Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Começa agora mais um episódio da "Guerra Traduzida" para acompanhar a guerra no Médio Oriente. Eu sou o Rui Casanova, olhamos para a imprensa internacional hoje com o Miguel Gato. E Miguel, começamos com as mais recentes declarações de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos diz que está a negociar com o Irão, mas apenas parcialmente.
Sim, Trump afirma que os Estados Unidos estão a avançar com calma nas negociações e que não há, para já, no horizonte novas ameaças militares. Declarações do chefe de Estado norte-americano ontem ao portal Axios. Trump diz que Washington está preparado para permitir que a pressão económica sobre o Irão acabe por aumentar e diz também que o bloqueio naval dos Estados Unidos colocou o Irão numa situação muito má. O Irão que anunciou em meados de julho o renovado encerramento do estreito de Ormuz, por onde passava 20% do crude mundial antes da guerra. Washington acabou por responder, restabelecendo o bloqueio naval aos portos e embarcações iranianas, o que acabou por paralisar as negociações entre os dois lados no âmbito do memorando de entendimento para a paz, que foi assinado no dia 17 de junho.
Estas declarações de Donald Trump surgem no mesmo dia em que o Irão anunciou que um acordo com Omã para definir novas rotas no Estreito de Ormuz está já na fase final.
E o Conselho de Segurança Nacional do Irão estabeleceu condições para a reabertura do Estreito de Ormuz. São elas o fim das ameaças dos Estados Unidos ao Irão, a suspensão das ações militares contra o Irão e os aliados regionais, a retirada das forças navais e aéreas envolvidas no bloqueio ao Irão, a indenização ao país pelos danos causados no conflito e ainda o levantamento das sanções e o desbloqueio dos ativos iranianos. Declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, que continua a acusar Washington de ser a causa da insegurança e instabilidade que se vive no Médio Oriente. O Irão, que também desmente Donald Trump, diz que não existem neste momento conversas diretas com os Estados Unidos.
Depois de meses de especulação sobre o estado de saúde do líder supremo do Irão, foi divulgado este fim de semana um vídeo no qual participa Mostaba Khamenei.
As imagens foram difundidas pela agência de notícias semioficial Mehr e mostram Mostaba Khamenei sentado e a conversar com um grupo de pessoas. Contudo, não é especificado quando nem onde o vídeo foi gravado. Recorde-se que também no domingo, ontem, a agência Mehr confirmou o encontro entre o líder supremo do Irão e o presidente iraniano. Em abril, o jornal The Times citava um relatório dos serviços secretos norte-americanos e israelitas que concluía que Mostaba Khamenei estaria debilitado depois ter ficado gravemente ferido na sequência do ataque aéreo levado a cabo pelos Estados Unidos e também por Israel, logo no início da guerra. Esse ataque que acabou por provocar a morte do pai do líder supremo, Ali Khamenei.
O Koweit felicita o Paquistão, mediador do conflito, pelo pacto de defesa que fez com a Turquia e a Arábia Saudita.
De acordo com o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, os dois países mantiveram uma conversa telefónica esta noite sobre a recente assinatura do acordo conjunto de defesa de Meca. Koweit e Paquistão consideram que um ataque armado contra qualquer um dos três países é um ataque contra todos e visa reforçar também este pacto de dissuasão coletiva e alargar a cooperação em matéria de defesa. Este acordo foi alcançado depois de uma conversa que aconteceu entre as três partes, que também incluiu conversações sobre a situação regional, incluindo Jerusalém Oriental ocupada, segundo este comunicado que foi divulgado pelo governo paquistanês.
Miguel, viramos agora atenções para o conflito na Palestina. Este fim de semana, Israel rejeitou o plano do Conselho de Paz para Gaza, um plano apoiado pelos Estados Unidos e aceito pelo Hamas.
Sim, citado pelo Times of Israel, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu diz que rejeitou este roteiro que foi proposto pelo presidente Donald Trump para Gaza. Este plano, que é composto por 15 pontos, foi conhecido há cerca de uma semana. O plano prevê, entre outros pontos, o desarmamento completo do Hamas e também dos grupos armados que operam no enclave. Também a retirada completa, sem atrasos, das forças israelitas e o armazenamento das armas do Hamas e de outros grupos sob a responsabilidade do Conselho de Paz. As autoridades israelitas já tinham dito que o Hamas poderá aproveitar este plano para lançar uma nova ação militar contra Israel e por isso Netanyahu reforça que as Forças de Defesa de Israel não vão realizar nenhuma retirada de Gaza até que o Hamas seja desarmado. O primeiro-ministro israelita adianta também que Tel Aviv está em conversações com os Estados Unidos sobre este plano, que acabaram de rejeitar, e consideram que alguns dos pontos não são aceitáveis para Tel Aviv.
Ponto final no episódio de hoje da "Guerra Traduzida", edição especial sobre os conflitos no Médio Oriente. A edição de hoje foi com o jornalista Miguel Gato.