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"Guerra Traduzida" especial no Irão. Passamos em revista os destaques da imprensa do Médio Oriente e dos Estados Unidos. A edição de hoje é com o jornalista Carlos Pedro. Boa tarde, Carlos.
Boa tarde, João.
E vamos olhar para o fim de semana que passou e em especial para a última noite. Foi o nono dia consecutivo de ataques entre Estados Unidos e Irão. Entretanto, o Irão avisa que não vai sair de Ormuz uma única gota de petróleo.
Isto porque dois petroleiros explodiram e ficaram imobilizados no estreito de Ormuz. No seguimento deste caso, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão dá conta de dois navios parados e atingidos por ataques enquanto tentavam transitar por uma rota sul do estreito de Ormuz. Em comunicado, a autoridade militar iraniana, citada pela agência Reuters, diz que não há vítimas. Diz também a Guarda Revolucionária do Irão que o estreito de Ormuz permanece inseguro devido às agressões dos Estados Unidos.
E o Irão diz também, Carlos, que tem tudo preparado para qualquer infiltração terrestre do exército norte-americano.
A Guarda Revolucionária do Irão diz-se preparada para neutralizar imediatamente qualquer incursão do inimigo perante esta ameaça. Os iranianos garantem num comunicado citado pela Al Jazeera que as forças terrestres do país contam com equipamentos modernos, treino contínuo e capacidade operacional aprimorada, estando no mais alto nível de prontidão contra qualquer infiltração ou invasão dos Estados Unidos da América. É o que diz o exército do Irão depois de mais uma noite de ataques por parte de Washington.
E estas ofensivas serviram como resposta a outros ataques iranianos aqui com a questão de terem morrido três militares norte-americanos.
Sim, João. Para Donald Trump, os ataques desta última madrugada foram uma espécie de homenagem a estes militares. Trump fala em grandes patriotas. São três militares norte-americanos que morreram. Entretanto, um quarto militar está desaparecido, presumindo-se que esteja também morto após um ataque com um míssil iraniano a uma base norte-americana localizada na Jordânia, o que diz a agência Reuters. Dar conta ainda do mercado energético do petróleo, no seguimento do aumento das tensões no Médio Oriente, o preço do barril de Brent ultrapassou hoje os US$ 90 por barril. E apesar destes ataques do Irão, Marco Rubio diz que os norte-americanos estão sempre abertos à diplomacia. É uma garantia deixada pelo secretário de Estado norte-americano. "Penso que estamos sempre abertos à diplomacia, tem que ser algo genuíno. O Irão deveria ter divulgado uma declaração há uma semana a dizer que o estreito de Ormuz estaria aberto e que não atacariam mais navios. Em vez disso, atacaram três navios. Eles não estão a cumprir o acordo. O estreito deve estar aberto, isento de portagens, isento de ataques, isento de tudo aquilo que estão a fazer contra estes navios. Por isso, não pode haver um memorando de entendimento válido se eles estiverem a violar os seus termos. O que posso dizer é que os Estados Unidos permanecem sempre abertos a uma solução diplomática. Já tentamos várias vezes com o Irão e continuaremos a tentar. Se essa porta se abrir, ficaremos felizes por vê-la aberta e eles continuam a enviar sinais de que querem dialogar, mas é ao seu comportamento que estamos a reagir e o seu comportamento consiste em lançar mísseis e drones contra navios, incluindo esta noite." "Se essa porta se abrir, ficaremos felizes por vê-la aberta", diz o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Fechamos ainda na Agência Tasnim, que pede à Agência Internacional de Energia Atómica para condenar um ataque dos Estados Unidos, em concreto, o ataque dirigido contra a central nuclear de Darkovaine, no sudoeste do Irão. Os iranianos dizem que deve haver uma condenação por parte da comunidade internacional, em especial da Agência das Nações Unidas para a Energia Atómica. Ismail Baghai, porta-voz do governo iraniano, critica o silêncio deste organismo.
Tudo dito neste episódio da guerra traduzida do Irão, esta segunda-feira com o jornalista Carlos Pedro. Até amanhã.
Até amanhã.