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Novo episódio de Guerra Traduzida, agora com os destaques da imprensa russa, com a Diana Rosa. E começamos com as declarações do ex-presidente russo. Dmitry Medvedev tem elevada expectativas de que a Gronelândia seja transferida para as mãos dos Estados Unidos.

Ele, que é actualmente chefe de segurança da Rússia, acredita que a Europa vai ficar com medo e acabará por entregar o território a Donald Trump. Acredita ainda em consequências sem precedentes, é o que cita o Izvestia. "E o que é que a Dinamarca vai fazer?", pergunta Medvedev. "Vai sequestrar o presidente dos Estados Unidos? Vai atacar os Estados Unidos com uma bomba nuclear? Claro que não", é o que diz o ex-presidente russo, e isso vai ser apenas o início, na perspectiva de Medvedev. É nisso, precisamente, em que ele acredita.

A Rússia afirma que não é sério falar de um cessar-fogo sem um acordo de paz.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, disse hoje que a Rússia está aberta às negociações de paz, mas discutir um cessar-fogo sem se alcançar um acordo, simplesmente não é possível. O chefe de diplomacia russa sublinha, em declarações citadas pela TASS, que o Kremlin defende uma resolução final para o conflito e não apenas uma pausa. Sobre a alegada visita a Moscovo dos enviados especiais da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, Lavrov diz que o presidente russo tem afirmado de forma repetida que está aberto a discussões sérias sobre a paz na Ucrânia e que a Rússia tem interesse em ouvir as impressões dos representantes norte-americanos sobre o encontro com a coligação das vontades.

E por falar nos enviados norte-americanos, o Izvestia diz que esse encontro pode acontecer ainda este mês.

O enviado presidencial dos Estados Unidos, como falava há pouco, Steve Witkoff e também Jared Kushner, que é genro de Donald Trump, estão a planear essa visita a Moscovo para se encontrar com Putin. É o que diz a imprensa russa, que cita aqui fontes da Bloomberg. Embora a possível reunião esteja provisoriamente agendada para este mês, as autoridades sublinham que os planos ainda estão em desenvolvimento e podem ser adiados por causa dos acontecimentos em curso no Irão, diga-se aos previsíveis ataques norte-americanos. De acordo com fontes da agência, Witkoff e Kushner vão apresentar as versões mais recentes dos planos para a resolução do conflito ucraniano, incluindo as garantias de segurança que os Estados Unidos e a Europa pretendem fornecer a Kiev.

Viktor Orbán afirma que a ajuda europeia à Ucrânia é dinheiro que não vai nascer nas árvores. Garante, por isso, que serão os europeus a arcar com os custos.

Precisamente, o primeiro-ministro húngaro confirmou que a Hungria não vai financiar a Ucrânia e quem o faz é porque está a apoiar o objectivo dos líderes da União Europeia de continuar o conflito naquele país. É este o entendimento de Viktor Orbán. Acrescenta que para a Hungria essa ajuda financeira iria representar um ônus de mais de 9 mil milhões de euros e pergunta de onde viria esse dinheiro. É o que questiona Viktor Orbán, citado pela TASS. O líder da Hungria afirma que o país diz não aos planos militares de Bruxelas e apela a todos os países para que analisem as conclusões do relatório já preparado sob a direcção do Ministro dos Assuntos Europeus, János Boka.

É o ponto final na Guerra Traduzida, que está de regresso amanhã.