Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. A edição de hoje é com a jornalista Matilde Malva Sabino. Bom dia.
Bom dia, Nadine.
Começamos a olhar para a manchete do jornal Público: os acionistas portugueses nunca tiveram tão pouco peso no Banco Comercial Português.
O relatório e contas do ano passado aponta que os portugueses representam apenas 18% do banco no final de 2025, uma tendência sentida já há algum tempo. O capital chinês, angolano e anglo-saxónico conseguem ser mais representativos dentro do BCP, e foi precisamente a partir de 2016, com a entrada da chinesa Fosun, que os portugueses deixaram de pesar 50% na balança. O banco liderado por Miguel Mael alcançou lucros de 1 mil milhões de euros no ano passado. Em Portugal, ficam retidos 1,35 milhões de dividendos da banca portuguesa, mais de 2 milhões partem para o estrangeiro.
E o Jornal de Notícias escreve que o mercado dos veículos elétricos cresceu 22% desde o início da guerra no Médio Oriente, a 28 de fevereiro.
No mês passado venderam-se 18 mil carros, uma transição à força devido ao aumento do preço dos combustíveis. A Associação Automóvel de Portugal aponta que em março venderam-se mais 3 mil unidades do que em fevereiro. O jornal escreve que as pessoas procuram uma solução com preços mais baixos e os elétricos parecem ser a mais viável.
Passamos para o Diário de Notícias, que também aborda os impactos da ofensiva norte-americana e israelita lançada ao Irão. O DN dá conta de que o custo da dívida já sobe com a nova guerra, mas com a Ucrânia e as tarifas de Donald Trump ficam pior.
Portugal continua com uma dívida pública muito elevada, apesar de estar a diminuir em percentagem do PIB. Em 2026, a dívida deverá atingir 281,5 mil milhões de euros, o que equivale a 87% da economia. Ao mesmo tempo, as taxas de juro da dívida subiram para cerca de 3,4%, aumentando os custos com juros para 6,6 mil milhões de euros este ano, o que agrava a pressão sobre as contas do Estado e pode transformar o excedente orçamental em déficit. Ainda assim, o impacto é menor do que na guerra entre a Rússia e a Ucrânia ou nas tarifas anunciadas pelo presidente norte-americano quando os juros subiram mais.
Estes são os destaques desta manhã na imprensa nacional. Passamos ainda em revista a imprensa internacional. O francês Le Monde também dá destaque à guerra no Médio Oriente. Escreve que o exército americano está em crise perante a armadilha iraniana.
Ao contrário das declarações exageradas dos responsáveis americanos, as capacidades defensivas do Irão estão longe de terem sido reduzidas a nada. Pela primeira vez, um caça F-15 do exército americano foi abatido no Irão na sexta-feira. Entretanto, o chefe do Pentágono tem vindo a avançar com várias demissões, sem relação aparente com o conflito. O secretário da Defesa dos Estados Unidos demitiu o oficial da mais alta patente do Exército. Ao mesmo tempo, o presidente Donald Trump pede ao Congresso um aumento de quase 50%, em 2027, do orçamento de defesa dos Estados Unidos, que já conta com um montante colossal de 1 bilhão de dólares, são mais de 800 mil milhões de euros.
No espanhol El País, a manchete é dedicada à política interna, com o jornal a dar conta que o Partido Popular e o Partido Socialista Operário Espanhol recuperam nas últimas eleições regionais, enquanto o Vox estagnou.
As últimas eleições realizadas em Castela e Leão mostram a recuperação dos dois grandes partidos, uma tendência que agora é confirmada pelo barómetro de abril do El País e da Cadena SER. O partido de extrema-direita Vox regista um abrandamento após seis meses de crescimento registrado. O jornal escreve que a guerra no Médio Oriente influenciou a opinião pública e beneficiou o Partido Socialista Espanhol pela posição contra o conflito, que ganhou eleitores vindos da esquerda devido a esta posição, enquanto o Partido Popular cresceu ao reduzir perdas para o Vox. No total, a direita mantém mais de 50% das intenções de voto, garante a vantagem sobre a esquerda e continua a favorita para formar governo.
Os destaques dos jornais na Europa. Nos Estados Unidos, a manchete do Washington Post dá conta de que Donald Trump ameaça o Irão com o inferno devido ao Estreito de Ormuz, numa publicação repleta de palavrões.
As ameaças foram intensificadas por Trump contra as centrais elétricas, pontes e outras infraestruturas do Irão, numa publicação injuriosa na Truth Social ontem, na manhã de Páscoa. O bloqueio do estreito de Ormuz, que transporta 20% do petróleo mundial, fez subir os preços da gasolina nos Estados Unidos em cerca de 25% em um mês. Os especialistas alertam que as ações e as palavras do líder norte-americano podem complicar as negociações com o Irão, enquanto o país mantém a resistência e procura causar mais pressão econômica.
Os destaques da imprensa nacional e internacional, os com a edição da jornalista Matilde Malva Sabino. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.