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"Guerra Traduzida", estamos de volta, desta vez com o que dizem os jornais ucranianos. Temos conosco a Diana Rosa. Diana, foram pelo menos três os acordos bilaterais de longo prazo que foram assinados com a Ucrânia, a Noruega, a Suécia e também a Islândia.
Sim, a Islândia vai ceder quase 30 milhões de euros à Ucrânia, a Suécia 2,2 milhões de euros, a Noruega 1,3 milhões. Ao todo, são mais de três mil milhões. Zelenskyy chegou esta manhã a Estocolmo, na Suécia, para assinar esses três acordos no âmbito da terceira Cimeira Ucrânia, que decorre no norte da Europa. Uma informação que está disponível no Kyiv Independent diz o presidente ucraniano que as principais prioridades são garantir mais sistemas de defesa aérea para a Ucrânia, também mais projetos conjuntos na indústria da defesa e no fabrico de armas, assim como a criação de esforços a nível global para que a Rússia esteja disponível para um cessar-fogo. Esta é a última de uma série de viagens internacionais de Zelenskyy nos últimos dias. Recordo que no início desta semana, o presidente ucraniano visitou Espanha, Bélgica, esteve aqui em Portugal, onde assinou também um acordo bilateral de segurança.
E os Estados Unidos e a Alemanha autorizaram a Ucrânia a utilizar as armas enviadas por estes dois países para atingir alvos dentro da Rússia.
Primeiro foi Joe Biden a dar luz verde, mas com limitações. O presidente norte-americano diz que a Ucrânia só pode usar armas dos Estados Unidos para atacar as bases militares russas, desde que seja para defender a cidade de Kharkiv. Lembramos que Kharkiv é a segunda maior cidade do país, fica a norte da Ucrânia, junto à fronteira com a Rússia, e está a ser atacada por mísseis enviados não de território ucraniano, mas a partir de território russo, o que limita muito a defesa, por exemplo, limita muito a defesa, aliás, por parte do exército da Ucrânia, que está do lado de cá da linha de combate. Portanto, Joe Biden dá autorização para o uso destas armas para atacar a Rússia, mas com esta condição, apenas para defender Kharkiv e apenas para atacar as bases russas de onde os mísseis são lançados e não outros locais em território russo. Hoje também a Alemanha deu luz verde para o uso destas armas provenientes de Berlim. De acordo com o porta-voz do governo alemão, a Ucrânia tem o direito, garantido pelo direito internacional, de se defender contra estes ataques que partem do outro lado da fronteira para atingir Kharkiv, o território mais fustigado nas últimas semanas por Moscou. É uma notícia do Kyiv Post.
E Diana, já que falamos da situação frágil em que se encontra Kharkiv, na sequência de ataques sem precedentes por parte da Rússia, hoje um bombardeamento causou pelo menos cinco vítimas mortais exatamente nesta cidade.
A Rússia não está a dar tréguas e está a aproveitar esta janela de oportunidade enquanto a Ucrânia não recebe todas as armas de que precisa para atacar Kharkiv de forma constante. De acordo com o New Voice of Ukraine, são já cinco vítimas mortais, como dizias, na sequência de um ataque que atingiu um bloco de apartamentos durante a noite. O governador regional acrescenta que outro míssil atingiu as equipas de socorro que estavam no local apenas 25 minutos depois. As vítimas ainda estão a ser contabilizadas.
E também a capital Kiev foi alvo de uma tentativa de ataque esta noite, mas as forças ucranianas conseguiram interceptar os mísseis que foram enviados por Moscou.
De acordo com o Kyiv Independent, não houve registro de vítimas, mas sim de danos materiais, diz o líder da administração de Kiev, que os dados preliminares apontam para que a Rússia tenha usado mísseis de cruzeiro no ataque. Todos foram interceptados pela Força de Defesa Antiaérea Ucraniana. Os destroços provocaram, no entanto, um incêndio no edifício residencial, destruíram vários carros e ainda um armazém e uma oficina.
E na sequência desta tentativa de ataque, pelo menos 600 pessoas ficaram sem energia na capital ucraniana.
Dados do Ministério da Energia da Ucrânia, citados pelo New Voice of Ukraine, a maioria das ligações já foi, entretanto, restabelecida. A esta hora, há ainda uma dezena de residências particulares de uma empresa que permanecem às escuras. Isto porque os destroços de um míssil russo danificaram linhas de eletricidade e destruíram completamente uma estação transformadora em Kiev.
E fica por aqui este episódio da "Guerra Traduzida" com o jornalista Diana Rosa. Nós voltamos já amanhã.