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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, o programa em que, como é habitual, trazemos os destaques da imprensa russa e ucraniana. Conosco está a jornalista Diana Rosa. Boa tarde, Diana.
Boa tarde, Luís. Boa sexta-feira.
Obrigado, igualmente. Hoje começamos com os jornais russos e com a notícia que está a marcar o dia, o ataque das tropas russas a infraestruturas energéticas da Ucrânia com mísseis ATACMS. Foram atingidos pontos cruciais.
O ataque foi realizado com a ajuda de armas aéreas e marítimas de longo alcance e alta precisão, bem como drones de ataque. Moscovo diz que é a resposta aos ataques ucranianos a um aeródromo militar russo em Tangaro. O Kremlin afirma que o ataque da última noite à Ucrânia atingiu instalações de energia e combustíveis que são, de facto, importantes e que sustentam a atividade das empresas de defesa ucranianas. É pelo menos isso que consta de um relatório do governo russo. De acordo com o documento, o ataque de alta precisão atingiu todos os alvos planeados. Na sequência deste bombardeamento, a Ukrenergo, a empresa energética da Ucrânia, anunciou restrições no fornecimento de energia. Danos à infraestrutura foram relatados em diversas regiões do país.
Falamos ainda de outro ataque, desta feita a um campo de aviação fechado em Kiev.
É o que adianta o coordenador da resistência pró-Rússia Nikolaev, à Ria Novosti. Sergey Lebedev diz que a explosão foi ouvida um minuto depois da meia-noite. O local atingido fica perto de outro campo de aviões que pertence à Universidade de Aviação. Segundo relatos da Resistência, é um local onde ainda decorrem treinos a pilotos. Há também edifícios residenciais e escritórios, assim como armazéns. Na mesma área, existe ainda a estação ferroviária de Kiev-Volynsky, com muitos armazéns e uma zona industrial com oficinas de produção. Foi uma noite em que a Rússia não deu tréguas ao centro da Ucrânia. É uma notícia da RIA.
Donald Trump convidou Xi Jinping para a cerimónia da tomada de posse em janeiro, nos Estados Unidos, mas não convidou Vladimir Putin e essa falha, Diana, não passou despercebida à imprensa russa.
A cerimónia está marcada para o dia 20 de janeiro do próximo ano. O Kremlin fez questão de assinalar que o presidente russo não recebeu o convite e disse-o em declarações de Dmitry Peskov aos jornalistas. A Agência TASS, que publica este artigo, diz que já questionou a embaixada chinesa em Washington para saber se Xi Jinping recebeu mesmo a missiva da equipe republicana, mas a emissão diplomática da China não respondeu. No entanto, de acordo com a CBS News, há vários altos representantes estrangeiros que devem comparecer à cerimônia, incluindo o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.
Destaque ainda na imprensa russa para a Moldávia, que decretou estado de emergência, isto em resposta a um possível corte no fornecimento de energia da Rússia.
E também enquanto a Ucrânia se prepara para interromper o trânsito de gás através do território no mês que vem. A medida de emergência entra em vigor na próxima segunda-feira e assim ficará por 60 dias. O governo da Moldávia quer mitigar uma potencial crise humanitária. O governo do país tem trabalhado para reduzir a dependência da energia russa desde o início da guerra na Ucrânia, ao comprar gás a fornecedores europeus. No entanto, a região separatista da Transnístria, apoiada por Moscovo, continua a receber gás russo a um preço fixo relativamente baixo. É uma região que declarou o seu próprio estado de emergência energético no início desta semana. É uma notícia do Moscow Times.
Diana, o governo russo aprovou um plano para reduzir o consumo de álcool no país.
Até 2030, os objetivos têm de ser alcançados. É o que adianta o Ministério Russo da Saúde. Com este plano, Moscovo quer contribuir para a diminuição da mortalidade e da incapacidade associada ao consumo. O novo conceito pretende fortalecer um estilo de vida saudável. O plano contém 29 medidas para desenvolver um sistema de prevenção, melhorar a qualidade e acessibilidade dos cuidados médicos às pessoas com dependência de álcool e desenvolver também um sistema de reabilitação médica. Vão ser analisadas várias regiões no que diz respeito à regulamentação dos horários de venda a retalho de bebidas alcoólicas fortes, o que consideram fortes, não é aqui especificado. Vão ser também apresentadas propostas para a introdução de restrições à exposição de bebidas alcoólicas nas caixas das lojas e dos supermercados.