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Esta é a Boa Moeda, Má Moeda, sempre com o Paulo Ferreira. Paulo, com os combustíveis aos preços que estão, quanto é que se poupa com um carro elétrico? Tu tens um, és capaz de saber.

Bastante.

Bastante.

Sim, aqui vamos seguir as contas feitas pelo Expresso e, de facto, a poupança é muito grande. Vamos imaginar um carro diesel, portanto gasóleo, que consome 5 L aos 100 km, é uma consumo ainda baixinho.

Sim.

Consumo intermédio de 5 L. Aos preços atuais, o dono deste carro gasta, por 100 km, 11,10 €. Se for um elétrico, vamos considerar um consumo combinado de 16 kWh, por cada 100 km gasta-se 3,25 €. Neste caso do elétrico, considera-se que o preço da energia de carregamento é o preço de casa, portanto, tarifa regulada, tarifa de habitação, que é muito mais barato do que carregar num dos postos públicos de carregamento. Ou seja, estamos a falar de uma diferença de 3,25 € para 11 €.

É uma grande diferença.

É quase o triplo. O gasóleo é mais do triplo, aliás, é 242% a mais. Se fizermos as contas com a gasolina, a diferença não é muito grande, isto é, em relação ao gasóleo, porque os preços andam alinhados. Portanto, com 50 €, o proprietário de um carro a gasóleo consegue hoje andar 437 km nestes pressupostos. Com esses mesmos 50 €, um carro elétrico pode andar mais de 1600 km. É muita diferença, é uma diferença muito maior do que existia no início do ano, por exemplo, quando os combustíveis estavam muito mais baratos, mas já assim o carro elétrico era mais barato, o combustível era 136% do custo da energia. Portanto, mais do que nunca, o carro elétrico com estes preços de combustível e com estas tarifas elétricas compensa muito.

Olha, por falar em compensar, os certificados de aforro continuam a atrair poupanças.

Muita gente. Em agosto voltou a subir o montante líquido investido em certificados de aforro. É o 23º mês consecutivo em que sobe o montante. Montante líquido, já agora, são investimentos, menos as pessoas que retiram dinheiro de certificados aforro, portanto, há mais dinheiro a entrar do que a sair. Houve uma subida em agosto de 15,7% em termos homólogos. Durante o mês de agosto foram mais de 753 milhões de euros do que em julho investidos. Apesar de tudo, as taxas de juro continuam a não cobrir a inflação. Os certificados de aforro da série F, que estão agora em vigor, a taxa está no teto máximo 2,5%. As Euribors estão muito acima, como sabemos, mas legalmente há este teto máximo, abaixo da inflação, que é de 3,3%, mas ainda assim continua a atrair muita gente com este rendimento, que é muito superior, ainda assim, aos depósitos a prazo.