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Abrimos agora a conferência de imprensa na Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Teresa Freire, a edição de hoje é da jornalista Maria Miguel Marques. Começamos com a privatização da TAP, é o grande destaque do Jornal de Negócios, que salienta que além do cheque para a TAP, a Lufthansa traz o triplo para Portugal.

O governo escolheu a empresa alemã para ficar com até 49,9% da TAP, o que justifica com um encaixe de 1201 milhões de euros, que assegura, mas também pelo reforço da frota da companhia portuguesa a que se compromete e pelos novos investimentos previstos em Portugal, o que triplica o montante da oferta financeira. Relativamente à frota da TAP, a Lufthansa pretende investir entre três e quatro mil milhões. Desde logo, assumiu na proposta um reforço para 117 aeronaves em 2025 e para 130 após essa data, já com o novo aeroporto de Lisboa a funcionar. O grupo alemão propôs-se ainda levar a cabo investimentos adicionais, como o de 500 milhões de euros na renovação da pista e numa nova escola de pilotos em Tancos, um projeto que se soma à instalação de uma Travel Tech Innovation and Startup Hub em Aveiro e de um centro de serviços corporativos e operacionais em Portugal, que acrescentam ao da Lufthansa Technique em Santa Maria da Feira, no valor de 300 milhões de euros.

No dia em que toma posse Nuno Parreira da Silva à frente da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, o Diário de Notícias destaca uma previsão que o anterior secretário-geral, Ricardo Carrilho, fez face à própria exoneração do cargo. Diz que este órgão vai tornar-se ineficiente.

São declarações que fazem parte de uma entrevista que foi realizada antes de ser conhecido o novo nome à frente da Secretaria-Geral da Administração Interna. O antigo secretário-geral do Ministério da Administração Interna afirma ter sido exonerado devido às divergências em torno do SIRESP, apesar dos resultados positivos da Secretaria-Geral. Segundo o próprio, o conflito estará relacionado com a proposta de reestruturação da empresa, que previa uma poupança anual de 11 milhões de euros e com a exigência de maior transparência nos encargos suportados pelo Estado. O ex-dirigente contesta as justificações apresentadas pelo ministro, denuncia atrasos em decisões e processos pendentes e admite recorrer aos tribunais, defendendo uma investigação independente ao caso.

Seguimos com o Jornal de Notícias. A capa destaca que metade dos adultos pobres têm trabalho, mas a habitação fez disparar a carência.

E a população em risco recuou para menos de dois milhões, mas a pobreza persistente cresceu. As famílias monoparentais são o grupo mais crítico. No mercado de trabalho está praticamente metade dos adultos pobres, segundo o relatório da Rede Europeia Antipobreza. Pela primeira vez numa década, as pessoas em risco de pobreza ou exclusão social recuaram para menos de dois milhões em 2025, mas a taxa de pobreza persistente, que já existia em pelo menos dois dos três anos anteriores, cresceu para 9,5%, afetando cerca de um português a cada 10. A análise confirma ainda que quase metade dos pobres não recebem apoios. O relatório a que o JNM teve acesso vai marcar o 18º Fórum Nacional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, hoje e amanhã, que tem lugar no Porto.

Passamos agora à imprensa internacional, a começar pelo Reino Unido. O jornal The Guardian destaca a visita do líder ucraniano Volodymyr Zelensky ao Reino Unido.

Mais especificamente, destaca as declarações de Zelensky, que afirmou sentir-se pessoalmente traído por Donald Trump, após ter vindo à tona que o acesso das Forças Armadas ucranianas ao satélite Starlink de Elon Musk foi restringido, o que levantou dúvidas sobre o apoio americano a longo prazo a Kiev. Em Londres, Zelensky acusou Trump de arriscar um colapso nas relações já tensas devido ao acordo dos Estados Unidos para comprar diesel de Moscovo.

Olhemos ainda para a Folha de São Paulo. O destaque é que o Senado brasileiro aprovou o fim da escala seis por um.

É um trunfo para Lula da Silva, a apenas 11 dias da eleição. Esta alteração na Constituição reduz a jornada semanal para 40 horas, sem cortar salários. A proposta foi aprovada por 75 votos a favor e um contra, nos dois turnos de votação. O senador republicano Hamilton Mourão foi o único a votar contra esta proposta. Esta lei começa a produzir efeitos após a publicação no Diário Oficial brasileiro.

Estão vistos os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a jornalista Maria Miguel Marques. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.