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Olá, seja bem-vindo a um novo episódio do "Claro como Água", o podcast da iniciativa "Vimer Explica" em parceria com a Rádio Observador. Eu sou a Maria João Simões e hoje vou conversar com a professora Conceição Calhau, nutricionista, professora catedrática na Nova Medical School e autora do livro "Deixemos de Tretas". Vamos falar sobre a importância da qualidade da água na saúde. Bem-vinda, professora, muito obrigada por ter aceitado, uma vez mais, o nosso convite e claro, muitos parabéns pelo sucesso do seu livro.
Muito obrigada.
Professora, na temporada anterior disse que em Portugal se bebe muito pouca água, que o inquérito alimentar nacional indica que bebemos em média 800 ml de água por dia, sendo que as crianças bebem tão somente cerca de 400 e que é importante mantermo-nos hidratados, que é fundamental para o bom funcionamento dos órgãos, inclusivamente o cérebro, e também para o antienvelhecimento, e ainda que devemos ser exigentes com a qualidade da água. E por isso gostava de começar por aí. A qualidade da água, a sua riqueza em minerais interfere na hidratação? Quanto mais mineralizada for a água, maior a sua capacidade de hidratação ou, pelo contrário, quanto menos mineralizada for, maior a absorção da água e a sua capacidade de retenção no nosso organismo?
Acho que aqui uma questão importante é colocar a água como ela está em termos de imagem na roda dos alimentos, no centro, é colocar a água, a hidratação, no centro da discussão e entendermos como alimento. O que significa que ser um alimento, nós também temos diferentes tipos de água. A água não é H₂O. Isso quimicamente é o que nós chamamos de água, mas aquilo que bebemos, de facto, tem uma complexidade química bastante maior. E, portanto, na realidade, muitas vezes normalizamos água como uma coisa qualquer e não é. Relativamente à mineralização, a água efetivamente tem aqui uma função importante de hidratar, mas depois também é um alimento rico. Pode ser rica em minerais e muitas outras complexidades químicas, mas na verdade, a riqueza em minerais é extremamente importante, não só para facilitar a hidratação, mas também para uma reposição eletrolítica e portanto, sem dúvida nenhuma, que a química da água é extremamente importante e cada vez se vai estudando mais. Há águas cujo percurso acaba por ter mais riqueza em cálcio, mais riqueza em sílica, mais riqueza em magnésio. Temos uma diversidade grande. Nós costumamos até, de uma forma mais vulgar atualmente, quase que também reduzir a água a três patamares: a água da torneira, a água engarrafada e depois uma água alcalina. E na verdade, o pH da água é resultado também desta riqueza em minerais. E depois pode ser interessante a riqueza em minerais, não tanto o pH, porque se tivermos uma água com gás, ela pode ser muito rica em minerais e não ter o pH alcalino.
Exatamente. E professora, o equilíbrio e a diversidade de minerais também é importante por comparação com águas com elevada mineralização, mas com concentração não só mineral?
É muito importante a parte da mineralização, porque como eu estava a explicar, a riqueza em minerais pode ser muito diferente. Podemos ter águas mais ricas em cálcio, em magnésio e, por exemplo, até temos alguns exemplos de águas que tipicamente são ricas em sódio e que muitas vezes até de um preconceito de estarem muito associadas à hipertensão arterial. Mas muitas vezes a fórmula de aparecer o sódio não é cloreto de sódio, mas é bicarbonato de sódio. Portanto, até o próprio mineral, o próprio sódio, também é diferente daquilo que é a sua relação depois com a pressão arterial. Aliás, nós fizemos há vários anos uma publicação científica e fizemos o ensaio clínico relativamente a fazer essa prova. Ou seja, fizemos o ensaio clínico com o consumo de águas ricas em bicarbonato de sódio e não houve uma alteração da pressão arterial. Portanto, é efetivamente uma complexidade química que merece a sua atenção também do ponto de vista científico e não normalizar ou até banalizar um bocadinho o tema, porque parece que estamos a falar todos da mesma coisa e não estamos.
E professora, a água dura, por ter maior composição em minerais, é mais benéfica pra saúde? De que forma é que a água que consumimos impacta a nossa saúde a longo prazo?
Por exemplo, a saúde intestinal é altamente influenciada e cada vez temos mais essa evidência, se é mais rica em magnésio, se é mais rica em cálcio. Efetivamente, temos alterações daquilo que também hoje em dia temos muita evidência, que é a importância das bactérias no intestino, do microbiota intestinal ou da flora intestinal. Efetivamente, esta riqueza em minerais também vai condicionar o tipo de microbiota. Na verdade, nós temos um ensaio clínico que ainda não estão divulgados os resultados, com uma água rica em minerais e já agora com gás, mas gás natural, e essa água levou, por comparação com uma água menos rica em minerais e sem gás, a uma alteração muito interessante do ponto de vista do microbiota intestinal. Principalmente, e esse é um dos resultados mais promissores, é aumentar mais a presença de bactérias que produzem ácidos gordos de cadeia curta ou butirato, que são obviamente aquelas bactérias que melhor associação têm a outcames de saúde. Portanto, efetivamente, no ensaio clínico em humanos, em que nós comparamos uma água menos rica em minerais com uma água mais rica em minerais, tivemos a prova dessa exposição com alterações num órgão tão importante como o microbiota intestinal. Portanto, de facto, é bastante importante nós termos a noção de que é um alimento. Quando falamos em fruta, a fruta pode ser muito diferente, mas quase que aqui dizer água, depende do tipo de água e também da condição daquele indivíduo, o que ele precisa. Se estamos a falar no atleta, se estamos a falar no antes ou depois ou durante a prova. Quer dizer, efetivamente, esta qualidade química da água pode ser adaptada àquilo que são as necessidades de cada um.
E professora, será que do ponto de vista prático, podemos associar a mineralização total de cada água ao conceito do princípio ativo dos medicamentos? Por exemplo, se um paracetamol de 1000 mg tem mais princípio ativo do que um de 100 mg, não podemos associar da mesma forma a mineralização total ao princípio ativo da água?
Aí sim, porque obviamente aqui a concentração é a qualidade dos minerais que temos na água e a sua concentração. E obviamente que aí vai depender muito, ou seja, eu posso ter uma água com magnésio, mas ser uma quantidade menor de magnésio por comparação com outra água mais rica em magnésio. Portanto, efetivamente, o efeito no organismo, estes compostos bioativos, vai ser muito importante a sua concentração. O exemplo que deu, que é o meu exemplo, que é um fármaco. O fármaco, nós falamos em farmacocinética, que é o movimento do fármaco no organismo, e depois a chegada do fármaco ao órgão-alvo, a sua farmacodinamia, no fundo, o seu efeito. Em relação a estes compostos bioativos, e que podemos estar a falar dos minerais, efetivamente também significa que tem uma atividade biológica e a sua cinética, e portanto, a sua concentração. O ambiente em que está, o fato de ser água com outros minerais, pode efetivamente facilitar até a absorção de água e até a absorção de outros minerais.
A qualidade da água potável em Portugal e no mundo tem sido uma preocupação crescente. Até a água da torneira, mesmo sendo tratada, pode conter alguns contaminantes, compostos químicos não desejados, como os alteradores endócrinos. Que químicos são estes? Qual é o impacto na nossa saúde a curto e também a longo prazo, professora?
Relativamente à água da torneira, e obviamente estamos a falar de uma realidade química bastante diversificada, não podemos tipificar que existe uma água da torneira, existirão provavelmente muitas.
Depende de vários fatores, não é?
Mas uma coisa é certa, e que eu normalmente digo em relação à embalagem, é que a embalagem da água da torneira eu não a conheço.
Ao contrário da engarrafada, que tem nos seus rótulos a composição.
Exatamente. Temos uma embalagem que a preserva e a isola daquilo que é o meio exterior. Em relação a isso, eu acho que é de fato um grande assunto, um grande tema, que é a questão do plástico ou do vidro, daquilo que é a embalagem. E muitas vezes é esse o principal argumento do ponto de vista da sustentabilidade ambiental, que se vai optar por água da torneira. Mas a verdade é que o percurso da água da torneira, eu desconheço. E se pensarmos muitas vezes naquilo que é o próprio chegar a casa com os canos mais ou menos modernos e com mais ou menos compostos que migram, efetivamente é arriscado falar numa segurança. Mas isso é um tema, do ponto de vista da saúde pública, com muito impacto e falou daquilo que muitas vezes é o lado B dos alimentos ou o lado B deste tema da água, que são os alteradores endócrinos. Os alteradores endócrinos, e para que as pessoas percebam, são compostos que são estranhos ao nosso organismo, mas que chegando ao nosso organismo alteram as nossas funções hormonais, ou seja, o nosso sistema endócrino. Ou seja, vão mimetizar uma hormona, ou vão antagonizar uma hormona, ou vão simplesmente alterar a sua vida ou a sua funcionalidade. E portanto, são compostos estranhos ao organismo que vêm embaralhar o nosso sistema endócrino. Se tivermos a noção do quanto é importante o nosso sistema endócrino para comandar tudo, desde a memória, desde a função da insulina, o metabolismo glicídico. O sistema endócrino comanda a nossa fisiologia, o nosso funcionamento. Eu ter interferências várias de fora, efetivamente baralha muito aquilo que é o funcionamento. Nós já temos uma evidência, até desde o século passado, daquilo que são poluentes orgânicos que persistem no ambiente, ou seja, nós colocamos no ambiente moléculas estranhas ao nosso organismo e que não se degradam e que depois vão estar na cadeia trófica, ou seja, vão estar na água, vão estar nos alimentos sólidos e portanto, essa presença, essa chegada ao organismo tem, nós temos a evidência acumulada, científica, de que temos uma grande relação, por exemplo, com a obesidade, com a diabetes, com as demências, com doença cardiovascular, com o câncer. Aliás, o câncer até foi das primeiras evidências, principalmente compostos que têm atividade estrogênica. E isso é um tema extremamente relevante quando, tanto no caso até da saúde da mulher, tanto andamos à procura das alterações hormonais ao longo da vida. E estas são hormonas, são compostos até com atividade estrogênica, que não estão a ser usados ou nem sequer os vemos, nem conhecemos. E de fato, a acumulação no meio ambiente e depois a chegada ao organismo humano e a sua acumulação, vem estando relacionado com várias doenças. E a primeira evidência, como eu dizia, do século passado, vem exatamente com cânceres estrogenodependentes e portanto, facilmente se percebe que a exposição leva a esta relação. A água não deixa de ser um alimento que também pode ter estes compostos. É muito curioso que raramente nós falamos deste tema em relação ao consumo humano, mas falamos muitas vezes, e se as pessoas estiverem atentas às notícias, falam do imposex relativamente aos peixes, daquilo que é a acumulação destes poluentes e a alteração da sexualidade dos peixes, da sobrevivência dos peixes, muita acumulação destes compostos no rio Tejo, no rio Douro.
Por que se fala pouco disso?
E depois não se fala do consumo humano. Portanto, na verdade, é um tema menos positivo, se calhar. O investimento na investigação científica nesta área não tem sido muito, não tem sido uma prioridade. O meu grupo de investigação, e aí estou bastante à vontade para o falar, para o dizer, porque na realidade nós desde 2007 que temos um grande investimento de investigação na área dos alteradores endócrinos e tivemos muito pouco financiamento público. Sempre projetos financiados e depois tivemos, ao mesmo tempo, uma gestão financeira para podermos fazer esta investigação de uma forma livre e que temos tido muita evidência, quer a nível nacional, do meu grupo, quer a nível internacional, de que estes compostos, de facto, podem estar em muitos alimentos e também na água.
A professora Conceição Calhau acredita que as políticas públicas relacionadas com o abastecimento e o tratamento da água têm sido suficientes para garantir a qualidade da água consumida pela população? Ou seja, na sua opinião, que mudanças seriam necessárias?
Para já entender este tema daquilo que são os químicos que estão acumulados e que são lipossolúveis e que, portanto, no fundo, têm este perigo de alteradores endócrinos, eu acho que tem que haver, claramente e de uma forma bem transparente, uma avaliação da qualidade das águas neste sentido. Nós temos, obviamente, segurança. Há bocadinho falava em água potável, estamos num conceito diferente. Portanto, a segurança microbiológica poderá estar assegurada. Temos, obviamente, também uma monitorização de alguns químicos na água da torneira, mas há aqui um outro mundo que não está legislado e que não é obrigatório pesquisar. E portanto, nós, na investigação científica, temos esses dados, mas na verdade, não há essa obrigatoriedade. Nós sabemos que a nível internacional já está constituída uma task force para que nos diferentes países, sobretudo na Europa, se possa fazer uma monitorização séria e que se possa fazer um investimento maior em tratamento destas águas. Se pensarmos, por exemplo, e para as pessoas terem uma noção clara de que alteradores endócrinos é que podem estar, por exemplo, na água. Temos um grande consumo de anticoncepcionais orais, que têm atividade estrogênica, em que estamos a urinar diariamente aquilo que são os metabolitos destas hormonas. E essas não têm grande tratamento, não há grande solução, porque eles efetivamente persistem no ambiente. Não há uma degradação química, nem da luz, não há estas alterações, eles persistem no ambiente. O que significa que quando nós temos os investigadores a estudar a acumulação daquilo que são os restos dos medicamentos nas águas, depois temos que perceber como é que nós estamos a conseguir, de facto, tratá-las para o consumo humano. Precisamos de fazer um investimento maior para levar este tema um bocadinho mais a sério e relacionado com a saúde.
A água mineralizada engarrafada pode ser uma alternativa à água da torneira quando temos em consideração a saúde?
Como eu disse, a água da torneira é uma natureza química que desconheço e também desconheço a embalagem. Passando à questão, e que eu sei que é uma preocupação generalizada, a questão do plástico, assumindo que estamos a falar, sobretudo, da água que está em embalagem de plástico, é preciso perceber que é uma embalagem que foi testada, é obrigatório por lei testar aquilo que é a migração, ou seja, os aditivos do plástico e que, de facto, uma coisa é o impacto do plástico no ambiente. Temos que assumir que colocamos a embalagem a reciclar. Isso é um não assunto. Se colocarmos a embalagem a reciclar, é um tema importante. Depois é a questão da potencial migração dos aditivos do plástico para a água. Ou seja, de facto, o plástico PVC é muito duro e, portanto, temos aditivos do plástico, como o bisfenol A, como os ftalatos, que podem migrar para a matriz, para o alimento. Portanto, aquilo que é um aditivo do plástico, muitas vezes pode passar a ser um aditivo do alimento. Claro que a garrafa de plástico, legalmente, tem que ser testada e tem que ser testada para não ter migração destes aditivos. Daí que todas as garrafas têm a indicação de que deve ser conservada a água a temperaturas não muito elevadas e que tem que ser protegido da luz. Se cumprimos estes requisitos, é seguro a menor ou a não migração para a água. Claro que se eu tenho a garrafa ao sol, se de facto eu aproveito o plástico da garrafa d'água para pôr um chá ou para pôr um sumo, obviamente, para essas condições já não está testado. Claro que dois temas. Primeiro, eu tenho que pôr a reciclar no amarelo. Segundo, eu não devo fazer má utilização da embalagem. Relativamente à utilização de outra água por causa do plástico. Nós se olharmos bem para aquilo que é o nosso lixo doméstico, não é só a garrafa d'água, não é só o garrafão d'água. Nós temos, hoje em dia, quase tudo embalado. E, portanto, obviamente, que se eu tiver uma gestão de tudo isso, que eu compro a granel e não compro embalado, provavelmente, às vezes é assim um bocadinho tonto eu estar a pensar só focar-me na água, a culpar a água e as embalagens da água, quando depois tudo o resto vem embalado e eu quero que venha embalado. Portanto, acho que esse é um tema que se deve discutir sem hipocrisia. Depois é a questão de abaixo o plástico, e então é copos que são de papel, mas na realidade têm um revestimento plástico dentro, porque não há outra forma, eu não posso pôr um líquido em papel. E então aí é uma dificuldade, onde é que eu ponho a reciclar essas embalagens? Isso tem papel e tem plástico. Eu ainda me recordo de quando começamos nós a fazer a investigação nesta área, portanto, 2007, 2008, tivemos até alguma ameaça da parte da indústria relativamente àquilo que nós estávamos a comunicar dos perigos da má utilização de plástico, e de repente passamos a ter uma outra fase, que é toda a gente diz mal de plástico sem perceber muito bem do que está a falar.
E as alternativas, não é? O que significam.
Talheres de madeira, quer dizer, materiais que não tarda muito estamos a ter esse impacto ambiental também.
E continuando a falar do ambiente, como é que as pessoas podem contribuir para reduzir o desperdício de água sem comprometerem a sua saúde?
Voltando à questão e que nós não nos podemos isolar. Estamos a falar da água e claro que se pensarmos no plástico da água, é um problema de sustentabilidade, mesmo que se ponha a reciclar. Mas eu não posso deixar de, estou focada neste tema, então eu vou focar-me. Como é que eu compro a carne, o queijo, a fruta Eu não posso deixar de separar os temas, porque senão estamos só a culpar a água. Voltando ao tema, é um alimento, eu devo olhar para o rótulo e conhecer a sua natureza. Conhecer o seu percurso, a sua natureza química e, obviamente, já agora, a qualidade da própria embalagem, porque há plástico e plástico. Mas em regra, obrigação por lei, todos são testados em relação à migração.
Já agora, e porque estamos a terminar, professora, não resisto a perguntar-lhe quais são os mitos mais comuns sobre a água e a hidratação que gostaria de realçar com base no profundo conhecimento científico.
A questão é uma prioridade a hidratação, até começamos exatamente esta conversa dessa forma. Nós consumimos em Portugal pouca água e quando as pessoas têm uma ideia, se calhar até já de pequeninos a dizer que 70% somos água. Para já, depende daquilo que é composição corporal. Se eu tiver mais tecido adiposo, tenho menos água. Como eu costumo dizer, a massa muscular é mais rica em água e para eu ter 70% de água, efetivamente, eu tenho que ter mais massa muscular, menos tecido adiposo e tenho que beber água. A água é muito importante. E há outro mito que é: não bebam água às refeições. Isso é seco.
Diz que incha.
Eu até acho que aquilo que está na base é as pessoas entenderem, pelo menos as justificações que eu vou ouvindo, é de que dilui as enzimas digestivas, mas as enzimas digestivas precisam exatamente do meio aquoso para atuarem. Não está demonstrado existir nenhuma interferência e aquilo que sabemos é que é muito importante a hidratação, portanto, bebam. Claro que se eu beber uma coisa gelada e com gás, pode atrasar o esvaziamento gástrico e, no caso das pessoas que têm refluxo, de facto à noite devem evitar, pelo menos beber muito próximo de se deitarem, mas a prioridade: hidratação.
Professora Conceição Calhau, muito obrigada por ter estado conosco no "Claro como água". Foi um gosto conversar consigo. Muito obrigada.
Muito obrigada.
Terminamos com a nossa curiosidade. Sabia que para fazer um par de calças de ganga, apenas um par, são necessários aproximadamente 10 mil litros de água? Também por isso importa sermos conscientes não só sobre o consumismo exacerbado de vestuário, como o uso adequado e controlado da água. Eu sou a Maria João Simões, regresso daqui a 15 dias para mais um "Claro como água" da iniciativa "Vimeiro Explica". Os episódios estão todos disponíveis em podcast, nas várias plataformas digitais e claro, no site do Observador. Não se esqueça, beba água todos os dias, de preferência mineral, a sua saúde agradece.