As Primeiras
No princípio dos anos 80, trinta mulheres portuguesas fundaram a Seleção Nacional Feminina de futebol. Quarenta anos depois, a Rádio Observador conta as histórias perdidas destas heroínas, por entre muitos sacrifícios, sonhos quebrados e uma vida de quase anonimato ainda alimentada por futebol.
Episódios
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Adelaide. "O fim da Seleção foi o maior murro e uma traição"
Maria Adelaide Almeida jogou cinco vezes de quinas ao peito. Hoje, com 64 anos, conta-nos os sacrifícios - mas também a beleza - de ser uma das "Primeiras". E ainda um truque para os nervos: cantar.
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São. "Tive de deixar de trabalhar para ir à Seleção"
Foi a primeira marcadora de sempre de um golo da nossa Seleção Feminina. Afastou-se, mas fez as pazes com o futebol. Hoje, reformada, recorda quando tinha de pedir ao patrão - o irmão - para jogar.
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Alfredina. "Tive amigas que jogavam às escondidas"
Alfredina Silva foi a primeira jogadora a marcar num jogo oficial da Seleção feminina, um momento que vai "levar para a vida". Hoje é treinadora: "A paixão é muito grande".
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Gena. "Para jogar tive de convencer o patrão a dispensar-me"
Partiu ossos, defendia em pelados e estreou-se com apenas 15 anos. Gena Teixeira foi a primeira grande guarda-redes portuguesa, numa carreira que começou a fugir dos pais e acabou com um traumatismo.
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Isabel. "O patrão disse logo: tens de esquecer a Seleção"
Isabel Portugal fez jus ao nome tendo estado no primeiro jogo de sempre da Seleção Feminina. Um percurso curto e em que teve de escolher: a Seleção ou o trabalho. "Cortaram-me as pernas", conta.
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