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Guerra traduzida na Rádio Observador. Passamos agora em revista os destaques da imprensa russa com Laura Figueiredo. Laura, o Kremlin rejeita parar os ataques à Ucrânia durante possíveis negociações.
No Conselho de Segurança das Nações Unidas, o chefe da diplomacia russa avisou que Moscovo não vai suspender a operação militar especial durante negociações com a Ucrânia, mas sublinha que o país está preparado para alcançar a paz. Sergei Lavrov afirma que a liderança russa aprendeu com a amarga experiência do passado e rejeita, por isso, qualquer suspensão dos combates na linha da frente. De acordo com a agência TASS, o diplomata russo afirmou também que a insistência dos países europeus numa trégua pretende apenas proporcionar um alívio tático e permitir o reabastecimento dos arsenais militares esgotados do regime de Kiev.
E a diplomacia russa admite alcançar objectivos da invasão da Ucrânia através da via diplomática.
Depois da reunião de hoje com o secretário de Estado norte-americano, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo emitiu um comunicado onde se pode ler que durante o encontro foi confirmada a incondicional fidelidade do lado russo ao alcance dos objectivos da operação militar especial, inclusive por via de resolução político-diplomática de conflito, com base na eliminação das causas profundas. A diplomacia russa refere também que foram abordados os preparativos para a cimeira do G20, em Miami, em dezembro, e ainda a eliminação de factores de irritação na relação entre Moscovo e Washington. Do mesmo modo, os dois lados concordaram em manter contactos directos. Para além disto, na reunião com Marco Rubio, terá também sido abordada pela Rússia a necessidade de uma célere recuperação das relações bilaterais, em conformidade com os acordos entre os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos.
Laura, quanto a um encontro entre Putin e Zelenskyy, o Kremlin assegura que o presidente da Ucrânia tem garantias de segurança para ir até Moscovo.
Zelenskyy tem vindo a repetir o apelo a negociações de paz com a Rússia, dizendo estar aberto a um cessar-fogo energético. Ora, esta quarta-feira, o Kremlin manifestou uma abertura para negociar os contornos de um acordo, mas apenas com a condição de que qualquer encontro entre Putin e Zelenskyy decorra na capital russa. De acordo com a presidência russa, o chefe de Estado da Ucrânia sabe perfeitamente quais as decisões que precisa de tomar para cessar as hostilidades. O porta-voz do Kremlin indica ainda que, apesar de não haver planos imediatos para uma nova reunião, Putin está pronto para se encontrar com Donald Trump.
E os Estados Unidos revelam que Vladimir foi convidado para a cimeira do G20.
Anúncio feito por Marco Rubio. A cimeira do G20 vai ter lugar em Miami entre os dias 14 e 15 de Dezembro. Até agora, o convite feito ao presidente russo ainda não foi aceite por Moscovo.
Laura, há regiões russas que estão a reintroduzir os limites na venda de combustível devido aos ataques ucranianos a refinarias.
É o que avança o Moscow Times. De acordo com este jornal russo, várias regiões da Federação Russa voltaram a impor restrições e racionamento na venda de gasolina e gasóleo, na sequência dos sucessivos ataques com drones ucranianos contra refinarias russas. Na província de Kaluga, por exemplo, as autoridades locais reinstalaram um sistema de racionamento baseado na matrícula dos veículos e proibiram a venda de combustível em bidões. Já no território de Zabaykalsk e na Sibéria, os postos de abastecimento fixaram um limite máximo de 15 litros por viatura, perante a queda acentuada das reservas locais. Também na região de Leningrado foi fixado um teto de 30 litros por veículo até o início de Outubro e com perto de 20% dos postos privados a suspenderem a actividade por falta de combustível. Para conter a escalada de preços internos, que já registam subidas superiores a 20% desde o início do ano, o governo russo prorrogou a proibição de exportações de gasolina até janeiro de 2027.
E fica por aqui esta edição da Guerra Traduzida, hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Regressa amanhã, Laura. Até amanhã.
Até amanhã.