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Guerra traduzida na Rádio Observador, passo em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e também da imprensa russa. Diana Rosa, boa noite.
Olá, boa noite, Ricardo.
Começamos pelos jornais da Rússia. Dmitry Medvedev afirma que a União Europeia aparentemente tem diplomatas de sobra por querer manter a presença diplomática em Kiev.
Isto porque a Rússia pediu a Washington que evacuasse a embaixada em Kiev, ameaçando com ataques sistemáticos à capital ucraniana, além de ter feito advertências semelhantes a outras missões diplomáticas. Já vamos à reação. Antes, a Rússia. Dmitry Medvedev, antigo presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança Nacional, desvalorizou o perigo do aviso feito por Moscovo para retirar diplomatas e estrangeiros de Kiev. Uma vez que a Europa não obedeceu, Medvedev diz que a União não tem medo de perder funcionários e, portanto, deve ter pessoal de sobra. Lembrando que um ataque a uma embaixada é o mesmo que atacar o país correspondente. Essa é a mesma missão diplomática. Portanto, imaginemos que a embaixada portuguesa em Kiev era atacada, é a mesma coisa que atacar território português.
O Parlamento russo aprovou hoje uma lei que permite ao Estado confiscar o patrimônio de imigrantes que foram considerados culpados de infringir as leis contra os interesses da Rússia.
A lei, que terá ainda de passar no Senado, vai permitir a perda para o Estado de bens dos opositores políticos no exílio, a maioria dos quais foram declarados agentes estrangeiros. O presidente da Duma, a Câmara baixa do Parlamento, justificou que aqueles que cometem atos contra a Federação Russa vão ter de responder pelos atos tanto por infrações penais como administrativas. Trata-se dos que fugiram para o estrangeiro e com a ajuda de patrocinadores ocidentais, diz, incitam ao terrorismo e ao extremismo, justificando também o nazismo e insultam os soldados e funcionários russos. É o que especifica Vyacheslav Volodin, citado pela Agência EFE.
Vladimir Putin que assinou também uma lei que perdoa as dívidas financeiras a quem aceitar participar na guerra na Ucrânia num novo incentivo para recrutar militares.
A Rússia que diz que não tem problemas de recrutamento. Há mais de quatro anos que Moscovo oferece salários atrativos e benefícios sociais às pessoas que se alistem para a guerra contra a Ucrânia. A nova legislação perdoa dívidas até 10 milhões de rublos, equivale mais ou menos a 120 mil euros. É o que noticia também a Agência France-Presse, que aqui é citada pelo Moscow Times.
E o embaixador russo em Berlim garante que a paciência de Moscovo em relação ao que diz serem os crimes cometidos pelo exército ucraniano está a esgotar-se.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha convocou Necheev devido aos ataques retaliatórios russos contra instalações militares em Kiev. O embaixador russo firma a missão diplomática, aproveitou a oportunidade para deixar inequivocamente claro ao lado alemão que chegou-se a um limite da paciência russa. Informou ainda que Necheev chamou a atenção para a declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, que contém recomendações para garantir a retirada de cidadãos estrangeiros e pessoal diplomático da capital ucraniana, e pediu que este aviso seja levado com a máxima seriedade.
A guerra traduzida volta já a seguir, desta vez, para ouvirmos o que diz a imprensa ucraniana.