Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
"Guerra Traduzida" está na Rádio Observador. Nos próximos minutos, vamos detalhar o que dizem os jornais russos e os jornais ucranianos em tempo de guerra. Estamos na "Guerra Traduzida" e hoje contamos com o trabalho do jornalista João Gama. Boa tarde, João.
Boa tarde, Miguel.
Vamos começar com a imprensa da Ucrânia. O destaque em todos os jornais é a noite de ataques por parte da Rússia.
Kiev e algumas das restantes principais cidades ucranianas foram atingidas esta noite. O Kyiv Independent recorda que o ataque aconteceu apenas um dia depois das promessas de retaliação de Vladimir Putin, uma retaliação depois da operação Spider Web, que consistiu numa série de ataques de drones ucranianos contra bases aéreas russas. Foram relatadas explosões durante toda a noite em Kiev, Ternopil, Lviv e Lutsk. E há até um número: a Força Aérea da Ucrânia informa que a Rússia lançou 452 drones durante a noite, incluindo drones Shahed, projetados pelo Irã, juntamente com 45 mísseis de vários tipos.
E Volodymyr Zelensky já reagiu a esta noite de ataques. O presidente da Ucrânia diz que a Rússia não muda.
E que continua a lançar ataques massivos contra cidades e contra civis que se limitam a viver a sua vida todos os dias. De acordo com o presidente ucraniano, quase todo o país foi alvo de ataques russos. Pede, por isso, Volodymyr Zelensky, que a Rússia seja responsabilizada pelas suas ações. Acusa o país liderado por Vladimir Putin de atacar cidades e destruir vidas de civis desde o primeiro minuto da guerra, que começou em 2022. Certo é que vários incêndios irromperam em Kiev, vários edifícios residenciais foram atingidos esta madrugada. Há registro de mortos. Vitali Klitschko, autarca de Kiev, que já teve uma melhor relação com Volodymyr Zelensky, dá conta de quatro mortes e 20 feridos, entre os quais 16 pessoas que tiveram que ser hospitalizadas. De acordo também com a maior empresa privada de energia da Ucrânia, mais de duas mil famílias na margem esquerda do rio que separa Kiev ficaram sem eletricidade devido aos ataques russos. Houve também relato de vítimas em Lutsk, que fica muito perto da fronteira ocidental da Ucrânia com a Polônia, ou seja, ainda mais longe da linha da frente do que a capital ucraniana. Aqui há registro de cinco feridos e em Chernihiv, a falta de energia a esta hora continua a ser total. Nesta cidade, dois jardins de infância e uma escola foram atingidos no ataque. Um dos jardins de infância abriga quase duas centenas de crianças, mas como tem o seu próprio abrigo, não sofreu danos com este bombardeamento.
E apenas horas antes deste ataque russo em larga escala, as forças ucranianas atingiram aeródromos russos e instalações militares.
Num ataque que é descrito por Kiev como sendo preventivo. Os ataques ucranianos teriam como alvo os campos de aviação de Engels e de Eleev, dois centros importantes para a frota de bombardeiros de longo alcance da Rússia, também como locais de logística no Oblast de Kursk, na Rússia. Os ataques a esta infraestrutura militar continuarão até que a agressão armada da Federação Russa contra a Ucrânia seja completamente interrompida, foi o que disse o Estado-Maior da Ucrânia.
A Rússia planeia ocupar todo o território ucraniano a leste do rio Dnipro e cortar totalmente o acesso ao Mar Negro. O alerta é deixado por um dos vice-chefes do gabinete de Volodymyr Zelensky.
Falamos de Pavlo Paliza. Estes comentários foram feitos depois de contínuas ofensivas russas no leste e norte da Ucrânia, incluindo também crescentes esforços diplomáticos que ainda não resultaram num cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia. De acordo com o que diz a Agência de Inteligência Militar da Ucrânia, Moscovo espera tomar a totalidade das regiões de Donetsk e Lugansk até o outono e estabelecer uma zona tampão ao longo da fronteira norte da Ucrânia com a Rússia. A segunda fase do plano prevê ganhos territoriais um pouco mais ambiciosos, incluindo um avanço no sul da Ucrânia com o objetivo de isolar o país do Mar Negro. Em Washington, este vice-chefe de gabinete de Zelensky insiste que a Rússia quer ocupar todo o território ucraniano que fique a leste do rio Dnipro e avançar em direções a cidades como Odessa e Mykolayiv. Esta notícia, que está em destaque no portal TSN, diz que o objetivo é cortar assim o acesso ucraniano ao Mar Negro.
São os destaques da imprensa da Ucrânia.