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Diana, falamos agora do que está em destaque na imprensa russa. O enviado de Putin foi a Washington e no final da reunião que manteve com a equipe de Trump, diz que foram dados três passos à frente. Isto no que toca a relação entre os dois países.

De acordo com o CEO do Fundo Russo de Investimento, os problemas têm se acumulado. Durante três anos praticamente não houve comunicação entre a Rússia e Estados Unidos. Kirill Dmitriev sai satisfeito da reunião e em entrevista à CNN norte-americana, faz aquilo que acredita ser o ponto de situação nas negociações quanto à guerra na Ucrânia.

"Em primeiro lugar, penso que já foram feitos alguns progressos, como referi em relação à infraestrutura energética neste cessar-fogo temporário. E em segundo lugar, penso que já se registrou um progresso em algumas medidas de reforço de confiança. Houve uma troca de prisioneiros e está a ser discutido qual será o fim deste jogo. Na verdade, antes disso, havia pessoas a defender soluções impossíveis. Por isso houve interesse em tomar uma posição que não seja ordenar à Rússia que faça isto ou aquilo. Penso que com a administração Trump, estamos agora a pensar no que pode realmente funcionar e como podemos encontrar uma solução a longo prazo, porque também estamos a pensar na segurança global e na forma de garantir que as preocupações da Rússia em matéria de segurança são tidas em conta. Mas é óbvio que a administração Trump quer que a Ucrânia seja forte em todas as discussões."

Kirill Dmitriev acredita que o processo de diálogo e de resolução de conflitos vai levar algum tempo, mas está a ser definitivamente positivo e construtivo. Os Estados Unidos estão agora à espera que o enviado de Putin reporte ao presidente russo o que se passou na reunião, antes de tomar quaisquer passos adicionais nas negociações de paz.

E Diana, o FSB prendeu um soldado russo suspeito de planear um ataque kamikaze numa academia militar da Rússia.

Um soldado de 49 anos foi preso na região de Moscovo quando ia recolher, alegadamente, uma bomba para esse ataque suicida. É o que adianta o Comitê de Investigação da Rússia. Imagens das secretas que foram partilhadas pelos órgãos russos de comunicação social mostram agentes de uniforme a perseguir o suspeito numa zona florestal e colocando-o numa espécie de gaiola, onde foi interrogado. O alvo do ataque seria o dormitório da Academia Militar Russa. O soldado, que não foi identificado, foi recrutado através da internet pelo Ministério da Defesa da Ucrânia no mês passado. É o que diz o Moscow Times. No vídeo publicado do interrogatório, o homem alega que os militares ucranianos ofereceram-se para ajudar a levar os seus filhos para o Ocidente, se ele realizasse o tal ataque. São alegações cuja veracidade o Moscow Times não conseguiu garantir. O soldado terá sido acusado por terrorismo e posse de explosivos. Os investigadores russos estão agora à procura de eventuais cúmplices.

E a agência TASS faz hoje o balanço dos ataques ucranianos à Rússia nas últimas 24 horas, com base nos dados do Ministério da Defesa do país.

Foi alegadamente interceptada mais de uma centena de drones em 10 regiões do país. O principal alvo foi Kursk, onde foram abatidos mais de 30 destes equipamentos e outros 30 na região de Oryol, zonas perto da fronteira. Houve ainda ataques a Kaluga, Rostov e Moscovo. Na sequência dos ataques, foram atingidas várias residências particulares e linhas de distribuição de gás. Dois aeroportos na região da capital russa suspenderam as operações. Foram, entretanto, retomadas ao longo desta sexta-feira. Não há registro de vítimas.

E para fechar a Guerra Traduzida desta semana, há uma notícia no mínimo inusitada, em destaque na imprensa russa, um suposto unicórnio encontrado na Ucrânia.

Antes disso, Luís, uma curiosidade. "O Observador" publicou um artigo em 2016, quando foi encontrado no Cazaquistão, não é assim tão longe quanto isso, o fóssil de um unicórnio siberiano por investigadores russos da Universidade de Tomsk. O exemplar vinha provar que este animal existiu há 29 mil anos, contrariamente aos 350 mil que tinham sido apontados. O Elasmotherium sibiricum. Sibericum, exatamente, não me enganei. Não era propriamente um cavalo branco com um único corno em espiral. Era mais parecido com um rinoceronte. Curiosidades feita. Vamos ao artigo do Komsomolskaya Pravda, que mostra uma fotografia que supostamente de forma acidental, captou um unicórnio nos bosques ucranianos, no Parque Natural de Boikovshchyna, a meio caminho entre Kiev e Poltava. A imagem foi publicada na página oficial do parque. Pode ver-se um veado apenas com um chifre, quando costumam ter dois. Só que, apesar de parecer um unicórnio, há estudos de especialistas que dizem que esta é uma situação possível quando os veados têm lesões no osso frontal ou desequilíbrios hormonais. Está em destaque na imprensa russa.

Uma história inusitada do reino animal que me dá por terminada esta Guerra Traduzida. Estamos de regresso na próxima semana.