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Guerra traduzida na Rádio Observador. Vamos analisar a imprensa da Ucrânia, um trabalho do jornalista Miguel Cordeiro, em colaboração com a Tânia Olinyk. E o destaque, Kuleba, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, que falou sobre a saída de Liz Truss, Miguel.
É praticamente a única reação oficial por parte da Ucrânia. O chefe do Ministério das Relações Exteriores está convencido que o nível de apoio do Reino Unido à Ucrânia não vai mudar devido à saída de Liz Truss desse cargo de primeira-ministra. Em declarações aos jornalistas, Kuleba diz: "Não se vão registar interrupções no apoio. Claro, esta é uma situação dramática. Ela é uma líder muito forte e ambiciosa, mas vivemos num mundo em que estas coisas acontecem". O chefe do Ministério das Relações Exteriores acrescenta que não sabe exatamente os motivos da demissão de Truss. Kuleba remata dizendo que: "Foi uma surpresa pra mim, porque conheço o caráter de Liz Truss. Trabalhámos juntos. Acho que houve algo interno no Partido Conservador que a levou a tomar esta decisão".
Em Kherson, uma das regiões anexadas pela Rússia, há registro de explosões na ponte.
Sim, numa altura em que se intensificam os combates nesta região. Temos notícia disso também aqui na Rádio Observador. Foram ouvidas explosões na ponte Antonivsky, em Kherson. A Ucrânia acusa a Rússia e a Rússia acusa a Ucrânia. Certo é que há explosões num dos principais acessos da cidade de Kherson. O portal TSN publica vários vídeos de explosões. Escreve que as autoridades russas em Kherson estão a preparar-se para deixar a cidade e mudarem-se para a margem esquerda do rio Dnieper, porque temem uma contraofensiva das Forças Armadas da Ucrânia. A Ucrânia aponta, por isso, este ataque à ponte como uma tentativa russa de limitar o acesso à cidade de Kherson, numa altura em que estará perto de se concluir esse processo de retirada das tropas russas.
Em Kiev, a capital ucraniana, os moradores não conseguem reduzir os consumos de energia e, por isso, há cortes.
Em Kiev e em outras cidades nos arredores da capital, as interrupções temporárias de energia começaram hoje às 21h20, bem cedo, de manhã. Escreve a prava ucraniana que isto acontece porque os moradores não conseguiram reduzir de forma suficiente esses consumos. O chefe da Administração Militar Civil Regional de Kiev, Oleksii Kuleba, diz que há um aumento no consumo de energia elétrica nesta região. Devido a isso, os apagões temporários foram forçados, começaram pelas 21h20. Ele diz também: "Apelo a todos. É necessário economizar eletricidade. Isto aplica-se a todos. Vamos desligar os aparelhos elétricos desnecessários, de chaleiras a aquecedores elétricos, de ferros a máquinas de lavar. Vamos tentar evitar ter ligados dispositivos que consumam energia". Os consumidores de energia elétrica da capital foram divididos em três grupos. Cada grupo vai ser desconectado durante um certo período de tempo. Foi criado até um site onde qualquer morador de Kiev pode inserir a morada e depois pode ver o horário em que é esperado que aconteçam interrupções de energia durante o dia e até durante toda a semana. A energética ucraniana diz que faz todos os esforços para garantir que as interrupções não durem mais do que quatro horas. No entanto, em alguns casos, devido à dimensão dos danos no sistema de fornecimento de energia, os cortes podem vir a demorar mais tempo.
Pra fechar, o ator Mark Hamill, que faz de Luke Skywalker na Guerra das Estrelas, doou 500 drones à Ucrânia.
"Que a Força esteja convosco", é o que diz Mark Hamill, ator imortalizado no papel de Luke Skywalker na saga Star Wars. Mark Hamill anuncia que a Ucrânia vai receber em breve 500 drones para responder a diferentes necessidades do exército. Ele apresenta-se como embaixador do exército de drones. Numa entrevista à Bloomberg, que hoje é também publicada na tabloide ucraniana, Hamill diz: "É muito simples, a Ucrânia precisa de drones. Eles determinam o curso desta guerra, protegem o território, protegem as pessoas e conseguem monitorizar fronteiras. Podem ser os olhos no céu. Fiquei chocado quando me disseram os dados mais recentes sobre o fundo criado para comprar drones. Já conseguimos mais de 500 aparelhos, mais de 500 drones para doar à Ucrânia". Hamill diz que vai continuar a recolher fundos para a compra de drones e termina com a seguinte frase: "Sou um herói a fingir, um herói nos filmes. Os ucranianos são heróis reais".
E é assim que terminamos esta guerra traduzida com análise à imprensa da Ucrânia, um trabalho do jornalista Miguel Cordeiro, em colaboração com a Tânia Olinyk.