Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Já temos conosco Pedro Lino, mais uma vez. Pedro, bem-vindo, mais uma vez. Estamos ainda em início de ano, podemos considerar isso, e é a altura certa para fazer um pouco as revisões de várias coisas, nomeadamente do perfil de risco a que estamos expostos.
Bom dia, Paulo. Bom dia a todos. É verdade, estamos em janeiro e o risco muda com a vida, e por isso há que perceber qual é o risco que eu devo ter em 2026. No fundo, o que nós temos que perceber é que o risco muda à medida que a vida também avança. E pode ter mudado desde o ano passado. É só fazer um exercício muito simples: mudei de emprego, tive filhos, contraí ou paguei um empréstimo, aumentei ou perdi um rendimento, ou estou mais perto ou mais longe da reforma. Ou seja, se alguma destas perguntas teve alguma alteração, então isso pode significar uma alteração também do meu nível de risco e da capacidade de aceitar mais riscos. Porque, por exemplo, se tive mais filhos, se estou mais perto da reforma, se calhar quero ter algo mais seguro, não quero arriscar tanto. E por isso o risco não é uma característica só da pessoa, é uma fotografia daquele momento.
Podemos expor-nos ou não a mais risco conforme a nossa circunstância.
Exatamente. E as circunstâncias, o que nós temos que saber é que elas mudam ao longo da vida. Ou seja, eu agora posso ter um perfil defensivo, mas amanhã posso ter um perfil agressivo, e não há problema nenhum com isso. Pelo contrário.
Muitas vezes faço essa confusão: qual é a tolerância daquela pessoa ao risco? Não é a pessoa, é o momento.
É o momento. Naquele momento, eu posso ter uma determinada tolerância ao risco, mas no momento seguinte, outra. Por isso é que este exercício deve também ser feito, e nada mais como no início do ano também para podermos fazer.
E como é que nós depois ajustamos o risco à circunstância?
O risco nós temos que pensar que não é mudar tudo, porque às vezes as pessoas vão de um extremo a outro. Não, o risco é ajustar, reduzir um pouco a exposição às ações ou às obrigações, reforçar ativos mais estáveis, poder aumentar o nível de diversificação. Ou seja, no fundo, nós estamos a conduzir na nossa autoestrada do investimento. Nós temos é que afinar o volante, não é travar a fundo no meio da autoestrada, porque isso até nos pode causar um acidente financeiro. Ou seja, nós queremos é, face às alterações que tivemos ou não, na nossa vida, poder ajustar. E por isso é perceber que a nossa capacidade de risco depende também do rendimento, da estabilidade, do património, do horizonte temporal e a tolerância ao risco muitas vezes é algo mais emocional. E estas duas têm que andar a par e passo e em conjunto, que é para nós não alterarmos o perfil de risco de um momento para o outro. Ou seja, nós temos que ir sempre fazendo um ponto de situação de nós próprios.
Portanto, saber muito bem onde é que estamos. De alguma maneira.
Saber muito bem onde é que estamos.
Que isso é essencial para saber onde é que queremos chegar.
Sim, por isso é que nós devemos rever o risco todos os anos, ou pelo menos anualmente, para perceber se houve alguma circunstância que tenha mudado substancialmente. E assim evitamos decisões emocionais em momentos de crise. Normalmente, é quando as bolsas caem ou sobem muito que depois entramos em pânico. Mantemos a nossa carteira de investimentos alinhada com a vida real, porque se alguma coisa mudou, já estamos alinhados e aumenta a nossa probabilidade de cumprir objetivos. Disciplina, análise, e isto não é preciso muito tempo. E como disse, com um papel e caneta, uma folha A4, isto não é nada difícil. Aparentemente, é complicado, mas não. Por isso, investir bem não é ter o perfil de risco mais agressivo, é ter o perfil certo para a nossa vida e no momento que nós estamos a viver.
Claro, e isso vai mudando, como já vimos, ao longo da vida. Uma coisa é ter 18 anos e estar a começar a trabalhar, aí o comportamento financeiro deve ser outra coisa é estar na reforma, por exemplo.
Eu devo ter 75, 80 anos, eu quero mais estabilidade e não vou, se calhar, aguentar ver as bolsas subir ou descer 20%.
Sem dúvida. Uma coisa é ser solteiro e bom rapaz ou um casal sem filhos, outra coisa é ter duas ou três crianças que vão crescer e vão para a universidade. Claro, obviamente. Portanto, tudo tem lugar e é preciso fazer essa análise. Pedro Lino, obrigado. Bom dia, voltamos para a semana.
Obrigado, bom dia, bom fim de semana.