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Na Guerra Traduzida, seguimos com a jornalista Diana Rosa e, na imprensa russa, começamos com o que diz Volodymyr Zelensky, vai começar a procurar um refúgio para fugir do país. Isto é o que está na imprensa russa.

É isso mesmo. Uma notícia da Ria Novosti que diz que a intensificação dos esforços dos Estados Unidos para a paz e o envolvimento da Europa nos seus próprios problemas, depois da vitória de Trump, mostram que o conflito na Ucrânia está quase a chegar ao fim e o presidente ucraniano vai ter de exilar-se. Uma teoria fundamentada pelo especialista turco Mustafa Recep Dersin. Esta tese surge na sequência das promessas de Trump, que prometeu ser capaz de alcançar uma solução negociada para o conflito ucraniano. Ainda que a própria Federação Russa acredite que este é um desafio demasiado complexo para uma solução tão simples, certo é que Trump criticou repetidamente a abordagem dos Estados Unidos face ao conflito na Ucrânia e criticou também o próprio Volodymyr Zelensky. Outro fator é que Trump vai procurar suspender parcialmente as sanções contra a Rússia, diz este especialista, que deixou um alerta. Para além da nova administração norte-americana, tendo em conta que os pesos pesados da Europa, nomeadamente Alemanha, França, Itália, estão atolados nos próprios problemas, podemos dizer que a guerra está a aproximar-se do fim e Zelensky vai ter de procurar outro país para viver. Continuar na Ucrânia não é solução.

Na mesma linha, o João KP diz que os termos das negociações entre Moscovo e Kiev vão ser determinados nos próximos cinco meses.

Mais uma vez, uma tese que gira em torno da nova administração norte-americana. A Rússia acredita que esse é o prazo de uma Ucrânia assustada em perder a guerra. É, de resto, uma notícia que foi também veiculada, não só pela imprensa russa, Miguel, mas também pela própria agência Reuters, que cita as autoridades ucranianas, que acreditam que o próximo inverno vai ser um momento bastante crítico neste conflito.

Seguimos com uma notícia da TASS. Putin ordenou que seja simplificada a entrada de turistas estrangeiros nas regiões do Extremo Oriente do país.

Tanto o governo russo como as autoridades envolvidas na obtenção de autorizações de entrada devem simplificar a possibilidade de turistas estrangeiros entrarem nessas zonas. A ordem foi dada durante o Fórum Económico Oriental. Putin pode precisar de aumentar o turismo na Rússia por várias razões, uma delas económica. O gabinete do presidente, juntamente com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Administração Interna e o Serviço Federal de Segurança, devem colocar esta simplificação em pleno até abril do próximo ano. Quanto ao Conselho Marítimo, deve, no mesmo período, considerar a possibilidade de expandir o número de escalas de navios turísticos estrangeiros que chegam aos portos do Extremo Oriente da Rússia.

E o Comitê da ONU adotou uma resolução russa sobre o combate ao neonazismo.

Notícia do Kommersant. 116 Estados votaram a favor do documento, 54 votaram contra. Os representantes de 11 países abstiveram-se de votar. A terceira comissão da Assembleia Geral da ONU incluiu uma alteração à resolução, que se refere ao desejo da Rússia de justificar a operação militar na Ucrânia pela luta contra o neonazismo. A Rússia preparou a resolução em coautoria com outros países, China, África do Sul, Coreia do Norte, Arménia e Sérvia, aqui aliados de Putin. O documento recomenda que os Estados Unidos tomem medidas concretas apropriadas, inclusivamente nos campos legislativo e da educação, em matéria de direitos humanos, a fim de evitar uma repetição da história, assim como o resultado da Segunda Guerra Mundial. O texto recomenda também a proibição de quaisquer celebrações associadas ao nazismo e condena a utilização de materiais educativos que promovam o racismo, a discriminação e o ódio com base na origem étnica, na nacionalidade, na religião ou nas respectivas crenças.

No entanto, a Rússia acusa o Ocidente de hipocrisia.

Porque Moscovo usa o argumento da desnazificação para invadir a Ucrânia e o Ocidente é contra. Portanto, a Rússia encontra aqui o que acredita ser uma contradição. Para além de hipocrisia, o Kremlin acusa ainda os países ocidentais de xenofobia. Para a representação russa na ONU, existe uma clara discrepância entre as palavras e as ações.

A imprensa russa na Guerra Traduzida.