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Guerra traduzida na Rádio Observador. Trazemos, como é habitual, os destaques da imprensa russa e ucraniana com a jornalista Diana Rosa, no dia em que passam 1055 dias desde que começou a invasão. Boa tarde, Diana.
Boa tarde, Luís.
Hoje começamos por falar dos jornais da Ucrânia, com um artigo em destaque no Kyiv Post. A Ucrânia lançou um ataque em larga escala e atingiu pelo menos três cidades russas com centenas de drones.
Foram danificadas várias fábricas. Além desses drones de que falas, Luís, foram também enviados mísseis durante esta noite. Há vários aeroportos russos que tiveram de suspender os voos, por exemplo, em Saratov e Kazan. É o que informa a empresa que faz o controle da aviação russa. A Rússia diz que conseguiu neutralizar mais de 200 drones ucranianos e cinco mísseis balísticos fabricados nos Estados Unidos. Admite mesmo que a Ucrânia organizou um ataque combinado massivo. Por outro lado, o governador da região de Saratov, a cerca de 720 km de Moscovo, avança que essa e outra cidade situada nas margens do rio Volga foram alvo de um grande ataque e duas instalações industriais acabaram por sofrer danos. Também o homólogo de Bryansk, no oeste da Rússia, admitiu o ataque. A agência de notícias Astra adiantou que deflagrou um incêndio também numa instalação industrial em Kazan.
E seguimos com o aviso do secretário-geral da NATO. Mark Rutte é perentório: ou a Europa investe mais em defesa ou pode começar a ter aulas de russo.
Mais claro não podia ser. Para Mark Rutte, não há dúvidas quanto às intenções da Rússia em dominar o território europeu ou pelo menos parte dele. E os aliados não podem depender tanto dos Estados Unidos. Os gastos na defesa devem ser aumentados, diz o líder da NATO, que apela aos Estados-membros para que aumentem a percentagem do PIB investida neste setor. Caso contrário, ou começam a falar russo ou então têm de mudar-se para a Nova Zelândia, são as palavras de Mark Rutte. Em declarações hoje no Parlamento Europeu, o secretário-geral da Aliança diz que o que os países têm neste momento não é de perto nem de longe suficiente. Agora a Europa pode estar a salvo, mas não em quatro ou cinco anos. A notícia é destacada pelo Kyiv Independent. Nos próximos quatro meses, Mark Rutte quer ter este debate fechado. Já agora, lembro também que António Costa enviou ontem uma carta aos Estados-membros para reunirem com o Conselho Europeu de forma a discutirem a arquitetura de segurança.
E Diana, Donald Trump quer reunir-se com Putin e muito rapidamente.
Sim, prosseguem os preparativos para esse encontro. Aqui o Kremlin já disse que só vai acontecer depois de Trump tomar posse. O presidente eleito norte-americano lembra, no entanto, a Putin, que a guerra não está propriamente a correr assim tão bem. Donald Trump quer encontrar-se com o presidente russo logo depois do dia 20 de janeiro e saúda que Putin também tenha a mesma disponibilidade. Já falta pouco, pode acontecer a qualquer momento, a partir da próxima segunda-feira. É uma notícia em destaque no Kyiv Independent.
E a Austrália quer que a Rússia envie informação urgente sobre um cidadão australiano executado depois de ser detido a combater na Ucrânia.
Quer já a informação sobre o paradeiro desse militar, Oscar Jenkins, um soldado voluntário nas Forças Ucranianas, que foi capturado pela Rússia. Professor de Melbourne, tinha 32 anos, foi encontrado morto ontem. A detenção pelas Forças Armadas da Rússia já tinha sido noticiada em dezembro. O antigo professor terá integrado a Legião Internacional da Ucrânia uns meses antes. A morte deste voluntário ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades australianas, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Austrália já convocou o embaixador russo no país para obter informação e pedir a Moscovo que cumpra a lei internacional.
E são estes os destaques da imprensa ucraniana hoje. Regressamos já a seguir com o que diz a imprensa russa.