se vai passando no terreno.
Sim, dados semelhantes. Mais um comunicado, mais um relatório do Ministério da Defesa da Rússia, que como destacamos diariamente aqui na Guerra Traduzida, tem sempre estas informações atualizadas sobre o que se vai passando no terreno. O jornal Izvestiya destaca que as tropas russas responderam a dois ataques de grupos de assalto das Forças Armadas da Ucrânia na região de Kupiansk, precisamente onde Volodymyr Zelensky esteve a visitar tropas. Falamos disso há pouco no episódio anterior de Guerra Traduzida. Nestas hostilidades, diz a Rússia, a Ucrânia perdeu 45 militares e também dois veículos de combate.
E no sul da Ucrânia, uma explosão danificou uma central termoelétrica.
Sim, a informação é confirmada pelas autoridades ucranianas, aqui citadas pelo canal KP. A explosão surge na sequência de bombardeamentos. A empresa estatal de energia da Ucrânia, a Ukrenergo, já tinha dado conta de uma escassez de eletricidade no sistema energético ucraniano, não só devido aos bombardeamentos, mas também devido ao mau tempo. É uma informação curiosamente em destaque na imprensa estatal russa, que dá conta desta explosão numa central termoelétrica, que dificulta ainda mais a vida aos civis ucranianos no meio deste mau tempo que também se vai fazendo sentir no país, e demos conta disso mesmo no episódio de ontem de Guerra Traduzida.
E Rui, agora é oficial, o Supremo Tribunal da Rússia classificou o movimento LGBT como extremista. É uma informação que faz manchete no canal independente Meduza.
Sim, no dia 17 de novembro, o Ministério da Justiça pediu a proibição das atividades do movimento cívico LGBT internacional na Rússia, ao abrigo da norma de combate às atividades extremistas que tinha sido aprovada em julho do ano passado. As autoridades russas entendem e detectaram tendências extremistas no movimento LGBT que, dizem, incluem incitamento ao ódio social e religioso. Já mais recentemente, em novembro do ano passado, o Parlamento da Rússia aprovou uma lei que proíbe completamente a publicidade LGBT. Agora, um ano depois, o Supremo Tribunal Russo classifica este movimento como extremista. É uma informação que não tem tanto a ver com a guerra, com o que se vai passando no terreno, mas que também nos mostra até onde vai a censura do Kremlin.
Que considera o movimento LGBT, como o Rui aqui nos explicava, extremista. É uma decisão do Supremo Tribunal da Rússia com que fechamos esta Guerra Traduzida. Estamos de regresso na próxima semana.