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Há sinais de desaceleração dos preços das casas.
É verdade, isso é o copo meio cheio, para quem procura casa. Quem tem casa quer que o preço suba cada vez mais.
Há uma bolhinha.
Pode haver uma bolha, de facto, anda para aí uma discussão que envolve também o FMI sobre isso. Mas nós podemos olhar, de facto, para estes indicadores de duas formas. Uma é olhar para a taxa de crescimento do preço das casas ou amén. Ainda assim, cresceu 16,5% no segundo trimestre, segundo dados do INE. Se quisermos ter uma luz de esperança, olhar para isto comparando com o crescimento anterior, então há uma desaceleração, porque no trimestre anterior tinha crescido 17,8%. Portanto, há aqui uma quebra de 1,3 pontos percentuais na taxa de crescimento. É o segundo trimestre consecutivo em que há esta desaceleração. Os preços continuam a aumentar, aumentam cada vez menos, a um ritmo cada vez menor. Outro sinal de que pode haver aqui um certo arrefecimento do mercado: houve uma redução de 6,4% no número de transações, no número de compras e vendas de imóveis no país, o que significa que o mercado pode não estar assim tão aquecido. Depois, há aqui duas regiões, Algarve e Madeira, onde houve mesmo queda de preços, na casa dos 2, 3%. Não é muito significativo, mas de qualquer maneira é importante assinalar. Duas regiões estas em que também houve uma queda forte do número de transações na casa dos 15% na Madeira e menos 12% de transações no Algarve. Há aqui alguns sinais, em algumas regiões e no país como um todo, de que pode haver um certo arrefecimento do mercado. E o FMI diz que os preços em Portugal estão a níveis esticados, mas também não prevê uma correção para breve.
No sentido contrário, as prestações das casas que não param de subir.
As taxas Euribor, mesmo que as casas não subam tanto, a prestação da casa vai continuar a subir e a taxa mais usada nos contratos de crédito à habitação, que é a taxa Euribor a seis meses, já está nos 3%. Subiu ontem para, para ser rigoroso, 2,999%. Portanto, está a tocar nos 3%. Este é um valor máximo, um novo máximo desde outubro de 2024, portanto, valeu o máximo de dois anos.
Estás com a mão no pescoço, Carla.
Estou a enfiar tudo.
Estás a fazer de corda.
A tua é 12 meses, então olha, 3,332. Doze meses está acima agora. Porque o mercado prevê que daqui a um ano as taxas estejam superiores. A Euribor a seis meses é a mais importante facto neste mercado, porque representa 40% do stock de empréstimos, quase metade estão indexados a esta taxa. Portanto, contem com subida das prestações nas próximas revisões, nos próximos meses.