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Guerra traduzida na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana com a jornalista Diana Rosa. Diana, boa noite.

Boa noite, Ricardo.

Começas pelos jornais russos e pela ameaça do Kremlin às forças britânicas na Ucrânia. A Rússia afirma que são um alvo legítimo para atacar.

Afirma o embaixador russo em Londres, Andrey Kelin, em entrevista ao canal de televisão Rossiya 1. O Ministério da Defesa do Reino Unido tinha informado que havia uma unidade do quartel-general das chamadas Forças Multinacionais para a Ucrânia, composta por 70 militares, que iniciou os trabalhos como parte dos preparativos para o envio de tropas para território ucraniano. Os militares do exército britânico e a Força Aérea Real começaram a preparar-se para o destacamento na Ucrânia depois da assinatura de um eventual cessar-fogo. Já foram alocados mais de €250 milhões para esse fim. A Rússia tem-se oposto de forma consistente à presença da NATO na Ucrânia, mesmo através de forças de paz. Vamos ver no que é que isto vai dar, até porque a Ucrânia quer que os Estados Unidos também tenham militares no terreno, precisamente a monitorizar esse eventual cessar-fogo.

E o Kremlin rejeita a alegação sueca de que lançou um drone perto de um porta-aviões francês.

"É um absurdo", afirma a Rússia. A Suécia tinha afirmado que um navio da Marinha avistou e bloqueou um drone na quarta-feira no estreito de Öresund, a cerca de 13 km do porta-aviões francês Charles de Gaulle, que estava no Call a fazer uma escala e a caminho de um exercício da NATO. No dia seguinte, o ministro sueco da Defesa disse à emissora SVT que o drone provavelmente veio da Rússia, já que havia um navio militar russo nas imediações naquele momento. Questionado sobre a alegação, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos jornalistas que se tratava de uma declaração bastante absurda. Afirmou que o Kremlin não tem informações sobre esse eventual incidente e os países mais orientais da NATO relataram já inúmeros avistamentos de drones nos últimos meses. Alguns apontam o dedo à Rússia.

Há também a notícia que um alto executivo da empresa Gazprom Neft foi preso em São Petersburgo sob acusações de suborno.

É uma das maiores produtoras de petróleo da Rússia. O ministro russo da Administração Interna afirmou que o responsável recebeu uma lancha e um apartamento na cidade turística de Sochi, no Mar Negro. Estes dois bens avaliados em 30 milhões de rublos, é mais ou menos o equivalente a US$387 mil, em troca da garantia de contratos com a Gazprom Invest e favores gerais. Isto aconteceu entre 2021 e 2022. As investigações preliminares indicam que o suspeito recebeu de forma repetida pagamentos ilegais de executivos de organizações comerciais. De acordo com a imprensa russa, este homem trabalha na Gazprom há cerca de 25 anos. Substituiu Vadim Yakovlev como vice-presidente do conselho responsável pela exploração e produção da Gazprom Neft em abril de 2024, portanto, quase há dois anos. As autoridades policiais levaram Dzhaljabov para Moscovo, onde os investigadores estão a planear pedir a um juiz que o coloque em prisão preventiva.

E nós voltamos já a seguir com aquilo que diz a imprensa ucraniana.