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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Seguimos com os destaques da imprensa ucraniana, curadoria da jornalista Diana Rosa. Diana, vamos começar com Lukashenko, que diz que está pronto para se encontrar com Volodymyr Zelensky em qualquer lugar, ou seja, na Ucrânia ou na Bielorrússia.

Lukashenko afirma que a Bielorrússia não pretende envolver-se diretamente na guerra da Rússia contra a Ucrânia, a menos que o território bielorrusso seja atacado. Não há necessidade disso, nem do ponto de vista civil, nem do ponto de vista militar. Ao mesmo tempo, afirma que Minsk permanece aberta à comunicação com Kiev, apesar da guerra em curso e do congelamento das relações diplomáticas entre os dois países. Lukashenko também questionou a razão que leva a que a Bielorrússia continue a manter diálogo com alguns países ocidentais, enquanto a comunicação com a Ucrânia permanece limitada. Mas é certo que a Bielorrússia permitiu que as tropas russas utilizassem o seu território como base de operações durante a fase inicial da invasão da Ucrânia por Moscovo e permanece como um aliado da Rússia e, como falávamos aqui, até tem feito testes nucleares com Moscovo.

A Estónia convocou o encarregado de negócios russo no país para protestar contra o que chama uma campanha de desinformação de Moscovo.

Falamos da campanha continuada de fake news da Federação Russa contra a Estónia e outros estados bálticos sobre a interação de drones ucranianos nos espaços aéreos dos países da região. É o que diz o Ministério Estónio dos Negócios Estrangeiros, afirma que o país tem reiteradamente sublinhado que não tem permitido que o seu território ou espaço aéreo sejam usados para ataques contra alvos na Rússia e diz que as mensagens que alegam o contrário são outro exemplo da propaganda de Moscovo. O chefe da diplomacia estónia afirma que o aparecimento de drones nos espaços aéreos do Báltico são uma consequência direta da guerra ilegal, da agressão da Rússia contra a Ucrânia e que Kiev tem todo o direito a defender-se e atacar alvos militares russos que sustentam a máquina de guerra da Rússia.

Destaque ainda para palavras do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que deixa um aviso. Diz que há muitos Estados membros da aliança que não estão a apoiar a Ucrânia com dinheiro suficiente.

E defende um debate sobre os níveis mínimos de apoio por cada país. Onde é que já ouvimos isto? Talvez no investimento na defesa. Diz Mark Rutte que o apoio não está distribuído de forma equitativa dentro da NATO, afirmou numa conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro sueco, antes do início de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros. Diz Mark Rutte que o apoio está concentrado num pequeno número de países, incluindo a Suécia, que está realmente a empenhar-se ao máximo no apoio à Ucrânia, bem como países como o Canadá, Alemanha, os Países Baixos, Dinamarca e Noruega.

O aviso de Mark Rutte, secretário-geral da NATO. Já o chanceler alemão, Diana, sugere associar a Ucrânia à União Europeia, na ausência de uma adesão que vai levar tempo.

"É evidente que", diz Friedrich Merz, "não vamos ser capazes de concluir o processo de adesão num futuro próximo, tendo em conta os inúmeros obstáculos, bem como as complexidades políticas dos procedimentos de ratificação". Consequentemente, Berlim propõe conceder a Kiev o estatuto de membro associado, uma etapa decisiva antes de uma adesão plena e completa. O chefe do governo alemão esclarece que não se trata de uma forma de adesão light de segunda categoria, em resposta a uma Ucrânia que sempre se mostrou reticente face a diferentes ideias que visam fazê-la esperar no caminho da adesão. De acordo com o governante alemão, o estatuto de membro associado permitiria à Ucrânia participar em certas reuniões do Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado e de governo da União Europeia, dispor de um comissário europeu associado, sem pasta, e de deputados europeus associados sem direito de voto.

Está feita a "Guerra Traduzida", curadoria da jornalista Diana Rosa. Está de regresso amanhã, à antena da Rádio Observador.