Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Traduzimos, como sempre, na Rádio Observador, a guerra dos dois lados do conflito, todos os dias. Vamos agora olhar pra imprensa da Ucrânia no trabalho do jornalista Rui Casanova, que conta com a colaboração de Tânia Olynyk. Rui, comprometido, começamos com o ataque da última noite a Kiev.

O ataque mais massivo desde o início da guerra, é como o descreve o presidente da Câmara de Kiev. O canal TCN, canal ucraniano, detalha que a Rússia atacou Kiev com 35 drones kamikaze. Há registro de cinco feridos, mas nenhum morto. Há também registro de danos em prédios e veículos. Também citado pelo canal TCN, Vitali Klitschko, presidente da Câmara de Kiev, afirma que se não fossem os sistemas de defesa antiaérea, certamente haveria muito mais vítimas e estragos na sequência deste ataque, que o próprio autarca descreve como o mais massivo desde o início da guerra.

Mas Rui, não foi só na capital. A Federação Russa bombardeou outras 10 regiões durante o dia de ontem.

Com registro no total de três mortos e 28 feridos, os dados são do Ministério da Defesa da Ucrânia. A tutela afirma que foram utilizadas várias armas para estes ataques. Falamos das regiões de Chernihiv, Zaporizhzhia, Kharkiv, Odessa, entre outras. O jornal Pravda tem um longo artigo que detalha todos os ataques nas últimas 24 horas a cada uma destas regiões, com que tipo de armas foram utilizadas, a que horas e que danos daí resultaram. Estes ataques surgem na sequência de um aumento de bombardeamentos da Federação Russa à Ucrânia, também aqui na véspera deste Dia da Vitória.

Era isso que eu ia dizer, surgem na véspera do Dia da Vitória. Também já foi tema no episódio anterior, mas é uma notícia igualmente em destaque na imprensa ucraniana. Zelensky quer substituir esse dia, o da Vitória, pelo Dia da Europa.

Sim, como já dissemos há pouco, Volodymyr Zelensky submeteu ao Parlamento Ucraniano uma proposta de lei para que o Dia da Vitória sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial passe a ser celebrado na Ucrânia a 8 de maio, como já se faz no Ocidente, e não a 9 de maio, amanhã, como faz a Rússia. Zelensky quer assim que 9 de maio se assinale o Dia da Europa, como no Ocidente. De resto, todos os anos, a 9 de maio, através do Dia da Europa, comemora-se a paz e a unidade no continente europeu. Esta data assinala o aniversário da histórica Declaração Schuman, uma declaração que expôs a visão de Robert Schuman de uma nova forma de cooperação política na Europa, que tornaria impensável uma guerra entre os países europeus. Zelensky já assinou este decreto. É claro, uma notícia em destaque na imprensa ucraniana, tal como na imprensa russa, como vimos há pouco no episódio anterior aqui na Guerra Traduzida.

E a fechar, Rui, militares ucranianos recuperaram cinco toneladas de livros das bibliotecas da região de Donetsk, destruídas pelos russos.

Sim, um grupo de soldados conseguiu levar cerca de cinco toneladas de livros da cidade de Siversk, na região de Donetsk, para Kramatorsk. É uma história contada pelo jornal Pravda, com base em informações divulgadas no Facebook pelo Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia. Estes militares lembram que, devido aos constantes bombardeamentos da Rússia, os prédios de instituições de ensino e bibliotecas têm sido fortemente danificados, pelo que os livros também sofrem naturalmente danos. O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia partilhou fotografias desta operação de recuperação destes livros. É possível ver os militares a segurar livros, alguns em bom estado, outros completamente destruídos. O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia lembra ainda que logo no início da guerra, nos ataques russos, os militares de Moscovo chegaram a destruir e a queimar alguns livros sobre a história e a língua ucraniana. Em algumas regiões, queimaram mesmo publicamente esses livros em ucraniano. Agora aqui esta história de um grupo de militares ucranianos que conseguiu salvar cinco toneladas de livros.

E assim salvar um pouco da cultura do país. É assim que fechamos este episódio da Guerra Traduzida, que está de regresso amanhã, como sempre, para traduzir as notícias dos dois lados desta guerra.