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Sejam muito bem-vindos a mais um "PopUp", o vosso serviço pouco secreto às ordens da cultura popular. Não se riam, estes exercícios dão imenso trabalho todas as semanas.

Espera, agora peço desculpa.

Não, vamos embora.

Sabes que eu só comecei a reparar nisso um ano depois de nós fazermos o programa.

Obrigado.

Pensei que ele ia dizer seis anos.

Tanto trabalho.

Eu um dia vou ser reconhecido por isto.

Não, espera.

"Ele faz as coisas e é para cada um descobrir."

Espera que isto ainda não acabou.

Conta lá.

Como eu dizia, é o vosso serviço pouco secreto às ordens da cultura popular, com estes agentes infiltrados. Cá está. Maria Ramos Silva, Bruno Vieira Amaral.

E épico.

Na ausência do Pedro Mexia, que está a tratar de coisas extremamente importantes. Um grande abraço. A Joana Sicínio Vilela, que já não nos visitava há uns tempos. Bem-vinda, Joana.

Obrigada.

Pouco secreta e ainda bem.

Que belo relógio, Joana.

Obrigada. Eu acho que tem muitos gadgets lá dentro.

Pois é. Esta semana vamos falar sobre uma personagem da literatura, mas neste caso focada no cinema, cujo paradeiro é incerto por esta altura e a identidade ainda está por acertar. Trata-se de James Bond. O último filme, não sei se lembram, "Sem Tempo para Morrer", "No Time to Die", já tem cinco anos. Foi o último com Daniel Craig. Continuamos à espera de saber quem vai ser o novo agente 007. Nos últimos dias, são vários os relatos não oficiais que dão conta de três nomes na corrida final. Callum Turner, este pelos vistos vai na frente, dizem uns quantos. Jack Lowden e Joshua O'Connor. Se isto não é tema feito à nossa medida, meus amigos, não sei qual é que será. Maria Ramos Silva, por falar em medidas, todos nós aqui temos um guião, porque isto é muito bem preparado. Eu estou com receio que este programa-

Sabes que eu só reparei disso agora

... faz um guião. Este programa, o guião cheira-me que vai ser desnecessário.

Temos um guião.

Quando isto começar. Dadas estas possibilidades que têm sido aqui apresentadas, estes nomes, quem é que tu achas que devia ser o novo James Bond? Qual destas hipóteses faz mais sentido? Vamos embora.

Isso não interessa muito.

Como assim?

Mas quais são as possibilidades?

Pois é, tu não disseste.

Eu disse. A aula acabou de começar e vocês já não estão com atenção. Callum Turner, Jack Lowden e Joshua O'Connor são os três mais falados.

Mas há um quarto.

Quem são essas pessoas?

Quem são essas pessoas? Callum Turner, mais conhecido por-

Toca a Joana, primeira coisa.

A questão é essa, está-se mesmo a ver que isso vai para o marido da Dua Lipa.

Achas?

Acho.

Callum Turner, neste caso.

Acho que sim. E portanto, acho que pouco interessa aquilo que nós achamos.

Não, atenção, mas neste programa só interessa aquilo que-

Eu sinto-me cada vez mais perdido, porque esta referência da Maria, o marido da Dua Lipa.

É, ele é o marido.

Eu já vi que é, eu acredito.

Entrou na Barbie.

É verdade.

Também entra na Barbie.

No filme Barbie.

E faz sempre tudo bem.

Não entrou na Barbie.

Tem um clube de leitura.

Um clube de leitura, é verdade.

Tem qualquer coisa na livraria Lello.

Para isto ficar mais esquisito, só faltava ela também ser Bond girl.

Sim.

Agora, dito isto, à partida não seria a minha primeira escolha.

Qual é que seria a tua escolha? Sê assim simples, escolhe um Bond.

Destes, não é?

Não.

No geral, não sei. Eu já falei de alguns anteriormente noutros programas, e também já falámos que entretanto passaram de prazo de validade por uma série de razões, porque estas pessoas que estão indicadas a escolher estes protagonistas também andam há muito tempo nisto. E portanto, há aqui uma série de candidatos que à partida perderam algum terreno. Eu não acho que isto seja uma má pool. Sim, esta shortlist não acho que seja péssima. Acho que o Callum Turner lhe falta um pouco de mistério.

Carisma.

À partida. Ao mesmo tempo, eu compreendo, eu fazia essa introdução em jeito de brincadeira com a Dua Lipa, mas não acho que seja um detalhe, porque de facto vivemos em tempos de sobreexposição. Eles são um casal daqueles chamados-

É um casal que impressiona

Sim, altamente populares. Nós vivemos num tempo em que a imagem, obviamente, mais do que nunca, vende e bastante. Ele não está só ligado, obviamente, ao trabalho que faz no cinema, tem compromissos publicitários, portanto, são pessoas muito seguidas, muito populares, mais do que provavelmente qualquer um dos outros candidatos. E portanto, não me estranharia que ele fosse o arquétipo do jovem-

O pacote completo

Sim, para esta geração e para esta fase de renovação, que eu penso que é isso também que se pretende. Não será fácil. O Craig é alguém que, percebe-se que não é eleito em 2005, já lá vai muito tempo e portanto, há aqui uma fase de transição que se vai impor muito. Há aqui um detalhe que é curioso. Eu recordo-me que quando o Daniel Craig foi escolhido, e também não era de todo um nome consensual à época. De todo. Nada consensual.

Quem é que o conhecia, na altura? Era muito pouco.

Era o marido da Rachel Weisz.

Eu acho que na altura nem se associava. O Daniel Craig foi uma escolha completamente fora.

É verdade.

É verdade. E na altura até foi um pouco ridicularizado, porque lhe chamavam James Blonde, porque ninguém queria um James Bond louro, achavam que foi um disparate.

E tinha um lado fisicamente working class.

Era.

Eu percebi isso.

É gente do norte. Mas pronto, como este rapaz é moreno.

Tem um ar mais aristocrático.

Eu também não iria tão longe.

Na verdade, o que eu queria dizer é que é mais-

Mais metido Bourbon, já com certa dignidade.

Emers Smith não é propriamente, mas pronto.

Não, o que eu queria dizer é que parece mais alto, é só isso.

A altura também é...

Tripulação, tudo pronto para a decolagem na entrega de prêmios do TAP Altitude Film Fest. Está a chegar a altura de ouvirem a emissão especial do pop-up da Rádio Observador, gravada na cerimónia de entrega de prêmios, e de ficarem a conhecer os dois vencedores da terceira edição. Na categoria ficção, podem voar até ao topo do pódio: "O Peso da Pena", de Gabriela Morais; "Onde Nascem os Pirilampos", de Clara Vieira; "Sabura", de Falcão Nhaga; "Emancipação de Mimi", de Marcelo Pereira; "Vivo ou Morto", de André Santos e Marco Leão. E na categoria de documentário: "Uma Mulher do Género", de Raquel de Lima; "Alado", de Tânia Gomes Teixeira; "Raro, Made of Time", de Filipe Ducanto; "Maria Henriqueta Esteve Aqui", de Nuno Pimentel; "Happier, Happier, Happier", de Telmo Soares. Não percam esta emissão, porque vão ficar a saber tudo sobre o único festival de cinema do mundo exibido e votado exclusivamente a bordo de um avião. Saibam mais em flytap.com.

Joana Siqueira Vilela, já percebi que destes três não tens apreço especial, porque provavelmente não conheces nenhum.

Conheço. Atenção, conheço.

Não sei se preferias algum.

Só não sabia os nomes deles.

"Já o vi."

Já o vi. Qualquer um.

Pronto, então é fácil. É isto que importa, se tens algum favorito dentre destes três ou se, na verdade, os teus favoritos não estão nesta lista.

Olha, para já, eu estava a pensar no James Bond, na personagem, no agente secreto, que foi criado pelo Ian Fleming, que era o próprio espião, foi ele próprio espião, que depois cria a série, que depois é adaptada e que nos acompanha há uma série de décadas. E esqueci-me de pensar na indústria, que é só um pormenor. Portanto, estava a pensar quem é que hoje poderia caber nesse arquétipo, que ele próprio tem vindo a mudar. Eu acho que não gostei de nenhum Bond. Sempre que eles iam sendo... Quer dizer, do meu tempo de vida para aí, o Pierce Brosnan e o Daniel Craig.

O Timothy Dalton também, mas não estavas atenta.

Não estaria atenta. Mas a seguir ao Sean Connery, eu achei que eles eram todos péssimas escolhas. Porque tens aquela personagem, aquele ator, que parece que o Ian Fleming não gostava, até, porque achava que ele não tinha, lá está, o porte aristocrático.

Um bocado rough.

Não era aquilo que ele tinha idealizado, mas para mim, que comecei a ver os filmes do James Bond com o Sean Connery e que gostava de fato daqueles filmes, achava piada.

Também é o meu favorito.

Acho que ele definiu o gênero.

Claro.

Definiu. Eles pegaram nos livros do Fleming, que, por sua vez, tinha se inspirado num espião que ele conhece em Portugal, faltava este pormenor.

Se calhar ia ser português. Vamos chegar. Ia ser o James Bond português.

Há sempre um pastel de nata nisto.

É isso.

Talvez o José Condessa.

Já que estamos, vamos lançar aqui, pode ser que alguém oiça. Mas, quer dizer, para mim, nenhum deles correspondia àquela personagem que foi criada pelo Connery. Tu pensas em James Bond e pensas: é um tipo super bem vestido, elegante, um playboy, tem uma missão.

E não tem sentimentos.

Não tem. Só de vez em quando, quando morre uma das namoradas.

Mas muito reprimidos.

Muito reprimidos. E tem sentido de humor, que é o que, para mim, o Sean Connery tinha ali um lado sempre de sentido de humor, que desapareceu muito nos outros todos. E então, no Daniel Craig, para mim, que depois me habituei a ver.

Que o Timothy Dalton também desapareceu muito.

Não, eu acho que ele sorri sem mostrar os dentes, que é fundamental, que é uma coisa, lá está, que o Caleb Turner não sabe fazer. Está sempre a rir.

Isso foi uma facada no coração do Caleb Turner.

Agora é que arrumaste com as possibilidades.

Mas espera aí, deixa-me só acabar aqui este raciocínio. Joana, dito isso.

Dito isso, destas três opções, o Caleb Turner, para mim, tem um ar assim um bocado de aviador de Segunda Guerra Mundial.

Foi a personagem que ele fez.

Vi-o a sair de um cockpit.

Ele é o protagonista do "Masters of the Air".

Mas é engraçado, porque tem mesmo esse ar.

Ele é um piloto de bombardeiros.

O Jack O'Connell é um dos protagonistas de uma série excelente.

Excelente, mesmo.

"Slow Horses", das melhores séries de espionagem, justamente, que eu vi.

Que existem, minha amiga.

Recomendo a qualquer pessoa. Agora, não sei dizer onde é que está. Onde é que está, Tiago?

Está na Apple TV.

Está na Apple TV. Mas acho um bocado atarracado. Tem assim um ar um bocado... Não, mas para ser essa figura. Falta-lhe o carisma, aquela coisa.

Joshua O'Connor.

O Joshua O'Connor, eu gostei muito de o ver no "Challengers". Acho que é um tipo que tem muitas coisas.

Surpreendeu-me.

Consegue ser e consigo imaginá-lo a ser um malandro e também a perseguir bandidos.

Entendo.

Destes três. Mas eu vou atirar assim um nome, que eu achava giro ver. Vou dizer Paul Mescal.

Pronto. Maria.

Desculpa, o Paul Mescal, nem para varrer. A sede do MI6, não.

Olha, é por isso.

Nem para engraxar os sapatos, do pior Bond de sempre.

É por isso que eu gosto.

Adoro nomes que não são unânimes.

De vez em quando, para causar a desordem.

Só para tornar isto ainda mais complexo, duas perguntas: obviamente eu quero saber qual é a tua aposta destes três e se tens um nome que não está nestes três.

Não tenho.

E o que é que o actor que faz de Bond tem de ter?

Em relação a estes três que eu estive a analisar e a estudar

De forma afincada.

Sim. Talvez o Callum. Por quê? Porque olhas para ele e dizes: "Este gajo não tem cara de Bond, isto não vai funcionar." Ora aí está.

Pode ser bom.

Pode ser Bond.

Foi um pouco o que aconteceu com o Daniel Craig, muita gente torceu o nariz na altura em que ele foi anunciado. Primeiro estranhas e depois entranhas.

Eu acho que ele encaixou.

Não, ele não encaixou, ele fez.

Ele apropriou-se da personagem, achas?

Esse é que é o segredo do Bond, tu olhas e dizes: "Este gajo se calhar não vai funcionar." E ele arranja uma maneira de aquilo funcionar, não imitando os que estão para trás.

Impôs o seu estilo, mas isso é fundamental.

E por isso é que eu estou a apostar neste dos finalistas, porque me parece aquele que seria, olhando de repente: "Espera, é o novo Bond." Tu dizes: "Este gajo me parece muito um Bond." E talvez tenha essa capacidade, isso só com os filmes. Eu, como sou de outros tempos, a minha grande aposta era o Clive Owen, desde sempre.

Também pensei nele.

Mas agora já não dá.

Claro, agora já não dá, mas eu não tenho culpa de estarmos a fazer o programa em 2026. Tínhamos que começar a fazer o programa em 2005.

Esta telefonia ainda não existia.

O Clive Owen era perfeito nesta ideia de o Bond encaixar no Clive Owen. Provavelmente, depois a coisa até podia não funcionar muito bem. O que é que tem de ter? Não sei. O que eu sei quando olho para eles, para as várias possibilidades, sei o que é que eles têm que não funciona. Por exemplo, o Jacob Elordi é demasiado alto. Não dá.

Não gosto nada do Jacob Elordi.

O Theo James?

Theo James.

Demasiado bonito. A Maria não concorda, diz que ele é interessante. Interessante é o Tiago.

É verdade, eu sou interessante, o Theo James, se calhar não.

O Theo James é bonito, é demasiado bonito.

Mas sabes que eu agora lembrei-me, uma coisa que não tem nada a ver, mas tem a ver com o que estamos a discutir.

A Joana está mesmo a ver fotos.

Ela está no Google a ver.

Olha que há muitas fotos dele em tronco nu.

É demasiado.

É demasiado, ponto.

É um bocado um manequim da Calvin Klein.

É para isso.

Falar em Calvin Klein, é precisamente nisso que eu queria chegar. Tigamos uma série este ano, isso foi um tópico falado.

Vais falar da campanha do Jude Bellingham em cuecas?

Não, também posso falar disso, mas por dentro.

Era capaz de dar um belo Bond.

Jude Bellingham dava um belo Bond.

Só se falou disso esta semana, ficam a saber.

É uma belíssima amostra.

O Jude Bellingham era um bom Bond?

Não, os abdominais do Bellingham.

Os abdominais.

Eu estou a tentar manter algum nível, pelo amor de Deus. Repara, a série que estreou este ano sobre a Carolyn Bessette e o John John Kennedy. Na altura, colocou-se esse problema, porque as pessoas que fizeram o casting tiveram uma grande dor de cabeça, por razões óbvias, porque o John John, de facto, era um homem extremamente bonito.

Era demasiado bonito.

E é muito difícil arranjar os dois alguém, neste caso, que tem que ter alguma similitude, tem que ter alguma parecença física, não tem que ser igual, mas aquilo tem que ser minimamente verosímil. É muito difícil, e eu acredito que também no plano do Bond, em que ainda por cima é preciso ter uma série de características extra, que não têm a ver necessariamente com questões estéticas, mas também têm. É cada vez mais difícil, acredito eu. Temos ali um leque muito apinado.

E é o compromisso que implica escolheres um Bond.

Claro, imagina. O que é que é hoje? É precisamente isso. Nós habituamo-nos a levar com uma pessoa como o Sean Connery.

Só seja.

A levar, só seja, com uma pessoa como o Sean Connery.

O Roger Moore foi quem fez mais filmes.

E também. Falamos de pessoas que estão associadas a grandes trajetos. O Callum Turner é o miúdo do momento. Para o ano ainda estamos a falar do Callum Turner. Estás a perceber?

Ele está no zeitgeist.

Percebes? A minha questão é essa. O Bond é um compromisso que é para um ano? É para cinco anos? Daqui a cinco anos ainda queremos estar a ver o Callum Turner? Percebes?

Percebo.

E é a única coisa que me coloca aqui alguma reticência. É ele ou alguém que venha muito deste meio dele, que há uma superexposição tão grande, que eu acho que esvazia um pouco o pressuposto do próprio arquétipo Bond, que é uma pessoa que, de facto, tem que trazer nem que seja alguma dúvida ou curiosidade extra. "Quem é este tipo, de onde é que vem?" Eu recordo-me que o Craig era casado com a Rachel Weisz, mas nem me lembrei disso.

E o Pierce Brosnan, o que é que o Pierce Brosnan tinha feito até aí?

Mas também não fez grande coisa. Tirando o "GoldenEye", os filmes são todos, enfim.

Mas isso é outro ponto.

Peço desculpa.

Exatamente, é a qualidade dos filmes para os Bond, que é outro aspeto.

Sim, mas atenção, ninguém sintonizou este programa para ouvir a minha opinião, mas aqui vai. O Pierce Brosnan foi um mau James Bond. Ponto.

Eu também não acho.

Pronto, é só isso que eu tenho para dizer. Só para acabar, um minuto. O que é interessante é até que ponto a busca pelo Bond é mais interessante do que depois.

Isso também, sim.

Até porque tem número de operações.

Mas isso é que acho mais interessante nisto tudo: quem é que vai ser, que personagem é que este ator vai interpretar? Como é que eles vão construir esta personagem para os dias de hoje?

Mas já lá vamos, até porque chegamos ao final da primeira parte do "PopUp" e voltamos depois de um curto intervalo. Até já. Estamos de regresso ao "PopUp" com a Maria Ramos Silva, o Bruno Veira Amaral e esta semana também com a Joana Siccaini Villela. Estamos a falar de James Bond e do que vai ser do agente secreto mais famoso dos agentes secretos. Joana Siccaini Villela, terminamos a primeira parte com um teaser sobre esta área da conversa, que é: que James Bond se espera para 2026, 2027 e o que está para vir. Até que ponto, que é uma questão que já chegou na altura de Daniel Craig, o chamado politicamente correto vai entrar aqui? E a minha pergunta, que é: se não podemos só ficar em paz com as idiossincrasias desta personagem tal como ela foi criada, mesmo que, como posso dizer isto de forma suave, levemente misógina? O que te parece?

Por quê?

Por quê?

Por que não?

Por que não?

Estes filmes, cada um dos Bonds, dos atores escolhidos, representaram alterações na personagem.

Totalmente. E uma época.

E de época.

Sim.

O próprio Sean Connery não era o Bond dos livros. Cada um de nós se habituou a olhar para o James Bond de determinada maneira e a partir do momento em que isso muda, causa-nos um bocadinho de desconforto.

Claro.

Posto tudo isto, que são tudo constatações de pessoas que já viveram um pouco, maduras. Pensando, se houvesse um espião hoje em dia, o que nós temos em comum? Se houvesse um super-herói espião, no fundo, hoje em dia, o que nós temos em comum com o tempo em que isto foi criado? E na verdade, hoje em dia, os tempos de hoje têm muitas semelhanças com a altura em que os livros surgem.

Sem paredes separatórias.

Possivelmente na cabeça de Ian Fleming.

Só falta o muro.

Porque nós temos Ian Fleming, temos Segunda Guerra Mundial, que inspira a criação. O primeiro livro sai nos anos 50 e os temas vão sendo a questão da União Soviética, a Guerra Fria.

Armas nucleares.

Armas nucleares, as missões nucleares. Depois há a Spectre, aquela organização.

Sim. Crime organizado.

Crime organizado. Mas nós lembramo-nos disso quando lembramos do Bond. Se calhar, lembramo-nos um bocadinho. Lembramo-nos de Moscovo, aquelas coisas. Mas eu lembro-me dos casinos, das mulheres.

Da vida.

Ai, agora.

Martini.

O dry martini.

Sim, vodka martini.

Vodka martini. Era um vodka martini.

Os carros.

Os carros.

Shaken, not stirred.

E depois essas coisas todas, a partir de determinada altura, foram ganhando cada vez mais protagonismo. Os carros, os relógios e tal. Porque aquilo que depois temos ali é um product placement. Enfim, como a Maria falava na indústria, isto é tudo indústria.

Muito dinheiro.

Há muito dinheiro envolvido nestas escolhas todas. Agora, esta personagem é uma personagem do ar dos tempos. O último filme, que chocou muita gente, incluindo a mim, com o final.

Só para esclarecer, passaram cinco anos. Não há spoilers, podemos falar do que quisermos. Era o que faltava.

Eu achei que era o último porque ele morre.

Pois.

E pensei: "Pronto, era preciso vir uma mulher para matar o Bond", que era a Phoebe Waller-Bridge, a argumentista. Depois estive a ver melhor e ela, na única coisa, que não é pouco, que fez, ela não foi ela que decidiu que ele morria. Isso foi decidido pelos argumentistas principais, que já tinham escrito o filme anterior. Ela foi contratada para fazer coisas.

Para dar um jeito.

Para melhorar diálogos, para dar densidade.

Script doctor.

Exatamente, para dar densidade emocional às personagens e para introduzir humor. Lá está, porque aquilo era um filme de ação e hoje em dia os filmes de ação é o que mais há. Como é que o Bond se vai distinguir dos outros? A Phoebe Waller-Bridge, além de ter escrito o "Fleabag", que é um marco da comédia, tinha outra coisa no currículo, que eu acho que é um ótimo exemplo do que pode ser. No caso, era uma assassina, mas podia ser um agente secreto hoje em dia, que é o "Killing Eve", com aquela psicopata. E ela consegue fazer aquilo com muito humor. É uma personagem que não é politicamente correta. E nós estamos aqui, há aqui um double standard. Como é que se diz em português? Um double standard.

Dois pesos e duas medidas.

Dois pesos e duas medidas, que é: é péssimo ele ser um playboy e tratar mal as mulheres, mas ele pode matar 1500 pessoas ao mesmo tempo, que é na boa, ele é um herói. E portanto, aquilo que me deixa mais curiosa é, obviamente, a questão de ser misógino. Isto tem é de fazer sentido como um conjunto.

Na história.

Na história e como personagem. E às vezes nós gostamos mais dos anti-heróis do que dos outros. Temos a história, temos o exemplo do Batman. O Batman mais interessante é o Batman mais negro de todos e que está na criação original do Batman, do Alan Moore. Mas também tivemos Batmans que eram comédias.

Sim. George Clooney, por exemplo.

E portanto, acho que há aqui um certo paralelo, a ideia do Batman, que teve vários. Agora, ele conseguiu ser uma personagem extremamente negra com um filme que não é para crianças, lá está. E depois há outras questões do mercado. Mas aquilo que eu acho principal, acho fundamental aqui é: quem é que eles querem criar? E depois o ator, sendo um bom ator.

Vai influenciar tudo isso, claro.

E vai dar cor para essa personagem. Eu gostava muito que voltassem a ter humor. Os primeiros filmes eram influenciados pela banda desenhada, estes últimos parecem ser mais influenciados pelos videojogos. Aquela coisa, neste último, aqueles cenários todos, tinha a ver com a guerra biológica. Mas sim, claro que a personagem tem de se adaptar, mas sem deixar de ser ela própria, é o grande desafio aqui.

Bruno Veira Amaral Uma curiosidade que eu tenho. Há bocado falávamos de "Slow Horses", que é de facto uma belíssima série de espiões e todas essas coisas. E há outras, por exemplo, lembro-me do "The Americans" recente, que também é extraordinária. Até que ponto estes filmes ainda fazem sentido? Ou como é que se dá sentido a estes filmes quando há, entre aspas, concorrência de tamanho nível, por exemplo, nas séries, nas produções destas plataformas, etc.? Uma personagem que esteve ausente durante cinco anos. Os fãs vão sempre. Eu vou sempre, vou lá estar.

Mas estes filmes do James Bond são muito apontados sempre para essa legião de fãs que existe. Não chega. E por isso é que se vai reinventando também e se vai acertando, mudando as coisas. Com o Timothy Dalton nos anos 80, aquilo não funcionou. Não foi por culpa do Timothy Dalton, nem sequer dos argumentistas.

Não é que ele tivesse sido extraordinário.

Aquele tempo não estava virado para o Bond.

Já estamos em Reagan.

Já. Aliás, já devíamos estar a meio do Reagan. O primeiro acho que é de 85, com o Timothy Dalton, se não estou em erro.

Vou confirmar.

Ou mais tarde até, mas talvez 85. Era o próprio tempo, os anos 80.

87 e 89.

87. É já no fim. Aliás, o último já é depois do Reagan. Mas não pedia ou não tinha essa sensibilidade, e depois também pode não ter ajudado a escolha do Timothy Dalton, em que num deles entra o Benicio del Toro.

Já nem me lembrava.

É no "License to Kill".

É no segundo.

No segundo.

É no segundo, pois.

Muito miúdo.

Ainda muito miúdo. Também tinha entrado nos episódios do "Miami Vice". E eu acho que a culpa não foi só dele. Aquilo vai-se acertando, porque tem ali a chamada propriedade intelectual, que é muito valiosa, e foram acertando. Depois escolheram o Pierce Brosnan.

Mas depois há um dilema. Eu acho que é um dilema, que é os fãs mais fortes e dedicados ao Bond. Muitas vezes a crítica que fazem quando veem um filme é: "Por que não fazem o Bond como ele é suposto ser?"

Eles sabem sempre como é que é.

Querem sempre a chamada tradição.

Mas estão lá. Esses vão ver. Mesmo que seja por isso, para dizer: "Isso já não é a mesma coisa."

Achas que está equiparado à Guerra das Estrelas? É o mesmo tipo de relação?

Eu acho que sim. Até tinha pensado quando vi esta tua pergunta, magnífica, de resto. Eu tinha pensado no Star Wars. Eu gostava, eu tinha uma relação ambígua com os filmes do James Bond, porque sim, gostava, que era aqueles filmes de aventura. E por outro, achava demasiado aquilo que me afastava da ficção científica.

Inverosímil.

Inverosímil. Demasiado fora da realidade e por isso afastava-me. O Star Wars sempre me afastou. Desde miúdo, nunca comprei aquilo. E depois quando vi, também já não tinha razões para aderir. James Bond, não. Há coisas do James Bond que eu gosto e já gostava na altura, e gostava com o Roger Moore, com o Pierce Brosnan. Mas há sempre esta procura de um equilíbrio entre falar para a legião de fãs, que está mais ou menos assegurada e que vai ver, mesmo que seja para dizer mal, e depois encontrar aqui um novo público, que eu acho que tem conseguido fazer, ainda que, por exemplo, no caso do Daniel Craig, eu acho que tenha ido demasiado por esse lado negro, torturado da personagem, em detrimento de uma parte que também era, quanto a mim, sarcasmo, ironia. Claro, e a leveza. Uma certa leveza. Quer dizer, que é isso. Isto é brincar. Está bem, está aqui um gajo a fazer festinhas ao gato ou está aqui um vilão com mandíbulas de aço e essas coisas. Isto não é propriamente uma série de espionagem, uma série de filmes de espionagem, tal como ela é no mundo real. Não! É um universo à parte. A maior crítica que eu faço ao Daniel Craig, apesar de eu achar que aquilo funciona, é que isto leva-se demasiado a sério. E daí que tenham matado a personagem no último, se calhar.

Mas ele também não queria mais.

Está bem, mas não era preciso matá-lo.

Pois, é verdade. Já vamos falar sobre isso. Maria Ramos Silva, pergunta honesta, dúvida honesta: James Bond é um ícone de moda? Já foi, já não é, vai continuar a ser?

As marcas adoram o James Bond. Há uma curiosidade extra que eu tenho para o caso do Caleb Turner ser de facto escolhido, e tem a ver muito com isso. E lá está de novo a indústria. Nós temos referências, lá está, desde Sean Connery e os seus fatos Savile Row, até aquele Tom Ford Brioni de Daniel Craig. O Caleb Turner, por exemplo, é embaixador da Louis Vuitton. Vai ser interessante ver como é que uma pessoa que tem compromissos comerciais depois se enquadra na sua imagem de uma personagem tão forte. Já nem vou falar que é também embaixador global, e passando aqui publicidade, à Johnnie Walker, que é uma marca de uísque, ele vai ter que beber martinis. Ou não sei se vai passar a beber uísque.

Tu estás a arranjar aqui imensos problemas.

Não são problemas, é que é preciso pensar nestas coisas.

Que pessoa que pensa.

É preciso pensar nestas coisas. Como é que se incorpora isto? Porque estas marcas-

O James Bond agora beber uísque era uma tragédia

Não acho que seja uma tragédia.

Ele vai beber aquelas coisas com sabor a-

Aperol

Kombucha. Eu saía do cinema, desculpa.

Alguma coisa com kombucha.

Não sei se aconteceu. Não aquelas sodas de, sei lá.

Sim, coisas.

Coisas que não são whisky.

Kombucha era uma boa.

Não era, imagina o gente a beber kombucha.

Sim, são questões importantíssimas.

Pertinentes, porque de facto este movimento é muitos milhões e nós olhamos, e bem, acho que é importante que continuemos a olhar como simples espectadores que vão ali ver umas coisas e a fita da ação e a narrativa e tudo mais. Mas de facto envolve imensas questões. Outra coisa que também me interessa particularmente naquilo que será o futuro em termos de saga, futuro imediato, claro, eu acho que com todo esse enredo que a Joana já mencionou e que continua absolutamente intemporal. Nós podíamos hoje ir buscar um argumento dos anos 50 e ia continuar.

Se calhar ainda há espiões. Na vida real.

Claro que há.

Espero que sim.

E esperamos que sejam de facto mais discretos que o Caleb Turner, porque é essencial para o trabalho deles. Mas isso também é um detalhe importante, é que de facto nós às vezes esquecemos e estamos aqui a fazer análises de personagem, mas que é de facto, para quem leva isto vida a sério, uma coisa que é suposto reunir uma série de ingredientes, nomeadamente a discrição absoluta. Outro ponto importante aqui para ter em linha de conta, é provavelmente o peso que a IA, que está na ordem do dia, há de ter numa saga destas. O próprio James Bond sempre teve um olhar sobre essa dimensão entre as skills humanas. Está até na sua essência, entre as skills humanas e os gadgets, e esse progresso tecnológico. Hoje, provavelmente de uma forma ainda mais cavada e mais atual do que nunca. Portanto, eu acho que isso também vai ser interessante de ver como é que vai ser incorporado, porque é impossível que fique de fora da discussão hoje.

Joana, esta pergunta, na verdade é para toda a gente.

Não penses que é especial.

O que é?

Eu pensei.

Esta questão que me incomoda.

Agora que toda a gente fica a saber.

E que vocês já falaram, que é: no último filme ele morre. O James Bond morre. Ou pelo menos assim nos fizeram acreditar. Atenção, também ninguém viu o cadáver.

Sim.

Afinal era o Daniel Craig.

Não sei.

Estou entre a vaga.

Mas a questão é...

Pode sair. O próximo filme pode começar assim, ele a sair do buraco lá da cratera.

Já há outros filmes assim também. Tens o "You Only Live Twice", seria uma homenagem a um clássico.

Sim, mas ele aí faz de conta que morre.

Sim, mas eu achei que ele tinha morrido e posso dizer que para uma certa geração ele nem sequer alguma vez existiu. Experimentem falar com miúdos, adolescentes.

Não, claro.

Eles não sabem quem é o James Bond.

Mas vão saber. Eu pensava que ia dizer que eles não sabem quem é o Daniel Craig, mas ainda é mais dramático, eles não sabem quem é o James Bond.

Mas isto, e agora indo aqui para o terreno da Maria, que me entristece, porque é a vida real e nós estamos aqui a falar sobre cultura pop.

Eles sabem quem é o Caleb Turner.

Neste lado de fantasia e de personagens que são criadas e que alimentaram a nossa imaginação durante muitos anos. Há este desafio, que é: quem é que vai ao cinema? Quem vai ao cinema são as famílias com as crianças, vão os miúdos todos juntos. O cinema está em grande crise. Vão assistir para o streaming, mas isto são filmes para grande ecrã, que têm estes tais compromissos. Como é que nós chamamos, pensam eles.

Claro, isso faz diferença.

Como é que nós ressuscitamos uma personagem, não só em termos de trama, porque ele morreu na última, mas também em termos geracionais. E aí, se calhar, essa questão da Dua Lipa.

Sim, atenção, eu digo isto, acho que do ponto de vista comercial é o que faz mais sentido, porque há uma geração para quem ele não existe e ele, seja quem for que apareça, vai ser o primeiro.

Sim, para muita gente vai ser, claro.

Eu tive realmente esta conversa com miúdos, vários miúdos de 14, à volta dessa idade.

A Joana estava na rua e: "Vem cá."

Não tinha preparado isto. Mas uma vez estavam uns miúdos em minha casa e eu sugeri vermos o filme do James Bond. O último, 2021, e a resposta é: "Já não me lembro se era ver, se calhar era ver." Eles tipo: "Quem é?"

Quem é esta senhora?

Mas porquê?

Que era para não me chatearem mais. Há um filme muito giro, está no streaming.

Exato. Do James Bond.

É do James Bond, 007, agente secreto.

Se não, não faz sentido. É como tu estares nos anos 70 e perguntares quem são os Beatles. Não faz sentido.

Devíamos fazer uma reconstituição. Mas Bruno, tu há bocado estavas a falar disso, que é: tu achaste bem terem matado o Bond?

Eu não achei mal.

Achaste que foi uma boa solução?

Não sei.

Ele estava em choque. Ficaste em choque, Bruno.

Eu fiquei.

Eu fiquei.

Eu fiquei um bocado chocada.

Mas só a olhar para aquilo. Não foi em choque.

Mas eu acho que estava a ver no IMAX.

Não, o que eu pensei.

Ele morreu em grande.

Deixar a mulher e a filha.

Sei lá, deixa-te ir.

Ai, isto da mulher e a filha.

Mas não é essa a trama.

Mas claro, a mulher e a filha. Mas o James Bond com mulher e filha.

Mas cima era a Sidu. Quer dizer, pelo amor de Deus.

Mas é que é o momento em que o Bond deixa de ser o Bond nesse filme. É o filme em que ele deixa de-- ele passa a ter uma filha.

Uma filha.

Ele passa a ser um homem.

Faz-te de conta, um gajo vai ver, o gajo um dia está a preencher, está a fazer o IRS. Olha, o reembolso deste ano vai ser e tal. Isto do mercado da habitação está cada vez pior, já não se consegue. O que eu pensei na altura foi: quem é que o Daniel Craig, eu sei que a culpa não é dele, porque isto foram os argumentistas.

Claro.

Mas quem é que este gajo acha que é Para matar o Bond.

Mas ele provavelmente até deve ter ficado, não sei se contente.

Não se mata o Bond. Não é assim que se fazem as coisas.

Na última vez que interpreta a personagem, aquela personagem de repente quase que é pai, morre.

É que ele se não tivesse sido morto, até podia reaparecer como uma personagem quase tutelar, com um sapote qualquer num futuro Bond.

Não tinham que matar a personagem.

Lá está, a gente não sabe se ele morreu.

Mas eu tenho uma pergunta.

Sim.

Sabe-se que vai ser um James Bond e que vai ser o mesmo? Estou a perguntar.

Eu acho que não se sabe coisa nenhuma. Mesmo esta lista de nomes que nós usámos para criar este episódio extraordinário do "PopUp".

Não é nada de muito científico.

Nada disto é oficial.

Foste tu que inventaste.

Pode ser um Steven James.

Notícias, sobretudo, dos jornais ingleses. Já houve, por exemplo, o Gary Oldman.

Gary Oldman era um ótimo James Bond.

O Chris Hemsworth já comentou. A Olivia Colman acho que já comentou e até disse que adorava ser a M e até acho que ficava muito bem.

Podiam fazer uma coisa muito gira.

Ui.

Olha, isto é que era.

Manda lá que vocês têm que ir embora.

É rápido. Era convidar, no próximo filme, meter lá pelo meio os outros Bond.

Mas velhinhos?

Não! Eles estão vivos.

Mas com muito choque. Que passava lá assim na rua.

Pode ser, arranjar-lhes ali um papel qualquer para eles fazerem.

Mas tipo Easter egg.

Claro, não é para serem o centro da cena.

Eles podiam estar numa instituição para antigos Bond.

Não, já sei.

Que tinham uma reunião.

Na casa do agente.

A casa do agente secreto.

Todos a atravessar a rua como se fossem os Beatles.

Exato. Depois chegavam os Bond antigos, limpavam o sebo ao Bond atual.

O gajo a queixar.

Limpar o sebo é uma expressão que devia ser usada mais vezes.

Ou então com uma arrastadeira.

Exato. Meus amigos, quase que acabávamos antes disto.

É melhor irmos embora.

Final de mais um "PopUp". Já sabem que podem inscrever-nos para "PopUp".

Mas quero ver, só para dizer isso.

Queremos todos. Vamos todos juntos. popup@observador.pt. Sigam-nos nas plataformas de podcast. Nós voltamos na segunda-feira com as sugestões da semana. Até lá.