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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Vamos analisar o que está em destaque na imprensa ucraniana. Vladimir Putin aumentou o efetivo do exército da Rússia para quase 2,4 milhões de soldados.

O presidente russo assinou hoje um decreto a expandir o exército regular do país, é o que adianta o Kyiv Independent, que cita um site russo. Esta não é a primeira vez que Moscou expande o exército desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia. Já em 2024 fez o mesmo. O equilíbrio de efetivo continua a ser estrategicamente importante, visto que o Kremlin tenta sustentar a guerra sem mobilização total. Moscou continua a depender de recrutamento por contrato e recompensas financeiras para evitar a reação política negativa que se seguiu ao alistamento militar de 2022. A Rússia também passou do recrutamento sazonal na primavera e no outono, para o recrutamento durante todo o ano, já a partir deste ano, 2026. Embora os recrutas sejam oficialmente proibidos de servir no exterior, há relatos que sugerem que muitos deles são pressionados a assinar contratos com o Ministério da Defesa e enviados para lutar na Ucrânia.

E de novo, o chanceler alemão desafia Donald Trump a aumentar a pressão sobre a Rússia.

Depois de várias conversas entre os dois líderes, fica essa conclusão. Friedrich Merz diz que a Rússia está a ganhar tempo e, ao fazer isso, age contra a vontade do presidente norte-americano. O chanceler também abordou as negociações de paz trilaterais em curso entre a Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. Sublinha que a Europa deve ser incluída em qualquer processo de resolução. Afirma o chanceler que a Europa não está disposta a aceitar um acordo que seja negociado sem essa participação. Durante a conversa com Trump, Merz também enfatizou que a Ucrânia não deve ter de fazer concessões territoriais adicionais e reitera a necessidade de manter o apoio a Kiev. Expressou que tem confiança de que os Estados Unidos têm armamento suficiente, tanto para fornecer munições aos parceiros europeus que apoiam a Ucrânia, como para manter também a atual guerra do Irão.

E Rússia vai reabrir o pavilhão na Bienal de Veneza este ano. Tem estado fechado desde o início da invasão à Ucrânia.

A edição 61 da Bienal decorre entre maio e novembro. A Rússia vai voltar aos Giardini e quem passasse por lá via um pavilhão vazio. Pelo menos em 2022, o representante da Rússia para intercâmbios culturais internacionais e ex-ministro da Cultura, Mikhail Shvydkoy, defende que Moscou nunca abandonou a Bienal de Veneza. Diz que a própria presença do pavilhão russo, independentemente do que lá aconteça, significa a presença de Moscou no espaço cultural. A exposição russa terá o título de "A Árvore está Enraizada no Céu". Segundo este responsável, um dos temas será a ideia de que a política existe em dimensões temporárias, enquanto as culturas se comunicam na eternidade. A comissária do pavilhão russo será Anastásia Karnayeva, que foi nomeada para o cargo em 2021, com mandato de oito anos. Os organizadores destacam que a Bienal de Veneza é um evento aberto. Qualquer país pode inscrever-se para participar de forma independente. A Bienal rejeita qualquer forma de exclusão ou censura da cultura e da arte. É uma notícia do New Voice of Ukraine.

Fica por aqui a "Guerra Traduzida". Está de regresso amanhã.