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"A Guerra Traduzida" com a jornalista Diana Rosa. Eu sou o André Maia. Agora vamos aos destaques da imprensa ucraniana em mais um dia de "Guerra Traduzida". Diana, bem-vinda mais uma vez.
Obrigada.
Kiev atacou uma base aérea militar na Rússia. É por aí que começamos.
Sim, o ataque levado a cabo durante a noite com recurso a drones. Falamos da base aérea de Adygeya, a norte do Cáucaso, a quase 400 km da Crimeia. De acordo com o Kyiv Independent, houve um incêndio na sequência do ataque. A área em torno do local foi também evacuada. A base aérea russa atingida tinha quase 60 aviões estacionados no momento do ataque. Inclui aviões de guerra, de treino e também helicópteros e jatos. Moscovo ainda não se pronunciou sobre o incidente, nem sequer para dizer se tinha ou não interceptado drones. Do lado da Ucrânia, o exército está ainda a avaliar a extensão total dos danos que terá causado.
No sentido oposto, os ataques russos causaram pelo menos oito mortos e 34 feridos nas últimas 24 horas.
Sim, há ainda esses 34 feridos a registar. Como dizias, os mísseis atingiram várias regiões da Ucrânia. O Kyiv Independent, que cita o governador de Odessa, noticia que entre os vários ataques se destaca uma infraestrutura portuária que foi atingida. Morreram sete pessoas e 11 ficaram feridas. O ataque terá atingido uma embarcação civil com a bandeira do Panamá. Já em Dnipropetrovsk, pelo menos duas pessoas ficaram feridas. De acordo com o governador da região, um dos ataques realizado com drones atingiu um prédio residencial de cinco andares em Kryvyi Rih, terra de Volodymyr Zelensky, de onde sete pessoas foram retiradas. Outra mulher de 82 anos teve de ser hospitalizada. Na região de Kharkiv, seis pessoas ficaram feridas na sequência dos ataques. Em Kherson, uma pessoa morreu e pelo menos 10 ficaram feridas. Vários edifícios, incluindo escolas e hospitais, foram danificados. Em Zaporizhzhia, quatro pessoas ficaram feridas na sequência dos bombardeamentos nas últimas 24 horas, várias casas foram destruídas.
Volodymyr Zelensky está hoje reunido com o primeiro-ministro britânico em Londres. O presidente ucraniano vai apresentar o plano de vitória a Keir Starmer.
Vamos recuperar o momento em que Zelensky chegou a Downing Street.
Bem-vindo. É bom tê-lo aqui para reforçarmos o nosso compromisso com a Ucrânia numa fase tão importante e para falarmos com mais detalhe sobre os nossos planos e como podemos continuar a trabalhar juntos.
Obrigado por nos receber no Reino Unido, que é um grande país. Agradecemos ao povo britânico por nos dar força desde o início. Hoje, obviamente, queremos partilhar consigo detalhes sobre o nosso plano de vitória e contamos consigo. Obrigado.
O registo é da Ukrinform. Zelensky agradeceu ainda ao primeiro-ministro britânico pelas armas de longo alcance fornecidas pelo Reino Unido.
De Londres, Zelensky segue para Paris, passa por Roma e termina amanhã a viagem em Berlim.
Apesar do cancelamento da reunião do Ramstein, o presidente ucraniano vai passar a semana a reunir-se com os mesmos líderes europeus que estariam presentes no encontro. Líderes destes que representam os países que mais ajuda enviam para Kiev. Em Paris, o presidente ucraniano vai ser recebido pelo homólogo Emmanuel Macron no Eliseu. O encontro decorre ainda esta tarde. Zelensky vai depois jantar a Roma com Giorgia Meloni. Amanhã começa o dia no Vaticano para uma audiência com o Papa Francisco. O convite foi anunciado ontem pela Santa Sé, naquela que será a terceira reunião entre o chefe de Estado e o pontífice. Amanhã à tarde, segue então Zelensky para Berlim, onde vai encontrar-se com o chanceler alemão Olaf Scholz e também com o presidente alemão.
Os Estados Unidos acreditam que a ocupação ucraniana de Kursk pode durar vários meses.
Os aliados de Kiev temiam que o preço da ofensiva em Kursk para as tropas ucranianas pudesse ser maior do que as vantagens, pelo menos a longo prazo. No entanto, a ocupação da Ucrânia na região russa continua firme e tem capacidade para durar vários meses. É isto que destaca a imprensa. Estas fontes acreditam que as Forças Armadas Ucranianas estabeleceram um sistema eficaz para reabastecer as respetivas tropas na Rússia, ao mesmo tempo que Moscovo só tem respondido à ocupação de Kursk com operações limitadas, uma vez que o foco russo continua a ser a frente de batalha a leste, no Donbass. Estes dois fatores combinados fazem com que a ocupação ucraniana de Kursk esteja a ser mais eficaz do que os Estados Unidos e os restantes aliados esperavam e pode durar vários meses.
Fica por aqui a "Guerra Traduzida" com a jornalista Diana Rosa, como sempre, que está de regresso amanhã. Mais uma vez, Diana. Até amanhã!
Tchau!