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Começa agora mais uma comissão de inquérito das manhãs 360. Hoje é nosso convidado o coordenador autárquico e deputado do PSD, Pedro Alves. Bem-vindo!

Obrigado.

Obrigada por ter aceitado o nosso convite.

Bem-vindo.

Sabe ao que vem, não é?

Vem para uma comissão de inquérito.

Não é a primeira, portanto, esta vai ser mais fácil, seguramente.

Esta vai ser mais difícil, porque vou ser eu o inquirido. É mais fácil quando a gente faz as perguntas.

Da outra vez estava do outro lado.

Era do outro lado, é muito mais fácil.

Vai ser mais rápida esta.

Ótimo, então.

Temos cinco perguntas para lhe fazer.

Muito bem.

Cada resposta certa recebe cinco pontos.

Ah, que bom.

Se pedir a nossa ajuda e acertar, só recebe dois. Se falhar, não tem direito a nada.

Mas são fáceis.

São de caras.

O João e a Carla são mais chatos.

Não acredito que isso sejam perguntas fáceis.

São de caras. Quer ver? Convém aqui já cinco pontos. Quando é que formalmente o almirante Gouveia e Melo deixa de ser o chefe do Estado-Maior da Armada? Qual é a data?

Faz-me cada pergunta.

Está toda a gente a contar os dias para que isso aconteça.

Não é uma preocupação que tenha neste momento, mas acredito que seja durante este mês, uma coisa assim deste género.

Não, é em dezembro. Quer ajuda?

Quer ajuda? Claro que sim.

25 de dezembro, 27 de dezembro ou 31 de dezembro.

Creio que será 31.

Não, vai ser a 27.

A 27.

Logo a seguir ao Natal. E temos um almirante livre. Acha que vai dar um bom candidato a presidente?

O almirante já é livre, tem as responsabilidades.

Sim.

É um homem livre.

É um homem livre. Mas depois disso, pode mesmo anunciar que é candidato a presidente da República. Acha que pode ser um bom presidente ou um bom candidato, antes disso?

Eu acho que ele tem vontade própria. Se será um bom candidato, quem o vai definir depois será o povo. São os eleitores que o definem. Se ele tem essa vontade e esse desejo, é um homem livre para o fazer.

Acha que tem? Nota-se que tem vontade.

Poderá, pelo menos, tem feito crer que tem alguma ambição de natureza política. Agora, não sei se será um bom candidato ou será um bom presidente. As dinâmicas eleitorais depois trazem-nos muitas surpresas. O ponto de partida nunca é o ponto de chegada e por isso mesmo, se o ponto de partida foi ele querer ser candidato, vamos ver quem são os outros candidatos e depois os eleitores vão decidir. Não creio que se defina nada à partida.

Partindo do princípio que ele nunca será o candidato apoiado pelo PSD, porque começa a partida, não é militante, uma das condições colocadas já na mesa pelo Luís Montenegro, não pode uma candidatura deste militar colocar em causa o candidato apoiado pelo PSD, por uma divisão, obviamente, daquele tipo de eleitorado?

Eu não sei que eleitorado é que o almirante poderá mobilizar. Uma coisa é certa, as últimas eleições legislativas foram ganhas pelo PSD. Se o eleitorado do PSD continuar mobilizado, certamente que teremos condições de ganhar as eleições. Os dois últimos presidentes da República são dois antigos presidentes do PSD e dois militantes do PSD, o que quer dizer que temos dentro do PSD pessoas com muita capacidade de mobilizar a sociedade. E eu creio que haverá várias pessoas dentro hoje do PSD com essa ambição, provavelmente, e com um perfil que seja suficientemente mobilizador pra sociedade portuguesa. Não creio que o almirante seja uma pessoa que inviabilize uma vitória de um candidato que seja de acordo com aquilo que está definido ou que foi definido no nosso programa em Congresso, que seja um militante do PSD, por isso não assusta, antes pelo contrário.

O padrão que está a dizer, militante, ex-líder do PSD, gostava de ver Marques Mendes a avançar pra a presidência?

É uma das pessoas que tem condições para o fazer. É uma pessoa que tem experiência política, tem bastante conhecimento, é uma pessoa que perante a opinião pública também tem muito boa aceitação. É uma das pessoas que tem essas condições.

E tem capacidade para mobilizar esse eleitorado?

Tem capacidade pra mobilizar o eleitorado. O doutor Marques Mendes é uma pessoa com grande experiência política e com grande capacidade de comunicação. Está presente permanentemente ao domingo na casa das pessoas, ou seja, as pessoas sabem bem o que podem escolher. Agora, em campanha eleitoral pra função, se ele for candidato, veremos se tem essas condições e essa capacidade.

Então vamos seguir em frente?

Vamos lá.

Zero pontos. Não interessa como começa, interessa como acaba.

Exatamente.

É como a questão do Benfica, este PSD que ambiente também.

Olhe, muito bem. Falemos agora de um outro militar, que esse sim, chegou à presidência da República. Com que idade o general Ramalho Eanes foi eleito presidente?

Menina, faz-me cada pergunta.

Olhe, já ganhou cinco pontos só de dizer menina.

Olhe, não faço a mínima ideia, mas vou lhe dizer uma coisa.

Então, diga.

Eu fui diretor de campanha distrital da segunda candidatura do professor Cavaco Silva e convidei o general Ramalho Eanes a participar numa conferência em Viseu. Fizemos uma conferência, quatro pessoas, uma delas foi ele. Ele nunca tinha participado em nenhuma campanha eleitoral, participou naquela campanha eleitoral e deu a cara por Cavaco Silva, e passei a ter uma admiração extraordinária pela forma como ele foi muito claro das razões que o levaram a ter que participar numa campanha eleitoral presidencial, que normalmente não acontece.

Sim, de um ex-presidente.

De um ex-presidente e com o perfil dele, de um militar assim, de uma forma muito diferente. Por isso, tenho uma admiração extrema. Não vivi o 25 de Abril da forma como muita gente hoje o vive, e o 25 de Novembro, em particular, mas não sei mesmo a idade.

Era novo.

Era novo, era novo.

Devia ter os seus 47.

Menos.

Um bocadinho menos. Vá, 47 está perto. Então eu vou dar uma ajuda. Pelo menos dois pontinhos, não é?

Sim.

41, 35 ou 27.

Então tinha 41.

Agora fui eu amiga.

Agora foi muito amiga. Então obrigado.

Falou aí do 25 de Novembro. O Pedro Alves gostou da forma como decorreram ontem as celebrações?

Gostei que se tivesse celebrado o 25 de novembro, até porque a história nunca se apaga e temos que recordar os momentos importantes da nossa história. E este foi efetivamente um momento importante para o 25 de abril, não foi apenas o 25 de novembro. Não gostei das ausências e da polêmica que se quis criar em torno de uma data que é importante para todos nós, e acho que todos congamamos que-

Das ausências como os signatários do Grupo dos Nove, que não quiseram estar presentes?

Não, no Parlamento. Acho que o importante é mesmo o Parlamento. Nós representamos os portugueses, isto foi importante para Portugal e cada um tem que saber estar no seu momento histórico, a perceber a nossa história. E o 25 de novembro faz parte da nossa história. A ausência do PCP não se compreende o porquê, porque também participou, esteve presente no 25 de novembro. Isto é como um jogo de futebol, uns ganham, outros perdem, mas se há jogo de futebol, estivemos todos.

Lá está, os capitães não estiveram também, os sobreviventes do Grupo dos Nove, não acha que isso enfraquece a importância da sessão?

Eu penso que não enfraquece a importância da sessão, porque os portugueses reconhecem a importância do 25 de novembro, e essa é a parte mais importante, depois é um julgamento individual de cada um. Não se deveria tentar excessivamente partidarizar o 25 de novembro, mas procurar fazer do 25 de novembro um momento grande para o povo português, e é isso que se procurou, sobretudo, realçar. E ontem percebeu-se pela lição de história que deu o nosso presidente da República, que era mesmo muito importante perceber o que aconteceu no 25 de novembro, o que esteve em jogo naquele dia e o que faz com que nós hoje possamos aqui estar também a fazer este programa. Deve-se muito ao 25 de novembro.

E, portanto, se o PSD continuar no governo para o ano, contamos de novo com estas comemorações.

Eu acho que isso não deve ter nada a ver com o PSD. Tem que ter a ver com os portugueses e tem a ver com a nossa consciência coletiva enquanto povo. E nós, os portugueses, devemos saber salientar isto que é importante. É a mesma coisa que queremos esquecer 900 anos de monarquia. Não podemos esquecer 900 anos de monarquia, embora sejamos, se calhar, todos estamos a esta mesa, republicanos. Por isso, a monarquia não se deve apagar da nossa história enquanto povo, e daí o 25 de novembro ser muito decisivo para a consolidação daquilo que é o nosso regime democrático.

Muito bem, seguimos em frente.

Vamos, dois pontos.

Dois pontos, então. Vamos aqui.

Dois pontos.

Uma frase. Ainda tenho aqui mais 15 possíveis. Quem é que disse em junho deste ano que há lideranças fracas nos hospitais portugueses, frase que levou à admissão do Conselho de Administração do Hospital de Viseu?

Foi a Ministra da Saúde.

Ana Paula Martins. Exatamente. Esta é boa.

Esta é a mig de Viseu, percebe?

Gosto deste som. Não foi por uma boa causa, mas foi uma frase que tinha que ser dita.

Exato. O governo apresenta, pelo menos é o que diz em muitos comentários, e é visível de alguma forma, algumas fragilidades ao nível de comunicação, pelo menos. Ana Paula Martins é uma delas, a Ministra da Administração Interna, outra. Devia remodelar o primeiro-ministro, ou não?

Penso que não. Se o problema for só a comunicação, estamos bem. O importante é as políticas para o governo. E muitas das vezes a comunicação é a forma também como ela é interpretada ou às vezes como é comunicado também por parte da comunicação social. Não é uma crítica que se faça aos jornalistas, mas a verdade é que também há subjetividade na forma como acaba por se comunicar aquilo que se diz ou que alguém diz. E eu penso que nestes dois ministérios, em particular no da Saúde, que tem uma dimensão e um impacto muito grande na vida das pessoas, a forma como se anunciou planos de emergência fez com que as pessoas tivessem a expectativa que o facto do plano ser de emergência, que o resultado é imediato. Não é. É de emergência porque o problema era grande e era grave.

E não houve cautela na criação dessas expectativas, é isso?

Eu penso que tem a ver com a forma mesmo como se enunciou a solução.

Isso ainda em campanha.

Foi em campanha, que resolve os problemas da saúde em três meses.

Eu vou dizer uma coisa, nós anunciámos também um plano de emergência para a educação, com um conjunto de medidas, e hoje está a resolver-se, porque também dissemos que era para o final do primeiro período acabar com 90% do número de alunos sem aulas. E andamos a ser massacrados: "Não vai ser, não vai dar, o plano Mais Aulas Mais Sucesso não vai acontecer porque é impossível." Mas a verdade é que vai acontecer, aconteceu, já há mais 4 mil ou 5600 professores no sistema para resolver o problema. Na saúde é precisamente a mesma coisa, seja ao nível das urgências, seja ao nível do INEM, seja ao nível de um conjunto de problemas que foram encontrados por parte da Ministra da Saúde, que embora necessitem de um plano de emergência, não têm resolução imediata, porque é uma herança que se arrastou e podia estar aqui a enumerar mais um conjunto de serviços públicos, por isso.

Mas ainda voltando à questão dos problemas de comunicação, não só do Ministério da Saúde, também do Ministério da Administração Interna, esses problemas de comunicação não derivam também de uma falta de clareza das ideias e das medidas para essas áreas?

Penso que não houve falta de clareza. Em momento algum foi dito que as coisas, ou foram apresentadas propostas que não fossem claras. Os resultados é que não eram, ou pelo menos não foram, do ponto de vista público, perceptíveis como de resolução imediata. Era uma forma de começar a resolver os problemas nas urgências. É preciso reorganizar o problema das urgências, nomeadamente as de obstetrícia. Eles têm um problema de urgências em Viseu, a nível pediátrico. Houve um problema que levou àquele comentário das lideranças fracas. A verdade é que o problema está neste momento contido e a ser resolvido. Não se resolveu no imediato, mas já há um processo de consolidação e de melhoria.

Mas, por exemplo, quando a Ministra da Administração Interna admite discutir a questão do direito à greve dos polícias, isso não é uma questão de comunicação. Estava a contradizer aquilo que o primeiro-ministro tinha dito.

Eu penso que aí pode ter existido uma precipitação e também errar todos erramos. Não tenho dúvidas que esse foi um problema de comunicação que trouxe danos Claros. No entanto, não foi uma coisa que pusesse em causa qualquer política do governo, porque nada disto, em termos de resposta de segurança, foi posto em causa. Foi o momento menos feliz da ministra? Foi, que foi rapidamente corrigido, mas não é um problema nenhum.

Vamos passar então à próxima.

Sete pontos, não é? E com mais 10 ainda, é em jogo.

Sim.

Eu acho que esta aqui é fácil.

Espero bem que sim.

Em que ano foi aprovada a lei de limitação de mandatos sucessivos dos autarcas?

Eia.

Eu julguei que esta era fácil.

Não é fácil, mas deixe-me cá ver.

Peça lá, se quer, ajuda.

Isso aqui deve ter sido num governo do José Sócrates, quase de certeza.

Diríamos que sim, não é?

O José Sócrates andou a brincar a um conjunto de coisas, brincou com estas também. Deixe cá ver aqui, isto deve ter sido para 2010.

Querem mais dicas? Ajuda.

Aí estávamos com a troika à porta, foi um bocadinho antes.

Foi um bocadinho antes.

Então 2007 ou 2005.

Isto então tem que ser ou 2005 ou 2007. Deixe-me cá ver.

Foi logo no início.

Foi logo no início, foi aquela coisa do fim das subvenções, foi 2005.

Está certo, mais dois pontinhos. Vamos começar por aí. Acha que esta lei produziu os efeitos pretendidos? Vemos muitos esquemas aqui na tentativa de contornar esta lei. Por exemplo, autarcas que chegam ao limite dos mandatos e se candidatam, deixam os seus delfins. Acha que tem servido para atingir esses objetivos pretendidos?

Inicialmente, nunca fui muito favorável à limitação dos mandatos. Acho que quem limita os mandatos dos eleitos são os eleitores, que é a forma mais democrática de o fazermos. Depois limitar os mandatos apenas aos presidentes e não também aos vereadores que se mantêm em funções executivas também-

Porque isso permite manter equipas com outro candidato.

Também é uma injustiça para com os presidentes, porque parece que os presidentes é que têm em si as maldades todas. Mas creio que também tem coisas boas, que é que permite a renovação dos quadros políticos. Por isso, aqui há um equilíbrio. Eu julgo que este ano, estas próximas eleições autárquicas vão permitir perceber de que forma é que conseguimos atrair também mais e melhores quadros para fazer esse tipo de funções, porque depois também não é fácil. Há um conjunto de pessoas que estão a desenvolver bons trabalhos e que vão ter que necessariamente ser substituídas e depois podem não dar continuidade a alguns projetos políticos. Não é, do ponto de vista do princípio, uma coisa muito clara, embora se compreenda a limitação dos mandatos para funções executivas, porque podem também, elas por si, trazer vícios de gestão.

A ideia era precisamente evitar isso.

No entanto, não há nada como fazer fiscalização e apertar um conjunto de mecanismos.

O Pedro Alves é coordenador autárquico do PSD. Quantos são os presidentes de câmara do PSD em exercício que não vão poder recandidatar-se?

Olhe, hoje já não sei.

Mas tem uma ideia?

Hoje já não sei.

Isto não é uma pergunta para contar aqui.

Sim. Hoje já não sei por quê? Porque já houve aqui muitas mudanças nos últimos meses de presidentes de câmara que estavam em limitação de mandatos, que deixaram de o ser e que estão neste momento outros presidentes já em funções.

Já houve mudança do executivo.

Conosco e também com o Partido Socialista.

Mas é em estratégia de fazer uma passagem de serviço, depois que nos permite que os eleitores não estranhem.

Eram cerca de 48 e o Partido Socialista 60 e qualquer coisa, eram 60 e qualquer coisa que iam mudar.

Que é um peso importante. Em quantas câmaras que o PSD lidera, tem ideia? Só números redondos.

109, penso eu.

109. Um terço, não. É entre metade e um terço que vão mudar. O PSD está com problemas para conseguir substitutos nesses locais ou não?

Não. Olhe, eu tenho acompanhado o Luís Montenegro, acompanhei naquele programa do Sentir Portugal. Eu já era coordenador autárquico a essa data, com esse objetivo também de perceber e conhecer bem a realidade de cada território e as dinâmicas que o partido vai tendo e as autarquias, de modo a perceber o que é que nos dá mais garantias ou não, o que nos vai trazer problemas. E dada a volta ao país, há muita tranquilidade relativamente ao processo. Nós vínhamos de duas eleições, onde tínhamos perdido uma em 2013, com grandes danos por causa da troika e outra em 2017, também, já depois de sairmos do governo e com o António Costa a beneficiar dos ganhos pós-troika. E não foi fácil para nós. E mesmo assim, em 2021 já conseguimos recuperar um conjunto de câmaras em relação ao Partido Socialista e há mais oportunidades agora, uma vez que o Partido Socialista muda mais presidentes de câmara do que nós, é também a nossa oportunidade de crescer. E daquilo que é o espectro eleitoral que se nos apresenta e aquilo que são as expectativas que temos em relação às escolhas que já estão previstas, eu creio que o PSD vai ter condições para ganhar as próximas eleições autárquicas.

O que é ganhar nesse aspeto? É ter maior número de liderança de câmaras do que o PS?

Do que o PS. Isso é ganhar. Mas há aqui dinâmicas diferentes hoje também que não aconteciam até 2013. Há os independentes e há também dinâmicas sociais com uma transformação muito grande ao nível do perfil do eleitor. E é uma oportunidade muito diferente e eu julgo que o facto também de nós estarmos hoje no governo, de forma diferente e a podermos implementar, mesmo com as condições de uma minoria, um projeto político nosso, as pessoas também passam a olhar para o PSD de outra forma e não como o PSD da troika e do pós-troika, mas agora com um projeto político próprio e construído por si, mesmo sendo em coligação com o CDS. E eu julgo que vamos ter condições de atrair, por isso, também outro tipo de quadros e de perfis de pessoas que hoje olham para o PSD de forma diferente e vamos conseguir ganhar as eleições.

Muito rápido, Viseu. Já falou com Fernando Ruas, ele vai ser candidato?

Falo muitas vezes com o doutor Fernando Ruas.

Imagino que sim.

E o doutor Fernando Ruas, se ele se prestar a fazer mais um mandato, seria muito bom para Viseu e para os viseenses.

Ele ainda não decidiu.

É a vontade própria, ainda não decidiu. Ele anunciou que no início do ano diria qualquer coisa, mas eu creio que ainda tem muito por fazer em Viseu.

Vamos lá, vamos ver. Então, última questão. Por falar em Viseu, esta é oferecida.

Estão a dizer uma.

Esta é a melhor que o Viriato visto.

Isso é ótimo.

Isso é questionável.

Melhor que o Viriato.

Melhor que o Viriato, vá.

Isso também tenho aí algumas dúvidas. À próxima eu trago o Viriato.

Vamos lá. Última questão, então. Qual é o nome do Parque da Cidade, aquele que fica ali entre o Rossio e Alves Martins?

Aquilo Ribeiro aqui. Vamos lá ver, está ligado.

Isto é bordas.

É desta com o PSD no governo que o IP3 finalmente vai ser concluído ou não?

É desta. Não tenho dúvidas algumas.

Mas este já é o enésimo governo que diz isso.

Não tem dúvidas, mas tem datas já.

Não tenho dúvidas nenhumas quanto a isto. E um histórico muito leve, nós teríamos, mesmo com a troika, uma solução que nos permitisse ligar Coimbra em autoestrada, que era a Via dos Duques. Estava em curso. As questões ideológicas e a geringonça é que fizeram com que acabassem as concessões na área dos transportes, mesmo aquelas que não teriam qualquer custo para o contribuinte.

Scuts.

Não era Scut, aquela era uma concessão completamente privada, com o risco todo do lado do privado, não havia qualquer comparticipação do contribuinte, era em função da utilização.

Do tráfego.

Do tráfego. Isso teria acontecido com o governo do PSD, não tenho dúvidas que a partir de 2022 já andaríamos de autoestrada.

Então podem retomar o projeto.

Não sei se a solução será esta, sei que a solução estará mesmo para ser apresentada. Há um compromisso da nossa parte, do cabeça de lista Leitão Amaro e de todos que estivemos na lista, dos autarcas que se comprometeram. Se não for desta vez, nós temos muitas dificuldades depois de aparecer junto dos eleitores a pedir que confiem em nós num próximo mandato. E por isso, temos perfeita consciência que não faz sentido que as duas maiores cidades do interior do país, Coimbra e Viseu, não estejam ligadas por autoestrada quando têm um tráfego muito intenso.

E tem algum prazo para isso?

Vai ser breve. Vai ser breve. Caberá ao governo também fazer essa apresentação.

Pedro Alves, sai daqui com 14 pontos. É assim, não é nada mau. Está muito na média.

14 de 25 possíveis, não é?

É, 14 em 25.

Não é mau. Podia ser melhor.

A visão é positiva.

Mas a comissão faz perguntas difíceis.

Obrigada por ter aceitado o nosso convite. A comissão de inquérito regressa amanhã com João Ferreira, do PCP.