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Começamos esta Boa Moeda, Má Moeda a falar de carros elétricos, porque vai haver novos apoios para a compra.
É verdade, novos apoios. Isto foi anunciado ontem pela Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho. Estão reservados 50 milhões de euros para esta medida. Há uma parte que vai funcionar em moldes semelhantes aos concursos de apoios anteriores, mas a grande novidade é que haverá também aqui uma fatia destinada ao apoio à compra de carros elétricos por famílias mais vulneráveis, com menos rendimentos, mais carenciadas, que poderão candidatar-se a uma comparticipação que pode ir até 80% do valor do automóvel, que é substancial. Ainda não há detalhes sobre qual é o limite de rendimentos a partir do qual as famílias deixam de poder.
Portanto, ainda não sabemos onde está o diabo.
Onde está o diabo, qual é o limite de rendimentos, exatamente, como é que se processa depois. Várias dúvidas. Se há um limite para o valor de venda do automóvel, para a comparticipação destes 80%. Presume-se que sim, até porque nos outros apoios também havia apoios até aos 38.500. Sim, que é para não se comprar um Porsche elétrico, se quisermos, e o Estado paga 80%. Há outra questão também, neste caso dos 80%, importante: quem o compra pode vendê-lo imediatamente a seguir, com uma mais-valia grande ou não? A ideia é reservar uma parcela destes 50 milhões para este apoio, que pode ir até aos 20 mil veículos. Vamos ver depois os moldes em que isto funciona. Já agora recordar, o último concurso para a aquisição de veículos elétricos com apoios teve uma dotação global de 10 milhões de euros, portanto vai ser multiplicado por cinco o montante. Eram elegíveis os veículos que já tinham sido comprados desde o dia 1 de janeiro de 2025, e os particulares puderam receber um incentivo de até 4.000 € para a compra de carros 100% elétricos, aqui não entram os híbridos, que tivessem o preço de venda até 38.500 € ou 55.000 € no caso de modelos com mais de cinco lugares. Feitas umas contas muito rápidas, estávamos a falar de um apoio que pode ir até aos 10% do veículo automóvel. Obviamente que estes 80% são uma coisa completamente diferente, dirigem-se também a um segmento diferente. Há outra questão dos carregamentos também, porque a grande vantagem está quando se pode carregar em casa, não havendo a possibilidade de carregar com tarifas elétricas domésticas, a vantagem perde-se um pouco, mas vamos aguardar pelos detalhes disto tudo.
Entretanto, há novidades sobre os juros dos certificados de aforro, não é?
Que vão manter-se nos 2,5% em novembro. No fundo, é o teto legal e devem manter-se assim durante alguns meses, porque a indexação que é feita dos certificados de aforro é feita à Euribor a três meses. Fazem-se umas contas com os últimos 10 dias de final de mês, à média de Euribor, e tem andado acima dos 2,6%. Sempre que está acima dos 2,5%, aplica-se o teto, dali não sobe mais. E como nós estamos numa expectativa de mais subidas ainda das taxas de juro, talvez não hoje, hoje o BCR reúne, a expectativa é que faça uma pausa na subida dos juros, mas ainda deverá voltar a subir novamente este ano e no próximo ano. Mas a expectativa é essa, de uma subida de juros. Enquanto a Euribor continuar acima dos 2,5%, o juro dos certificados de aforro vai estacionar sempre ali nos 2,5%. O que, com a inflação que nós temos acima dos 3%, continuamos a perder dinheiro, continua-se a perder dinheiro com este juro.