Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Vamos agora analisar a imprensa da Ucrânia. Mais um episódio de "Guerra Traduzida". Estamos no dia 497 da invasão. É um trabalho do jornalista Rui Casanova, desta feita em colaboração com a Tânia Olinyk. E vamos começar com a notícia que dá conta que Xi Jinping avisou pessoalmente Putin contra o uso de armas nucleares na Ucrânia.

Citamos novamente o Financial Times, que cita um alto funcionário do governo dos Estados Unidos, um antigo funcionário do governo chinês, também fontes do Ocidente e um conselheiro sênior do governo chinês e ainda fontes próximas do Kremlin. É uma notícia que está a ter eco tanto na imprensa russa como na ucraniana. É disso que falamos neste momento. O jornal Pravda cita esta notícia, que diz que de acordo com estas fontes do Financial Times, Xi Jinping, o presidente chinês, avisou pessoalmente Putin contra o uso de armas nucleares na Ucrânia e que o conseguiu demover. Foi durante uma visita a Moscovo que aconteceu em março e desde aí as autoridades chinesas têm se vangloriado deste feito. É uma notícia em destaque aqui na imprensa ucraniana e como falámos há pouco, também na imprensa russa, desta feita no canal Meduza.

E há bocado, precisamente, ouvimos a reação do Kremlin. E Kiev, o que é que diz, Rui?

O conselheiro do presidente Zelensky destaca a importância deste posicionamento da China sobre a ameaça nuclear. Andrii Yermak, conselheiro do presidente ucraniano, partilhou na rede social Telegram um print screen da manchete do Financial Times desta quarta-feira. Esta notícia, que dá conta das advertências de Xi Jinping a Vladimir Putin. Andrii Yermak fala numa posição importante da China sobre esta ameaça nuclear de um terrorista russo louco. É a legendagem que este conselheiro do presidente ucraniano faz desta manchete do Financial Times nas redes sociais.

E numa altura em que a Rússia acusa a Ucrânia de estar a preparar um ataque à central nuclear de Zaporizhzhia, Zelensky convocou uma reunião para discutir a proteção deste tipo de infraestruturas.

Falámos desta notícia há pouco na Guerra Traduzida versão Rússia. A Rússia acusa a Ucrânia de estar a preparar um ataque à central nuclear de Zaporizhzhia. Este tipo de acusações duram há vários dias e agora surge esta notícia do jornal Pravda, que dá conta de que nas últimas horas o presidente da Ucrânia convocou uma reunião para discutir a proteção das centrais nucleares. Há poucos pormenores sobre esta reunião. Esta notícia do jornal Pravda indica apenas que Zelensky discutiu esta questão com várias fontes militares. Não são conhecidos mais detalhes ou possíveis medidas que tenham saído desta reunião. O próprio Zelensky dá conta deste encontro no Twitter. Diz apenas que discutiu com várias fontes a proteção de centrais nucleares.

E vamos fechar com um caso insólito que está a marcar a imprensa ucraniana. Um professor de Matemática deu uma aula em russo e Rui foi punido.

Foi punido. Aconteceu em abril. É uma notícia aqui em destaque no canal ucraniano TCN e passo a citar o título: "Escândalo de idiomas numa escola. Como um professor que iniciou uma aula em russo foi punido." Como dizia, aconteceu em abril, numa aula de Matemática. O professor estava a dar essa aula e falamos de uma aula online e a mãe de um destes alunos estava a ouvir e notou que o professor estava a intercalar a aula entre russo e ucraniano. Estranhou e fez esta denúncia. Ora, o comissário para a proteção da língua do Estado interveio, tomou medidas e decidiu punir este professor. Afirma que as medidas de controlo do Estado sobre o uso da língua confirmam o facto da violação da lei da língua. Ou seja, este professor estava proibido de falar russo numa aula.

Mas Rui, afinal, qual é que foi a punição?

O professor em causa foi multado em 3400 hryvnias ucranianas, falamos da moeda ucraniana. Traduzido para euros, falamos aqui de cerca de 85 €. Foi esta a multa que levou este professor de Matemática ucraniano, que deu uma aula online numa escola na região de Dnipro, em russo.

E é com esta notícia que fechamos mais uma edição de Guerra Traduzida, trazida à antena do Observador pelo Rui Casanova.