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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Nos próximos minutos vamos passar em revista a imprensa ucraniana. Um trabalho do jornalista Rui Casanova, com colaboração de Tânia Oleinik. Rui, começamos com o título de uma notícia do portal TSN: "Putin convidou Biden para ir à Rússia para comer panquecas e tomar chá"?

Foi o que disse Vladimir Putin na tal conferência de imprensa que se seguiu à visita oficial à China. O presidente russo foi questionado sobre o envio de mísseis ATACMS dos Estados Unidos para a Ucrânia e respondeu: "Se a guerra estiver perdida, por que fornecer ATACMS? Deixemos os Estados Unidos levar de volta estes mísseis e todas as outras armas, e eles que se sentem para comer panquecas ou que venham até cá à Rússia para tomar chá". São declarações de Vladimir Putin, aqui citadas por este canal ucraniano, que volta também, e é aqui mais uma curiosidade, a descrever Putin como presidente ditador. É muito comum, ou ditador russo, ou presidente ditador Vladimir Putin.

Seguimos com a reação da presidência ucraniana ao envio dos mísseis ATACMS por parte dos Estados Unidos. Tenho sempre dúvidas como dizer isto, se lemos a sigla ou não, mas é uma notícia sobre a reação da presidência ucraniana ao envio desses mísseis por parte dos Estados Unidos.

Sim, uma reação que surge por Mykhailo Podolyak, principal assessor e conselheiro de Volodymyr Zelensky. Na rede social X, o antigo Twitter, afirma que com o fornecimento destes mísseis por parte dos Estados Unidos à Ucrânia, a partir de agora a Rússia já não tem locais seguros para se esconder. São declarações de Mykhailo Podolyak, que fala ainda no novo capítulo desta guerra, e de recordar que a Ucrânia já está a utilizar estes mísseis ATACMS no terreno com sucesso contra alvos russos, de acordo com Kiev.

Entretanto, há cinco regiões na Ucrânia com falta de eletricidade devido aos ataques russos.

E são elas: Dnipropetrovsk, Donetsk, Zaporizhzhia, Kharkiv e também Chernihiv. É uma informação confirmada pela Ukrenergo, a empresa de energia estatal da Ucrânia. São informações citadas pelo jornal Pravda. Em causa estão ataques e bombardeamentos russos que danificaram estas infraestruturas de energia. A empresa garante ainda assim que a eletricidade produzida pelas centrais ucranianas é suficiente para dar resposta a estes ataques e colmatar as falhas de energia nas casas e habitações dos cidadãos ucranianos.

Terminamos com uma sondagem. Atualmente, os cidadãos ucranianos consideram a adesão à NATO mais importante do que a adesão à União Europeia.

54% dos ucranianos considera atualmente a adesão à NATO uma prioridade mais importante para a Ucrânia, em vez da adesão à União Europeia, que teve 24% das respostas. Os restantes inquiridos responderam ou nenhum dos dois ou não sei. São conclusões de um estudo do Instituto de Sociologia de Kiev, realizado entre 29 de setembro e 9 de outubro, aqui citado pelo jornal Pravda. Ao mesmo tempo, destaca ainda este estudo, em todas as regiões há mais pessoas que preferem a NATO à União Europeia e de uma forma geral, a esmagadora maioria dos cidadãos ucranianos é a favor tanto da adesão à NATO como à União Europeia. Vamos ver o que o futuro traz à Ucrânia sobre estas duas vertentes.

Notícia de facto deste episódio de "Guerra Traduzida".