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A questão é difícil.
Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta, essa.
Júlio, hoje não é ainda bem que faz essa pergunta. Há questões sobre o Serviço Nacional de Saúde e um calote?
É isso, estamos cada vez mais endividados.
Os juros sobem e as famílias portuguesas vão sofrer um pouco mais.
Mas essa é a dívida que de uma forma ou de outra se resolve, ou seja, vai-se pagando ou deixa-se de pagar com as devidas consequências. A outra dívida, que já não vai ser para os nossos tempos: a humanidade atingiu a sobrecarga máxima da Terra. Portugal, curiosamente, já tinha atingido este patamar em maio. Especialistas dizem que a partir de agora passamos a viver a crédito e tudo o que gastarmos, o planeta já não vai conseguir repor. Por isso, já tiramos da Terra tudo o que podia dar e depois ser reposto. É mais um crédito e dos mais violentos que as futuras gerações vão pagar a preço muito alto.
Isso é verdade. Júlio, e as estações móveis de polícia começaram a funcionar, são uma boa solução?
Parece ser um remendo, mas pelo menos é uma resposta activa aos problemas levantados pelos presidentes das duas maiores cidades do país. No verão, com milhares de turistas em Portugal, a insegurança aumenta e é preciso manter o equilíbrio de vigilância. Com esquadras a fechar e falta de pessoal, esta foi a solução para já encontrada. Agora o cidadão sabe em que horários e em que sítios estão as unidades móveis da polícia, porque são anunciadas. Vamos ver se os criminosos não se ajustam também a este horário e a estas zonas. Ou seja, à estação de ali, vão para ali.
E finalmente, médicos e ministérios chegaram a acordo. É desta que o SNS entra de novo nos trilhos.
Sim, parece também ser um remendo ainda e medidas avulsas, mas pelo menos dá ideia de ser um princípio, já não era sem tempo, mas as dificuldades vão muito mais longe que melhores condições financeiras. Ontem, mais um caso de uma grávida que perdeu o bebê porque na zona de Abrantes a maternidade estava fechada e teve que se deslocar 100 km até Santarém, o que já não foi a tempo. Reorganizar o SNS, reorganizar o país, gerir melhor os recursos, não depende certamente só destes acordos que estão a ser firmados agora.
Júlio Magalhães e as perguntas que marcam a atualidade. Segunda-feira há nova edição. Esta fica disponível em podcast e no site do Observador daqui a instantes.
A questão é difícil.
Eu acho que a sua questão é muito importante.
Eu não lhe vou responder essa pergunta, porque não me apetece.
Ficará eventualmente a pergunta no ar.
É uma boa pergunta, essa.