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As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. O Presidente da República esteve reunido este sábado com o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres. António Guterres falaram sobre os diversos conflitos que marcam a atualidade internacional. Abordaram a situação na Ucrânia e no Médio Oriente, nomeadamente na Faixa de Gaza, é o que se pode ler numa nota enviada às redações pelo gabinete da Presidência. Em cima das mesas tiveram também outras temáticas, como as alterações climáticas, a inteligência artificial e as desigualdades globais. O chefe de Estado e também o Secretário-Geral da ONU analisaram ainda os desafios que o atual contexto político tem colocado ao direito internacional. Durante o encontro, António José Seguro quis destacar o legado de António Guterres à frente das Nações Unidas, desenvolvido num contexto particularmente adverso, é o que diz António José Seguro. Já no final da reunião, António Guterres agradece o convite e disse que ao longo do perto e mais ou menos durante duas horas, ambas as figuras falaram sobre tudo o que se passa no mundo.

Foi com enorme satisfação que aceitei o seu convite para vir aqui ao Palácio de Belém e trocarmos algumas impressões sobre tudo o que se passa no mundo.

Podemos perguntar quais é que foram os temas que falaram? Podemos perguntar quais é que foram os temas? Falaram de política internacional.

Falamos de tudo o que se passa no mundo.

O resumo das mais ou menos duas horas de conversa entre António Guterres e António José Seguro, um dos temas que está a marcar a atualidade. Isto porque também no site da presidência, António José Seguro reagiu. Outro dos temas que marcou este sábado, o ataque em Cracóvia. António José Seguro publicou uma nota a confirmar que já se inteirou do estado de saúde da portuguesa ferida neste ataque. Enviou uma mensagem de solidariedade ao povo polaco. E a cidadã portuguesa ferida neste ataque já foi operada e não corre risco de vida. O embaixador português na Polónia viajou para a cidade para acompanhar a situação. A mulher de 74 anos foi baleada, estava na cidade polaca para visitar a neta, que está a fazer Erasmus. O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, confirma que a vítima continuou hospitalizada numa situação clínica grave, mas já sem risco de vida.

Desde o primeiro momento em que nos apercebemos da situação do tiroteio, desde as primeiras notícias, ficámos naturalmente muito preocupados, porque a probabilidade de existir algum português afetado era grande e, de facto, confirmaram-se as nossas piores previsões. Imediatamente enviámos para lá o nosso embaixador, que está cá em Cracóvia. E a informação é esta mesmo. Temos uma senhora que estava de visita, que foi ferida, que foi hospitalizada. Entretanto, obtivemos a informação também que já terá sido intervencionada, terá sido objeto de uma intervenção cirúrgica e que, embora em situação muito grave, já não terá risco de vida.

Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades, em declarações à RTP. O embaixador português já foi enviado para Cracóvia para acompanhar a situação. O ataque aconteceu durante esta tarde na praça central da cidade. Um homem chegou de carro e começou a disparar indiscriminadamente sobre as pessoas. Pelo menos seis pessoas morreram, 15 ficaram feridas, 12 das quais em estado crítico. O suspeito, de nacionalidade polaca, foi detido depois de uma troca de tiros com a polícia, que deixou também três agentes feridos. O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, deslocou-se a Cracóvia e apelou a que a tragédia não seja aproveitada para fins políticos. Também o primeiro-ministro já reagiu a este ataque, numa mensagem publicada na rede social X. Rui Luís Montenegro classifica este acontecimento como um ato de violência inexplicável. E um grupo de seis personalidades da sociedade civil apela à realização de um encontro entre a Câmara de Lisboa, os manifestantes pelo direito à manifestação e os comerciantes do Rossio. A carta é assinada por Teresa Violante, Susana Peralta, Luísa Aguiar Correria, Ana Martins Gomes, João Paulo Batalha e Ricardo Sá Fernandes. Nesta carta, defendem que se respeite a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que permite a continuidade do protesto no Rossio, mas exige que se encontre uma solução para a coexistência com o mercado natal. Pedem, por isso, que não haja qualquer remoção sem que antes sejam tentadas soluções de conciliação. À Rádio Observador, a economista Susana Peralta, uma das subscritoras desta carta, apela à capacidade negocial de todas as partes envolvidas.

Não é por mudar do Rossio para outra praça que tenha a mesma centralidade e o mesmo simbolismo, que as manifestações perdem o seu simbolismo e a sua força política e que, de resto, o mercado natal também não é eterno. Portanto, é aqui um bocadinho de facto apelar à capacidade negocial de ambas as partes para se sentarem. Aliás, das três partes, também da Associação de Comerciantes de Lisboa, para se sentarem e encontrarem uma solução que proteja os direitos de toda a gente, para permitir o mercado natal. E realmente, o país não vai fechar depois do Natal, portanto, cá estaremos para o que vem a seguir.

Economista Susana Peralta, em declarações à Rádio Observador. Quanto à cidade do Porto, os escritores consideram que há margem para encontrar uma localização para a pista de gelo prevista para a Praça Dom João I, de modo a não interferir com o protesto. Apesar destes apelos, Carlos Moedas insiste na instalação do mercado natal na Praça do Rossio. Ainda assim, o autarca dá novamente as três alternativas: o Largo de São Domingos, a Praça Dom Martim Moniz e também os restauradores. São estas as três alternativas para a continuação dos protestos. A decisão baseia-se num parecer do Comando Metropolitano de Lisboa, da PSP, que não vê forma de conciliar o mercado natal e os protestos pela habitação na Praça Dom Pedro IV. As autoridades indicam que o mercado tem preponderância face à manifestação. A defesa da ativista Renata Câmara avançou com uma providência cautelar para suspender a decisão do autarca lisboeta. E na Madeira, a passagem da depressão Bruna já provocou estragos. Isto porque neste sábado, cinco pessoas ficaram desabrigadas na sequência da inundação de uma habitação no Conselho de Santa Cruz. A Proteção Civil acrescenta, numa nota, que a família já está a receber acompanhamento por parte dos serviços municipais. Em entrevista à Rádio Observador, um dos elementos do Comando Regional de Operações de Socorro do Arquipélago da Madeira, Valter Ferreira, explica o que aconteceu durante as últimas horas no Arquipélago da Madeira.

As situações de quedas de árvores e inundações são as situações mais significativas, 47 quedas de árvores e 28 situações de inundações, por força daquilo que é a precipitação mais intensa. E dessas situações todas, aquela que podemos ressalvar como a mais relevante das últimas horas tem a ver exatamente com a situação de inundação de uma habitação em Santo António da Serra, município de Santa Cruz, que provocou cinco pessoas desalojadas, quatro adultos e uma criança. Prontamente, os serviços municipais de Proteção Civil de Santa Cruz foi acionado.

Valter Ferreira a destacar as inúmeras ocorrências relacionadas com inundações e também quedas de árvores. Por isso, o elemento do Comando Regional de Operações de Socorro do Arquipélago da Madeira dá alguns conselhos à população para as próximas horas.

As pessoas devem evitar ao máximo a realização de deslocações nos períodos principalmente mais críticos, evitando a exposição ao risco das quedas de árvores, como falámos há bocado. Se tiverem que fazê-lo, façam com planeamento e, naturalmente, com o devido cuidado face àquilo que são alguns condicionamentos que algumas faixas vão sofrendo fruto dessas mesmas ocorrências. Também pedir que as pessoas possam desobstruir alguns sistemas de drenagem pluvial, removendo alguns inertes ou objetos suscetíveis de serem arrastados pela força da água.

Valter Ferreira, numa entrevista à Rádio Observador, deixar alguns conselhos para as próximas horas. Isto porque o Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou o arquipélago sob aviso laranja devido ao vento forte, com rajadas até 100 km/h. Isto até ao final de domingo, passando depois para aviso amarelo, que está também em vigor o alerta laranja devido à precipitação, que por vezes pode ser forte, persistente e acompanhada por trovoada até às 3:00 da manhã de domingo. O aviso laranja é emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera sempre que existe uma situação meteorológica de risco moderado e elevado. A Capitania do Funchal também emitiu avisos de vento e agitação marítima fortes e má visibilidade, apelando assim à população para que adote as devidas preocupações. Em Israel, Gadi Ezcot está mais perto de se tornar primeiro-ministro. O líder da oposição vai ser oficialmente indigitado neste domingo para formar governo. A confirmação foi feita pelo gabinete do presidente israelita. Ezcot recebeu o apoio de 67 deputados, acima dos 61 necessários para garantir a maioria absoluta no Parlamento. Já o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, recebeu o apoio de 46 parlamentares. A decisão foi anunciada depois do presidente israelita ter reunido com os dois líderes parlamentares, com os dois líderes dos partidos, bem como os representantes das forças políticas com assento parlamentar. A cerimônia está marcada para às 15:00 deste domingo, hora de Lisboa. Gadi Ezcot terá depois 28 dias para formar governo. Este é um prazo que pode ser prolongado por mais 14 dias. E no desporto, na estreia de Paulo Fonseca ao comando da equipa, o Sporting venceu o Moreirense por uma bola a zero. É a quarta vitória consecutiva dos leões em todas as provas. O novo técnico fez algumas alterações no que toca aos titulares, como por exemplo, a deslocação de Giannikatamo do 11 inicial para o banco de suplentes. O gol da partida foi da autoria de Luís Javier Soares, já no decorrer do segundo tempo. No final da partida, Paulo Fonseca diz que o Sporting merecia ter ganho por uma margem maior e por isso não esconde também a emoção por estrear ao leme da equipa de Alvalade.

Uma grande emoção. Repare, como já disse, cheguei ao clube com que sonhava quando era criança e obviamente hoje foi um momento muito especial para mim, entrar aqui como treinador do Sporting, entrar neste relvado como treinador do Sporting.

Era aquilo que imaginava?

Sim, claramente. Tivemos um ambiente fantástico hoje, a equipa apoiou, os adeptos apoiaram sempre a equipa. E o que se pode esperar melhor do que uma vitória no jogo de estreia?

Paulo Fonseca aos microfones da Sport TV, depois do final desta partida. Do outro lado, o Moreirense, treinado por Vasco Botelho da Costa. O técnico considera que conseguiu surpreender Paulo Fonseca ao usar uma tática diferente, mas admite que depois nem tudo correu como planeado.

Acabamos por surpreender um pouco o Paulo. Nós sentimos que ele ia preparar o jogo pra nossa construção a três, acabamos por trocar, mas depois acho que aqui ou ali não conseguimos ser tão agressivos na profundidade como tínhamos. Sabíamos que o Sporting ia acabar por seguir toda a gente por dentro e, portanto, tínhamos como objetivo chegar pelos corredores à profundidade e acabamos por não ter muito sucesso.

Vasco Botelho da Costa, também em declarações na flash interview da Sport TV. Com este resultado, o Sporting soma agora 24 pontos, fica a seis do primeiro lugar. Isto à condição, isto porque o foco do Porto desloca-se amanhã até Guimarães para defrontar o Vitória Sport Clube, um pouco mais cedo, mas na Amadora, o Benfica viaja até ao terreno do Estrela. São dois jogos para acompanhar aqui na antena da Rádio Observador. Tudo dito neste noticiário da 01:00. A informação regressa dentro de 20 minutos.