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Muito bom dia, está no ar mais uma Comissão de Inquérito das manhãs 360 da Rádio Observador e hoje é nosso convidado Nuno Santos, é diretor da CNN Portugal. Nuno, muito bem-vindo à Comissão de Inquérito.
Bom dia.
Bom dia, bem-vindo.
É uma estreia.
Bom dia.
Já conhece as regras?
Conheço assim no essencial. Espero não achar de chutar.
Cinco perguntas, cada resposta vale cinco pontos. Se precisar de ajuda e acertar, recebe dois pontos. Vamos a isso?
Há apenas três alternativas de resposta.
Sim.
Vamos a isso.
Não é ligar lá pra casa.
Não é ligar lá pra casa.
Não é. Começo eu, não é?
Sim, comece.
CNN foi o primeiro canal do mundo a emitir 24 horas por dia. Em que ano é que começou a transmitir nos Estados Unidos?
Salvo erro, 1987.
Quer pensar melhor, Nuno?
Fica aí pelo número mais redondo, se calhar.
Posso pensar melhor.
Posso lhe dar três sugestões também.
Ou então pode pedir ajuda.
Vou pedir ajuda.
1978, 1980, 1982.
1982.
Começamos mal. Zero pontos na primeira.
Foi 80?
Sim, a CNN internacional é que é 85, creio, mas a primeira emissão da CNN-
Era pra América.
Exato, é 1980. Nuno, hoje os tempos são claramente outros, uma era dominada por redes sociais, imediatismo, a urgência de ser também, às vezes, o primeiro a dar a notícia. O jornalismo televisivo está a conseguir manter o rigor ou esta corrida aos cliques acaba por sacrificar a qualidade da informação?
Eu acho que o jornalismo televisivo está a conseguir manter o rigor, mas enfrenta desafios tremendos, que aliás, são partilhados pelas marcas do jornalismo, sejam elas televisivas, sejam as de imprensa que evoluíram para o digital, sejam as que são nativas digitais, como é o caso do Observador, ou a rádio, por exemplo, e o Observador, digamos, têm essa função multiplataforma. Há aqui uma espécie de contradição que é: o jornalismo nunca foi tão necessário e, ao mesmo tempo, nunca esteve debaixo de uma ameaça tão séria, porque a demanda é tão significativa que as pessoas também, num certo momento, um: não têm grande preocupação de onde é que as coisas vêm, digamos assim. Dois: a velocidade é tal que, a certa altura, também a ideia de que se a fonte é boa ou má, passe a expressão, a certa altura não é relevante.
Mas há um problema de credibilidade do jornalismo também, Nuno.
Eu acho que há um problema, de credibilidade não diria, porque quando nós perguntamos às pessoas se elas confiam nos jornalistas e no jornalismo, normalmente a resposta é que sim, que confiam. Agora, muitas vezes, eu acho que os cidadãos não sabem se estão perante notícias produzidas por jornalistas, verificadas por jornalistas, ou se estão perante conteúdos que são feitos, sim, a partir de matéria inicialmente trabalhada por jornalistas, mas depois truncada, tratada de outras maneiras. E, portanto, isso é efetivamente um desafio que se coloca a todos nós.
Isso só lá vai com o quê? Literacia midiática. As pessoas têm que ter ferramentas elas próprias para aprender a separar o trigo do joio.
As pessoas precisam ter essas ferramentas, mas nós não podemos ter a ilusão que estamos perante uma tarefa simples.
Ou rápida.
Ou rápida, porque aquilo que os últimos anos ditam é uma erosão das marcas, é uma erosão nas redações, é a existência não só de novos players, mas também de uma realidade que é muito diferenciada. Agora, a vertigem é tal, por exemplo, uma parte do consumo de informação que tinha passado das marcas convencionais, digamos assim, para as redes ou para as plataformas como o Google, num certo momento, hoje já está a ser consumida via os players da inteligência artificial. E, portanto, isso está a passar-se a uma velocidade tal que, para quem produz jornalismo, como é o caso da CNN ou como é o caso do Observador, de fato, implica refletir todos os dias, mas agir ao mesmo tempo, porque só pensar não chega. Se passarmos o tempo só a pensar, quando dermos por isso, já fomos mesmo ultrapassados.
Nuno Santos tem zero, na primeira pergunta, mas vamos agora à questão da Carla.
A próxima vai ser assim daquelas fáceis.
De caras.
Esta é de caras. Foste fundador, o primeiro diretor da Sic Notícias, por isso não te vamos perguntar em que dia arrancou o canal, porque sabes de certeza, mas a pergunta é: em que dia da semana foi o dia 8 de janeiro de 2001?
Foi uma segunda-feira.
Pois foi.
Sem espinhas esta.
Mas vale a pena talvez contar uma breve história sobre isso. Por que é que a Sic Notícias arrancou num dia 8, justamente por ser uma segunda-feira, e por que não arrancou num dia 6?
Como era costume na SIC.
Como era costume nos projetos da SIC e do grupo Impresa, que era um dia, o 6, o número, aliás, com um grande simbolismo pra o doutor Baal Simão. Todos os projetos do doutor Baal Simão arrancaram a 6: a SIC, o Expresso e depois até projetos de menor envergadura. Porque nós conseguimos explicar-lhe que um canal de notícias não devia arrancar num sábado Coisa que talvez fosse verdade em 2001, mas talvez não seja verdade em 2026.
Em 2026. A Rádio Observador arrancou numa quinta-feira.
Pronto. Foi quando estava pronta. Foi quando estava pronto. A CNN também arrancou numa quinta-feira.
Foi também numa quinta?
Foi. Mas eu, se arrancasse agora um projeto, poderia arrancar num sábado, por exemplo, sem nenhum problema.
Já não havia problema nenhum. Isso mudou muito também.
Isso mudou imenso.
Mas ainda é possível ser original em comunicação social?
Eu acho que é possível ser original, mas evidentemente que quando nós lançámos a SIC Notícias nessa altura, eu e a equipa que me acompanhou na altura, nós fizemos bastante trabalho daquilo a que se chama o trabalho de benchmark. Eu lembro-me de ter ido à Sky, por exemplo, que era parceira, e é parceira da SIC, e de ter visto tudo aquilo que se fazia à escala global. Isso ensinou-nos bastante. Mas a SIC Notícias partiu de uma realidade que, apesar de tudo, era conhecida noutros mercados, mas desconhecida em Portugal. Hoje a situação é diferente e, por exemplo, quando eu olho para a oferta que existe, eu acho que ela está muito mimetizada. Desse ponto de vista, quando a CNN entrou no ar em 2021, provocou uma mudança muito significativa no paradigma da oferta. Isto é, a CNN acelerou a oferta não só da cobertura, do tipo de análise, da forma de comentário.
O ritmo foi diferente.
O ritmo, a introdução. Da própria estética. Da estética de antena, que se alterou radicalmente face àquilo que existia. E hoje, aquilo que eu sinto é que esse paradigma, que nós instalámos em 2021, está hoje em todos os lados. Isso, para quem é o líder, que é o nosso caso, obriga-nos a mudar constantemente, a mudar sem mudar a matriz, que é talvez o mais difícil.
Desculpa, Paulo, não temos tempo de antena a mais para noticiamento.
Sim, isso é uma reflexão que nós temos feito internamente. Eu diria, sem dificuldade em admitir isso, e a tentação é grande em fazer isso, eventualmente, vocês têm essa discussão aqui também, não faço ideia. Os espaços ditos de comentário tornaram-se momentos de produção simples. Porque nós vamos à procura de pessoas. E baratos. E baratos também. Uns sim, outros não, bem entendido.
Uns mais baratos que outros.
Uns mais baratos que outros. Mas mais barato que reportagem, se calhar. Mas mais baratos que reportagem, mais baratos de produção de vídeo, mais rápidos e também mais fáceis de produzir. É mais fácil juntar quatro pessoas à volta de uma mesa. Eu tenho uma televisão nas minhas costas, que está na CNN.
Com a CNN.
E está o Sérgio Furtado em Ceuta hoje e vai estar nos próximos dias. E nós temos acompanhado esta fase da crise migratória.
E isso é mais caro do que juntar quatro pessoas a uma mesa.
A discutir o tema de Ceuta, obviamente. Claro que é.
Mas há também uma maior adesão por parte dos espetadores a esse tipo de formato, de documentário, de debate?
Há uma enorme adesão, porque as pessoas gostam de ser transportadas e de certa maneira de fazer parte daquilo que está a acontecer.
E de tomar posição também em função dos comentários que estão a ser feitos. Há uma identificação. Uma coisa é ver uma notícia que obriga a uma reação à notícia. Outra coisa é ver narrativas nos comentários em que o telespetador se identifica com uma das partes.
Mas tu estás a falar da questão do comentário ou da reportagem em direto?
Não, do comentário, da análise, comentário e debate que existe em todos os canais, não só na CNN.
Vamos distinguir o comentário da análise. No caso dos comentários, quando nós entrámos no ar, eu tratei de explicar às equipas que no nosso caso, e isso hoje já não está a acontecer assim intencionalmente, seriam muito raros os momentos em que nós teríamos pessoas a solo. Isto é, eu queria sempre situações, em tese de contraditório, com duas opiniões de pessoas que pudessem confrontar pontos de vista. Não necessariamente pessoas que "se hostilizassem", mas que divergissem no ponto de vista. Acho que isso era e é muito importante. Isso obriga também o espetador a pensar e a formar a sua opinião. Não é uma espécie de liga em que agora ali do outro lado estou a ver o Benfica-Porto, eu estou do lado azul ou eu estou do lado encarnado. Não é exatamente isso, mas eu identifico-me mais com este ponto de vista ou eu identifico-me mais com o outro ponto de vista. Isso também é uma forma de fornecer uma espécie de uma arma às pessoas para estarem mais informadas, se quisermos. Para elas próprias formarem a sua opinião. E para elas próprias formarem a sua opinião. E essa pluralidade é fundamental.
Tem cinco pontos, temos que acelerar. Vamos à pergunta.
Eu estou a tentar falar imenso, que é para não confrontar-te com as perguntas. Eu temo o pior.
Nuno, essa também não será muito difícil. Se nós olharmos para o ranking dos 10 programas mais vistos na televisão portuguesa em 2025, portanto, o ranking anual, número de espetadores.
São todos jogos de futebol.
Pronto, nem foi preciso fazer a pergunta.
É basicamente isso. Temos que ir até ao 23º, se não me engano, da lista, para encontrar um não jogo de futebol.
O futebol e os grandes eventos desportivos dominam, como se vê, os canais de sinal aberto. Aliás, há 10 anos dizia-se que a televisão linear ia viver muito para os grandes eventos e grandes formatos.
Isso é verdade, continua a ser verdade, mas há alguns movimentos interessantes.
Live mode TV, por exemplo.
Por exemplo, um movimento muito interessante que chegou aqui a Portugal durante o mundial, mas até há outros movimentos que ainda não estão na agenda, que são igualmente interessantes. Por exemplo, o desporto começa a ser, em direto, nós pensamos no futebol, mas se olharmos para o mercado americano, é preciso pensar no futebol americano, no basquete, no beisebol, todo esse tipo de modalidades estão a ser muito atrativas para as plataformas de streaming. Aquilo a que nós associávamos, que é eu agora entro aqui na Netflix ou no HBO Max, ou por aí fora, para ver aquela série que eu gosto, ou que me foi sugerida por um amigo, ou que discutimos num jantar, por hipótese, agora eu entro lá para ver um jogo de futebol americano.
Em direto.
Em direto.
Ou um combate de wrestling.
Ou um combate de wrestling.
Isto não é o assalto final às audiências dos canais ditos de sinal aberto.
Isto é uma nova etapa no desenvolvimento da oferta de conteúdos e do realinhamento do mercado e da distribuição. Porque aquilo que acontece, que neste caso não vai acontecer, mas esteve na iminência de acontecer, foi a Netflix comprar a Warner Discovery, que é a dona da CNN. Isso vai acontecer, em princípio, o negócio está prestes a ser concluído com a Paramount. E portanto, esse realinhamento, que aliás já tinha acontecido numa outra medida em anos anteriores, a Warner Discovery já é ela própria uma fusão, como na América, ABC, Disney.
A consolidação de todo o ecossistema.
É a consolidação do ecossistema. E do ecossistema, o que significa também a consolidação na produção de conteúdos, na distribuição e, ao mesmo tempo, a criação de gigantes. E depois, no meio disso, há umas peças que desaparecem porque ou são, entre aspas, vítimas dessa mudança, dessa fusão, e nascem outras.
Muito bem, Nuno Santos, 10 pontos até o momento, vamos à quarta pergunta.
10 pontos é bom ou é mau?
É bom.
É bom. Três.
Ainda tens potencial para mais 10.
Para chegar aos 20. Então e esta é relativamente fácil: em que ano Portugal participou pela primeira vez no Festival da Eurovisão?
Portugal participou pela primeira vez no Festival da Eurovisão, vou fazer aqui um exercício de memória, 1958? 57?
Não, não está.
Foi na década de-
Isso foi a fundação da RTP.
Não, é a fundação da RTP.
É em 57, se não estou em erro.
Ora bem, tenho uma oportunidade para corrigir.
Se quiserem as opções também.
Mas antes de irmos às opções, posso dar aqui uma primeira pista: foi na década de 60.
60.
E com António Calvário.
Com António Calvário. É aquela famosa canção "A Oração". Eu até isso sei, vejam lá. Só me falta a data. 1962?
Um pouquinho mais.
Então vamos às opções. 1964, 1966 ou 68.
1964.
Está certo. Muito bem, dois pontos. A pergunta não é sobre o Festival da Eurovisão, Nuno Santos. A RTP devia ser privatizada ou não?
Não. Um operador público num ecossistema como o português e o europeu, faz sentido. A RTP desempenha um papel que muitas vezes os opinion makers desconhecem, que os cidadãos valorizam. A RTP tem trabalho feito na produção de conteúdos que são distintos dos operadores privados, na produção de ficção, no trabalho junto das minorias, no trabalho junto das comunidades portuguesas, no trabalho junto dos países de expressão oficial de língua portuguesa.
Devia deixar de ter publicidade?
Podia deixar de ter publicidade. Essa discussão é relativamente antiga. Eu estava na RTP quando essa discussão foi introduzida e o final dessa discussão, digamos assim, era gradativa. Primeiro a RTP passaria para nove minutos, para seis, para quatro e meio.
Neste momento são 12 por hora, 12 minutos. Seis.
São seis.
Metade dos privados.
Metade dos privados. E eu acho que a RTP tem, entre aquilo que recebe da CAV, da Contribuição para o Audiovisual, e outras formas de financiamento que pode encontrar, o financiamento que vem através do mercado publicitário não é o mais relevante. Se a empresa pode ser mais bem gerida, se a empresa se pode adaptar àquilo que é hoje a demanda do mercado, eu acho que as respostas para isso serão, em tese, sim. Eu não conheço em detalhe a operação, não sei como é que ela está montada e, portanto, não devo estar a falar sobre coisas sobre as quais não tenho informação detalhada.
Mas, em princípio, o fim da publicidade também libertaria mais os programadores, os diretores de conteúdos, no fundo, dessa avaliação, que é permanente, mesmo que não seja essencial para o negócio da RTP.
Eu, por acaso, tenho dúvidas sobre isso. Eu não acho que quem esteja em funções de direção na RTP pense ou programe em função de constrangimentos comerciais, com inteira franqueza. Na informação, de todo, e acho que sabemos do que estamos a falar. E mesmo nas áreas de entretenimento, de conteúdos, também não. Sim, em determinado momento, há um patrocinador associado ao "The Voice", à Volta a Portugal e, portanto, é preciso ter lá um momento comercial que interessa à área comercial da empresa e que está presente no programa. Mas não é isso que determina se o conteúdo é feito assim ou é feito de outra maneira.
12 pontos até agora.
Vamos aos 12.
Vamos aos 17.
Nuno, última questão para mais cinco. Agora, cabeça fria. Vamos lá. Em que década foi criada a Rádio Comercial?
A Rádio Comercial foi criada na década de...
Atenção que é no final de uma década.
Foi criada no final da década de 70.
Isso mesmo.
Certíssimo. 12 de março de 79.
12 de março de 79.
E tu pouco depois, se calhar, uns aninhos depois, estavas nas manhãs da Comercial.
Eu estava nas manhãs da Comercial.
Depois de teres vindo da RDP.
Talvez uma década depois disso, um pouco menos.
A tua paixão pela rádio morreu, está estacionada?
Eu acho que está estacionada, mas não sei se vocês repararam, não sei se as pessoas quando chegam aqui fazem isso, mas a primeira coisa que eu fiz quando entrei no estúdio foi colocar os auscultadores.
Pois foi.
É típico. Exato.
Porque eu deixei de fazer rádio, salvo erro, nos anos 90. Houve uma altura que o Emídio Rangel me disse, ele próprio era uma pessoa da rádio.
Na altura na TSF.
Sim, e acho que até a SIC abrir, ele nunca tinha pensado muito em televisão, com inteira franqueza. Nessa fase, eu estava nos dois lados. Isto é, estava na SIC e estava na rádio. E ele disse-me: "Bom, aqui chegados, tu tens que te decidir e, portanto, tens que vir pra aqui o tempo inteiro e tens que sair da rádio." E, de facto, eu saí. E foi um parto sem dor. Era o que fazia sentido na minha vida naquele momento. Mas eu adorava fazer rádio. Eu gostava imenso de fazer rádio, mesmo. E cada vez que volto à rádio, por exemplo, hoje estou aqui. Uma vez o meu filho, que adorava conhecer o César Mourão, pediu muito para isso acontecer e eu liguei ao Pedro Ribeiro e fomos à Rádio Comercial ver aquela coisa do rebenta a bolha. Portanto, eu cada vez que vou à rádio, gosto sempre de voltar à rádio. E gosto de ouvir rádio, claro.
Mas agora é como visitante.
Mas agora é como visitante.
E curiosamente tem se mostrado muito resistente a rádio como meio. Já foi ditada a morte da rádio várias vezes.
Acho que é resiliente que se diz agora.
Isto é outra coisa.
Sim, e com uma grande capacidade também de mutação, de transformação.
Já lhe decretaram a morte muitas vezes.
A rádio agora também tem imagem, não é? Só isso é uma mudança grande.
Não sei se temos tempo, mas eu devo dizer-vos o seguinte: eu quando entrei na rádio, a rádio era mesmo algo de diferente e de mágico. Eu não tenho medo dessa palavra. Isto é, quando eu cheguei pela primeira vez à Rádio Comercial, eu conhecia aquelas vozes todas. Infelizmente, algumas dessas pessoas já morreram, muitas estão vivas e algumas estão no ativo. Eram vozes, pra mim, absolutamente extraordinárias, de tão bonitas, de tão marcantes, mas eu nunca tinha visto as suas caras. Eventualmente, num caso ou noutro, no jornal.
O António Sérgio dizia isso, que não ter imagem é que é parte da magia.
O António Sérgio.
Da rádio.
O José Ramos, o Adelino Gonçalves.
E confirmas que às vezes é melhor a gente ficar só pela voz e não conhecer o rosto, não é?
Sim. Mas isso era a chamada magia da rádio.
E parece que ainda existe. 17 pontos para Nuno Santos, diretor da CNN Portugal, foi nosso convidado hoje na Comissão de Inquérito. Nada mal.
Passaste bem.
É o melhor da semana. É o melhor resultado da semana.
Se quiserem trazer nenhum como convidado residente, pensem nisso.
Nuno, obrigado, um abraço.
Muito obrigado. Bom dia.