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Foi o primeiro grande nome das balizas femininas em Portugal. Tinha apenas 16 anos quando foi convocada pela primeira vez pra seleção, no primeiro jogo da história da seleção feminina, em 1981, e por lá continuou até 1995. Jogou futsal no Areeiros e no Valadares, e no futebol defendeu as redes do Futebol Clube Foz, do Boavista e do Vitória Sport Clube, em Guimarães. Fez 17 jogos pela seleção feminina. Hoje tem 60 anos, ainda joga walking football pela Associação de Futebol do Porto e está aqui nas primeiras. Chama-se Maria Eugénia Teixeira, mas vai ficar para sempre conhecida na história do futebol português como Jena Teixeira. Bem-vinda, Jena. Como está? Obrigado por ter retirado um pouco do seu tempo para falar conosco aqui na Rádio Observador. Bem-vinda às primeiras. Gostava, em primeiro lugar, de lhe perguntar, tendo em conta que estamos a gravar esta entrevista na sua pausa de almoço do trabalho, como é que foi esta mudança de vida? Porque agora faz walking football, de vez em quando. Mas o que faz agora? O que faz o primeiro grande nome das balizas da seleção feminina?
Eu sempre estive ligada ao desporto. Inclusive, tive uma loja de esporte minha, trabalhei também pra AB, que também tinha, na altura, uma loja de esporte na Ribeira. Entretanto, derivado a problemas familiares por causa da minha mãe, que precisou de ajuda, eu tive que deixar tudo pra tomar conta dela. Quando isso acabou, fui passar uns dias pra África do Sul com os meus tios. Ainda pensei em ficar por lá, mas as saudades eram muitas das minhas irmãs. Voltei. E pronto. Entretanto, a Cristina Almeida, que é uma das sócias da Macron.
É a marca de equipamentos, não é?
De equipamentos, exatamente. Tem ela e outro sócio. Mandei o meu currículo, na altura estava sem trabalhar. Mandei o meu currículo, vim a uma entrevista, eles gostaram, ficaram comigo, já estou aqui vai fazer 10 anos. Pronto, é o que eu faço. Claro, tenho uns hobbies, que é fazer às vezes casamentos. Faço catering, mas isso é só mesmo pra passar o tempo. E ganha-se mais um dinheirito extra que dá pra fazer boas férias.
Certo. E as balizas ficaram um pouco para trás ou ainda joga a baliza quando faz walking football pela Associação de Futebol do Porto?
Não, o walking football não tem guarda-redes.
Ah, não tem guarda-redes?
Não. Aquilo é um futebol a passo para as pessoas com mais de 50 anos, que é pra não haver grandes contactos físicos. É uma maneira da gente divertir-se, brincar um pouco com as pessoas. Porque tem lá pessoas de 80 anos a jogar conosco, a gente diverte-se muito, fazemos um pouco de exercício físico e dá pra libertar a cabeça do estresse do dia a dia e é muito bom. Aquilo é ótimo. Aconselho a quem puder fazer. Há muitas equipas que estão a aderir e se puderem, podem ir.
Muito bem, fica a recomendação, mas antes temos de voltar um pouco atrás. Temos de ir a 1981. Temos de ir ao primeiro jogo de sempre da nossa seleção feminina e nessa altura, há aqui um dado que me salta à vista, que é a Jena Teixeira tinha 16 anos apenas. Para além de ser mulher, que na altura já era um obstáculo para se jogar futebol, ainda era menor de idade. A minha pergunta é: como é que os seus pais aceitaram ou souberam desta notícia de que ia ser guarda-redes da seleção nacional? Foi fácil convencê-los a deixá-la ir?
Não, nessa parte já foi fácil. O que foi mais difícil foi deixarem-me começar a jogar futebol. Não sabe, mas eu digo, eu não sou de cá. Eu nasci em África, nasci em Lourenço Marques, Moçambique, e vim pra Portugal com 11 anos. Era um pouco protegida, sou a filha mais nova de quatro irmãs e eu andava sempre na brincadeira com as pessoas lá da minha rua e jogava futebol com eles. E entretanto, havia lá um senhor que era muito boavisteiro e convidou-me pra ir ao Boavista fazer treinos. Meus pais, na altura, disseram que não, mas sem eles saberem, houve um dia de tarde que eu fui com esse senhor. O Boavista, na altura, já tinha a equipe deles. Gostaram imenso e convidaram-me. Só que na altura tinha a titular da seleção, que era a Alice, e eles então puseram-me a rodar no Foz. Só que passado meia dúzia de jogos, fui convocada à seleção.
Muito bem.
E aí eles já aceitaram bem. Na altura, no princípio, não queriam muito deixar, porque tinham medo, vinha de um país de fora, mas depois acabaram por aceitar.
E como é que soube dessa notícia que tinha sido convocada pra seleção nacional?
Foi através de um e-mail. Foi o clube que me informou que tinham recebido um e-mail. Um e-mail ou uma carta.
Uma carta, pois. Nessa altura era mais comum.
Exato, a dizer que eu estava convocada e eu fiquei toda contente, claro.
Claro. A reação foi: conseguiu dormir nessa noite?
Já passaram tantos anos, mas eu acho que sim. Consigo dormir, porque há uma coisa que eu faço bem é dormir. Eu gosto muito de dormir, mas claro que fiquei em polvorosa e fiquei muito entusiasmada em ir representar o país. Claro, acho que qualquer sonho de qualquer atleta é mesmo esse, é ir representar a nossa seleção.
Claro que sim. E na altura era a mais nova da seleção?
Era eu e acho que havia uma miúda de Coimbra, a Gracita, não me recordo, mas eu sei que era das mais novas. Não havia mais ninguém com 15 anos, mas era das mais novas na altura.
Portanto, não tinha 16, tinha 15 anos quando lá chegou.
15. Pois, eu acho que ou tinha 15 ou tinha 16, mas sei que era das mais novas. Mas havia outra, eu acho que era a Gracita, que jogava na altura no União de Coimbra.
Certo. Tendo em conta que era tão nova, não é que as outras jogadoras fossem particularmente muito mais velhas.
Não, não eram.
Mas como é que foi estar nesse grupo de jovens, quase adolescentes, que vão representar a seleção nacional pela primeira vez na história. Como é que era o ambiente e como é que também a tratavam a si, sendo tão nova?
Eu vou-lhe ser sincera. Se há coisa que eu gosto é do ambiente do futebol ao longo dos anos que eu passei. Falar com as minhas colegas, elas vão logo dizer que eu sou muito preguiçosa, mas o que me entusiasma muito era precisamente a companhia, a amizade que havia entre nós, não só das de norte com as do sul. Ainda hoje eu tenho contacto com as jogadoras que jogavam comigo na seleção do sul, porque era um ambiente muito bom. Era divertido, a gente divertia-se muito. Tivemos sorte sempre com os treinadores que nós tivemos, que também eram muito nossos amigos, compreendiam as nossas dificuldades, tentavam nos ajudar ao máximo. Por acaso, eu gostei sempre. Eu não tenho nada contra o ter jogado por equipas, como na seleção. Fui sempre muito bem recebida e muito bem tratada.
E como é que foi depois esse dia marcante, acredito eu, para qualquer jogadora, o primeiro jogo da história. Estamos a falar de 24 de outubro de 1981. Nesse caso, a Jena nem jogou, ficou no banco de suplentes.
Exatamente.
Mas como é que foi ver esse jogo a partir do banco? Que emoção é que sentia?
É grande. Eu acho que é indescritível uma pessoa poder dizer isso. É ver as nossas colegas a jogar, colegas que eu admirava. Eu, na altura, tinha a minha ídola no futebol feminino, que era a Alice. Eu gostava imenso de a ver jogar. Estava ela na baliza. Fui sempre a guarda-redes que eu mais admirei. Depois de começar a jogar, vi outras guarda-redes e eu também gostei imenso de ver a Carla Cristina. Ela jogava em Lisboa. Acho que chegou a jogar no Sporting. Para mim, foi uma das grandes guarda-redes.
Era a Carla Cristina.
Carla Cristina, não era? Para mim, foi das melhores que eu vi até hoje. Mas é enorme. Só estar ali no banco, para mim, já me satisfazia. Ver aquelas jogadoras da seleção francesa, que na altura era uma grande seleção. Eu acho que foi o jogo que nós empatamos.
Sim, 0 x 0.
Foi para nós muito bom, porque era o nosso primeiro jogo. Nós até comentávamos que os homens quando fizeram os primeiros jogos deles perdiam. Nós conseguimos empatar. É uma alegria enorme. Já passaram tantos anos, já passou tanta coisa pela minha vida. Sei que fiquei muito contente, foi uma alegria enorme, mas de resto já não me lembro de muita coisa.
Mas lembra-se certamente da sua estreia, não é? Porque foi no jogo a seguir, frente à Suíça, uma derrota por 2 x 0. Mas a partir daí, a Jena acabou por ser, acho que é justo dizer, a grande figura da baliza em Portugal, porque até 95 jogou quase sempre a Jena como titular e jogou praticamente os jogos todos. Como é que foi essa estreia contra a Suíça? Estava muito nervosa, até porque sofreu dois gols. E isto não é para menorizar, porque só sofrer dois gols na altura já era, diria eu, algo muito bom. Como é que foi também gerir tudo isso no primeiro jogo, no jogo de estreia?
A gente gere bem. Eu falo por mim. Quando eu jogava nos clubes, antes do jogo eu estava sempre um pouquinho nervosa, mas mal uma pessoa entra dentro de campo, ouve-se o hino, as lágrimas vêm aos olhos. A mim vinham. É uma emoção muito grande. Mas depois de começar o jogo, a gente só quer dar o nosso melhor, ajudar a nossa equipa. Era isso que eu sentia na altura. Era um nervosinho muito miudinho, mas depois de começar a jogar, era muito bom e quando acabava, perdendo ou ganhando, sabia que tinha dado o meu melhor e tinha corrido bem. Perdemos, é verdade, mas, por exemplo, contra a Itália, que eram as vice-campeãs na época, ganhamos em Itália 2 x 1. Esse jogo eu acho que nunca mais. Muito grandes.
Jena, depois há aqui em 1983, um momento mais complicado em que a Federação Portuguesa de Futebol acaba por abandonar o projeto feminino, que só é retomado 10 anos depois, em 1993. Foram 10 anos de interregno, 10 anos em que muitos sonhos ficaram em suspenso. A Jena foi das poucas que seguiu depois nessa segunda geração e em 93 voltou a ser a guarda-redes titular da seleção a partir daí, durante mais alguns anos. Como é que foi essa travessia no deserto? Dez anos em que de repente não há seleção e não há esse sonho.
Foi triste. Nós ficamos muito tristes, porque estávamos todas contentes, porque tínhamos uma seleção e de um momento para o outro ficamos sem isso. Mas continuamos a lutar para que houvesse melhores condições a nível clube. Nós no Boavista dávamos o nosso melhor, tentávamos fazer torneios para as pessoas verem que o futebol feminino era uma realidade. Tivemos aqueles 10 anos a tentar dar o máximo, até que finalmente houve alguém que voltou a apostar no futebol feminino e para nós voltou a ser outra vez outra alegria enorme, mas foi complicado. Porque nós sabíamos que tínhamos potencial e se tivéssemos continuado, se calhar hoje as nossas meninas já tinham alguns títulos europeus, porque nós tínhamos muito valor naquela altura. Tínhamos já jogadoras com grande nível, só que a federação não quis apostar em nós, no futebol feminino, e foi triste. Mas ao fim de 10 anos voltaram a apostar e continuar, e ainda bem que isso aconteceu, e é cada vez melhor agora. Se nós tivéssemos um bocadinho das condições que hoje em dia elas têm, eu acho que nós tínhamos uma grande seleção na altura. Nós sem condições nenhumas conseguimos fazer um trabalho excelente. Eu falo já da segunda vez com o mister António Simões. Acho que ele fez um grande trabalho com a equipa e se não tivesse havido o interregno, acho que teríamos grandes seleções, grande seleção de futebol feminino.
Falava aqui dessas condições Obviamente que não há comparação entre aquilo que era na altura e aquilo que há agora.
Não.
Por todos os motivos. Que sacrifícios a Jana Teixeira pessoalmente teve de fazer para poder ir à seleção e para poder jogar futebol nos clubes? Lembra-se de algumas histórias que mostrem aquilo que teve de abdicar?
A nível clubes só tínhamos treinos à noite. Eu durante o dia trabalhava. Comecei a trabalhar cedo, aos 17 anos. Trabalhava durante o dia e à noite ia para os treinos, só que o treino começava às 21:00 e eu tinha que ainda fazer a minha parte de guarda-redes. Chegava a casa à 01:00. Imagina no inverno, a chover. Nós antigamente éramos campos pelados, era lamice. Era um sacrifício muito grande. Por exemplo, aos fins de semana tínhamos jogos. Nós cumpríamos à risca aquilo que o treinador nos pedia, que era para não irmos para as noites, não saíamos. Nós prescindimos de muita coisa naquela altura, sem nenhum objetivo. Foram aqueles 10 anos que nós poderíamos tentar treinar e fazer sacrifícios, porque sabíamos que mais tarde poderíamos ter uma seleção. Mas eram 10 anos a dar no duro, a trabalhar, sem condições nenhumas para conseguirmos jogar e ter um bom nível, que era aquilo que o Boavista tinha, porque nós fizemos grandes torneios lá fora e ganhámos sempre os torneios todos porque nós tínhamos grandes sacrifícios. Eu, por exemplo, para ir para a seleção tinha que convencer o meu patrão a dispensar-me durante uma semana, porque não havia nada que o obrigasse a dispensar-me. Ele só me dispensava se quisesse.
Claro. E dispensou.
E dispensou, porque ele por acaso também era potencial. Eu quando comecei a trabalhar, comecei a trabalhar numa casa de desporto que era a Casa Oate, que era do falecido árbitro Joaquim Gonçalves. E como ele também estava metido no desporto e percebia perfeitamente as coisas, ele deixava-me ir. Inclusive nunca me descontou nada, pagou-me sempre tudo direitinho e tenho-lhe muito a agradecer. Infelizmente já não cá está, mas foi uma das pessoas que me possibilitou fazer esses jogos quando era convocada para ir para fora.
Jana, eu tenho uma questão e já estamos quase a acabar a nossa conversa. Obviamente jogar futebol tem os seus obstáculos, mas eu diria, até porque também partilho esse gosto particular de ir à baliza, jogar na baliza muitas vezes é uma posição muito solitária, muito isolada, que leva também a outro tipo de mazelas, às vezes físicas. Ainda mais jogar no pelado, como a Jana dizia há pouco. Como é que começou essa paixão por ser guarda-redes? Porque quando se joga na rua, os mais jovens normalmente gostam de ir à frente, de marcar os golos. Como é que surgiu essa paixão pela baliza? E depois que sacrifício maior era esse de ser guarda-redes em campos pelados, acredito, com poucas condições.
Eu vou explicar muito simples. Eu realmente quando jogava na rua, jogava à frente. O que eu queria era marcar golos. E quando esse senhor me levou para o Boavista, também foi para jogar à frente. Fui fazer a captação que se faz no futebol. Mas na altura eu acho que faltava o guarda-redes e pediram para eu ir para a baliza. E eu fui. E o treinador da altura, salvo erro o senhor Pacheco, disse: "Olha, tu tens jeito é para a baliza, tu tens o dom de ser guarda-redes. Sem nunca teres sido, tu tens um dom". E eu comecei a pensar para mim: "Realmente estar na baliza eu vou descansar mais, não vou andar a correr para trás e para a frente, que eu não gosto muito de fazer grandes esforços".
Lá está a tal preguiça, que dizia há pouco.
Exatamente. Só que depois esqueci-me dos treinos que é dobrado. Mas foi uma coisa que eu gostei imenso. Eu adorei ser guarda-redes.
Nunca partiu nada? Nenhum dedo?
Sim, parti um dedo. Tive dois traumas cranianos, inclusive um foi contra a seleção dos Estados Unidos, que foi em Portimão, salvo erro. Foi em Portimão o jogo. Naquele mundialito que eles fazem no Algarve.
Certo.
Foi na primeira parte, faltavam cinco minutos para acabar a primeira parte. Levei um pontapé da Michelle Akers, que era na altura a craque deles. Desmaiei. Eu esse dia não me recordo. Imagina conseguir fazer. Eu desmaiei, entretanto vim ao normal. Perguntaram se eu estava bem, eu disse que sim. Joguei até ao intervalo. Quando eu saí estava zero a zero. Só que entretanto voltei a desmaiar e fui para o hospital. E foi tratado um trauma craniano grave. E foi aí que eu depois optei por deixar de jogar futebol.
Foi mesmo a partir daí.
Foi a partir daí. Eu ainda fiz mais uma época, salvo erro, mas não quis. Não temos as condições que elas têm agora.
Claro.
Eu trabalhava, eu dependia do meu ordenado e eu disse: "Não, não vou estar a dar cabo da minha saúde a jogar futebol, porque depois não vou ter benefício, depois como é que eu vou viver?"
E teve alguma sequela mais depois desse jogo, já no seu dia a dia?
Não, depois não. Não consigo recordar de muita coisa, mas isso também já faz parte da idade, porque há coisas que as minhas colegas falam de quando nós nos encontramos, que às vezes nós fazemos as nossas brincadeiras das velhas guardas e eu não me consigo recordar de muita coisa. Provavelmente esse trauma foi um bocadinho grave.
Foi um sacrifício adicional.
Exatamente. Mas a federação agradeceu-me e fez-me um jogo de despedida, por acaso. Devo ter sido das poucas jogadoras que na altura a federação fez isso.
Estamos a falar do jogo contra a Islândia em 1995.
Exatamente. Eu acho que esse jogo até ganhámos. Já não me recordo.
Ganharam de 2-1.
Exatamente. Foi o meu último jogo. Eles até me ofereceram lá umas coisinhas que eu tenho lá em casa. E eu depois ainda fiz o resto da época no Boavista, mas eu disse às pessoas que ia deixar. Entretanto, fiquei a ajudar a Bea como treinadora, era a treinadora de guarda-redes, mas ao fim de um certo tempo também disse: "Não, para mim o futebol acaba aqui", e deixei.
Olhe, Jana Teixeira, a nossa conversa acaba aqui também e muito rapidamente ia só pedir-lhe que deixasse uma dica, um conselho a todas as mulheres que nos estão a ouvir e que querem jogar futebol e, quem sabe, querem ser guarda-redes. Qual é o maior conselho que lhes pode dar nesta altura em que os tempos também são bastante diferentes?
Agora se realmente gostam de praticar desporto e o futebol principalmente, eu acho que deviam procurar um clube, que eles fazem muitas captações agora. Arrisquem, porque é muito bonito. A camaradagem é muito boa e agora com as condições que eles têm, que jogam em relvados, têm condições excelentes. Se tiverem jeito, aproveitem que vão longe, de certeza. Mas eu acho que deviam de aproveitar estas oportunidades que estão a dar agora, que infelizmente na minha altura não tínhamos, mas que agora estão a dar e acho que é de aproveitar. Não é só para os meninos, portanto as meninas também têm o mesmo direito e acho que deviam de aproveitar. Quem é que gosta da modalidade?
Claro que sim. E obrigado também por ter aberto esse caminho, Jana Teixeira. Muito obrigado por ter estado aqui nas Primeiras. É uma das primeiras guarda-redes da nossa seleção feminina, que vai ter agora mais um capítulo no Campeonato da Europa de Futebol. Obrigado, Jana, e até uma próxima.
Obrigada. Obrigado eu. Um beijinho. Adeus.