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Avançamos para mais um episódio de Guerra Traduzida, agora com destaque para a imprensa da Ucrânia. É um trabalho do jornalista Rui Casanova, feito em colaboração com a Tânia Linik. Rui, começamos com os ataques da última noite da Rússia à Ucrânia. A imprensa de Kiev descreve estes ataques como maciços.
É a expressão utilizada pelo canal ucraniano TCN. Adianta que a Rússia realizou um ataque maciço à Ucrânia na última noite, com recurso a mísseis de cruzeiro e drones de ataque. O inimigo, é a expressão utilizada pelo canal TCN, visou sobretudo instalações militares e infraestrutura crítica da Ucrânia. O canal TCN escreve um longo artigo com tudo o que sabe sobre estes bombardeamentos que aconteceram na última noite. É um longo artigo com muitos detalhes, números, fotografias e vídeos, também imagens das televisões ucranianas. De acordo com o canal TCN, durante estes ataques, os invasores, novamente uma expressão utilizada pelo canal TCN, dispararam até 40 mísseis de cruzeiro e 35 drones na Ucrânia. O canal TCN divulga também fotografias das consequências destes ataques, com zonas rurais a arder, prédios destruídos, mas até agora não há ainda informação oficial de vítimas ou danos.
A imprensa ucraniana destaca, Rui, que este foi o 16° ataque russo neste mês de maio.
Sim, temos destacado aqui na Guerra Traduzida que este tipo de ataques por parte da Rússia à Ucrânia têm sido cada vez mais frequentes, ataques noturnos da Rússia à Ucrânia com recurso a bombardeamentos em várias cidades, com destaque para Kiev e sobretudo em zonas civis. Esta manhã houve novos ataques depois dos bombardeamentos da última noite e o jornal Pravda, outro jornal ucraniano, dá destaque a estes ataques. Cita aqui o chefe da administração militar da cidade de Kiev, que não tem dúvidas: a Rússia mudou de tática. Após longos ataques exclusivamente à noite, atingiu agora cidades durante o dia, quando a maioria dos moradores estava no trabalho e a circular pelas ruas. Ou seja, de acordo com o chefe da administração militar da cidade de Kiev, os russos demonstram claramente que visam a destruição da população civil. É o que adianta aqui o chefe da administração militar da cidade de Kiev numa reação a estes ataques. De acordo com esta autoridade, durante o ataque desta manhã da Rússia, as forças de defesa aérea da Ucrânia conseguiram eliminar com sucesso todos os alvos aéreos inimigos com recurso à defesa antiaérea da Ucrânia.
E Rui, um combatente das Forças Armadas da Ucrânia afirma que o grupo Wagner foi destruído.
Sim, é a versão do fundador e comandante da Legião Nacional da Geórgia. Em entrevista a uma televisão ucraniana, Mamuka Mamulashvili afirma que o grupo Wagner foi praticamente destruído em Bakhmut. Já tinha sido notícia, de resto, a retirada deste grupo de mercenários russos desta cidade do leste da Ucrânia. Este militar afirma também que apesar desta informação, de acordo com ele, o grupo Wagner praticamente já não existe na cidade de Bakhmut. Afirma que, apesar disso, a situação continua crítica nesta cidade, os combates continuam críticos, é a expressão utilizada nesta entrevista. Esta informação ainda não foi confirmada oficialmente nem por parte da Ucrânia, nem por parte da Rússia. Certo é que o secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia adianta que alguns membros do grupo Wagner estão a retirar-se de Bakhmut, mas os invasores, é a expressão utilizada por ele, estão a reagrupar-se e vão continuar a atacar nesta cidade do leste da Ucrânia.
Uma mulher de Odessa que angariou dinheiro para as tropas russas foi condenada a 11 anos de prisão.
Falamos de uma mulher de Odessa que organizou uma iniciativa para angariar fundos e dinheiro para parentes, familiares que estavam a lutar do lado da Rússia e que participaram na captura de Mariupol no ano passado e parte da região de Kherson. Esta mulher foi investigada pelos serviços secretos da Ucrânia, foi detida em dezembro do ano passado e foi agora condenada a 11 anos de prisão. De acordo com as autoridades ucranianas, esta mulher era cúmplice dos serviços russos, angariou dinheiro para favorecer as tropas russas e por isso foi agora condenada a 11 anos de prisão. É aqui mais uma notícia do jornal Pravda.
E é assim, com esta notícia que fechamos este episódio, neste dia 460 da invasão russa da Ucrânia. O jornalista Rui Casanova passou em revista a imprensa ucraniana deste dia 29 de maio.